No canteiro do Senna Tower, a fundação em estacas com estacas Augercast de 40 m, bloco de fundação com 798 pontos e graute FCK 90 mantém o cronograma da obra em dia.
Em janeiro de 2026, a obra do Senna Tower entrou na fase mais crítica e invisível de um arranha-céu. Enquanto a maquete mostra um residencial com mais de 550 m de altura, o que acontece hoje no canteiro é o oposto da glamourização do skyline: máquinas pesadas, perfurações de 40 m de profundidade e centenas de estacas que ninguém mais verá depois que o concreto secar.
A fundação do Senna Tower está sendo executada com estacas Augercast de 40 m de comprimento e 60 cm de diâmetro, armadas integralmente e grauteadas com FCK 90, em um bloco principal que receberá 798 estacas, das quais mais de 200 já foram concluídas. Tudo isso mantendo o cronograma de fundação dentro do planejado, etapa fundamental antes de qualquer nível acima do solo aparecer.
Senna Tower: o gigante que começa debaixo da terra
O Senna Tower é apresentado como um futuro residencial recordista, com mais de 550 m de altura, e isso muda totalmente o patamar de fundação.
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Um prédio dessa escala só existe porque a engenharia garante, antes de qualquer pavimento, um sistema de fundação compatível com as cargas monstruosas que ele vai transmitir ao solo.
No canteiro, isso se traduz em um bloco de fundação principal que ocupa praticamente toda a faixa branca demarcada no terreno.
Esse bloco concentra 798 estacas Augercast, todas na mesma lógica: 40 m de profundidade, 60 cm de diâmetro e armadura contínua, formando um “tapete” de elementos estruturais que ancoram o Senna Tower diretamente na rocha.
Além desse bloco, o projeto do Senna Tower prevê mais de mil estacas no total, considerando garagens, áreas técnicas e demais blocos estruturais.
A torre em si se apoia nessa área de fundação central, enquanto o entorno recebe estacas para garagens e estruturas complementares.
Estacas Augercast de 40 m e FCK 90: como funciona essa fundação
A fundação atual do Senna Tower está baseada no sistema de estacas tipo Augercast, executadas por uma máquina de grande porte, como a EK300, capaz de perfurar até 40 m de profundidade.
O processo segue uma sequência bem definida:
- A hélice contínua perfura o solo até atingir cerca de 40 m, atravessando camadas arenosas superficiais até encontrar o perfil de rocha que vai receber a ancoragem da estaca.
- Ao atingir a profundidade de projeto, o concreto fluido é bombeado pelo interior da hélice enquanto o trado é retirado, preenchendo o fuste da estaca de baixo para cima.
- Em seguida, entra em cena o graute FCK 90, uma argamassa de alta resistência e alta fluidez, que permite inserir uma armadura de 40 m de comprimento dentro do fuste recém-preenchido sem travar no caminho.
O emprego de graute FCK 90 no Senna Tower não é detalhe cosmético, mas uma decisão prática de obra. Em uma estaca dessa profundidade, um concreto menos fluido dificultaria muito a descida da armadura integral.
Com o traço adequado, a armadura desce “leve” e rápida, permitindo um ritmo alto de produção, essencial em uma frente com quase 800 estacas só no bloco principal.
798 estacas no bloco principal, ancoradas na rocha
Um ponto-chave do projeto de fundação do Senna Tower é o tipo de apoio adotado: todas as estacas do bloco principal são ancoradas diretamente na rocha, a cerca de 40 m de profundidade.
Na superfície, o solo tem comportamento mais arenoso, mas é lá embaixo, no maciço rochoso, que a fundação realmente “conversa” com o terreno.
Cada estaca transmite as cargas da torre para a rocha, reduzindo recalques diferenciais e garantindo que a estrutura possa suportar o peso de um residencial acima de 550 m.
Para viabilizar armaduras de 40 m, as barras de aço de 12 m são emendadas com transpasses sucessivos, formando gaiolas contínuas até o comprimento total.
A armação final impressiona visualmente: dezenas de barras formando cilindros longos, com detalhamento de bitolas e quantidade definidos para suportar esforços de compressão, tração e flexão ao longo da vida útil do Senna Tower.
No status de janeiro de 2026, mais de 200 estacas do bloco principal já foram executadas, o que significa que uma parte significativa da malha de fundação está pronta e o avanço segue dentro do cronograma previsto.
Máquinas, logística e parede diafragma na obra do Senna Tower
No canteiro do Senna Tower, a cena combina diferentes frentes de trabalho atuando em paralelo.
De um lado, a perfuratriz de grande porte executa as estacas Augercast de 40 m, alternando perfuração e concretagem. Cada ciclo envolve: perfurar, bombear graute FCK 90, retirar o trado e, em seguida, inserir a armadura.
Ao lado, um guindaste sobre esteiras faz o transporte e a inserção das armações, com a vantagem de se deslocar pelo terreno sem necessidade de patolamento a cada movimento.
Isso garante mobilidade para pegar a armadura no pátio, deslocá-la até o ponto exato da estaca e posicioná-la com rapidez, mesmo com a lança erguida.
Outra frente importante é a execução da parede diafragma nas periferias do terreno, que será responsável por conter o solo durante a futura escavação em profundidade.
Só depois de estabilizar esse “anel” de contenção é que a obra pode avançar para baixo com segurança, escavando, arrasando as estacas e moldando o bloco de fundação principal.
A coordenação entre estacas da torre, parede diafragma e futuras estacas das garagens é o que permite que o Senna Tower avance em fundação sem perder tempo, mantendo diferentes equipes em atividade e otimizando o uso de equipamentos de alto custo.
Cronograma, fundação e o passo seguinte para o Senna Tower
A fundação é, tradicionalmente, uma das etapas mais demoradas de qualquer grande edifício, e no Senna Tower isso se amplifica.
São quase 800 estacas só no bloco principal, mais as estacas das garagens e as contenções, totalizando mais de mil elementos ao final.
Mesmo assim, em janeiro de 2026 o cronograma de fundação do Senna Tower está dentro do planejado. A produção de estacas segue ritmo alto, muito apoiada pela escolha do sistema Augercast com graute FCK 90, pela logística de armações prontas e pelo uso de guindastes sobre esteiras, que reduzem tempos mortos entre uma estaca e outra.
Concluída a execução das 798 estacas do bloco principal, o próximo ciclo envolve:
- escavação até a cota de topo das estacas
- arrasamento dos fustes
- montagem das armações do bloco
- concretagem do enorme bloco de fundação que vai receber definitivamente a base da torre do Senna Tower
Só depois disso é que os primeiros níveis estruturais acima do solo começam a aparecer, dando forma visível ao que hoje está enterrado.
A torre icônica que o público vê na maquete só é possível porque, agora, a engenharia está cravando Senna Tower na rocha com precisão milimétrica.
E você, que acompanha obras e engenharia, imaginava que o Senna Tower teria uma fundação com quase 800 estacas ancoradas na rocha a 40 m de profundidade? Se pudesse escolher, você preferia visitar o topo desse arranha-céu pronto ou o canteiro de fundação como ele está hoje em janeiro de 2026?


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