Nascidos com apenas um minuto de diferença, Adrian e Ainsley estudaram quatro anos juntos, dividiram rotina universitária, provas e desafios, e agora se preparam para atuar como cientistas biomédicos em estágios na mesma cidade inglesa
Os irmãos gêmeos Adrian e Ainsley Dondo, de 22 anos, concluíram juntos o curso de ciências biomédicas na Universidade de Keele, na Inglaterra. Nascidos com apenas um minuto de diferença, eles estudaram lado a lado durante quatro anos e agora iniciarão estágios na mesma cidade.

Crédito:Cortesia da Universidade de Keele
Irmãos gêmeos escolheram a mesma graduação
Moradores de Bradford, Adrian e Ainsley subiram ao palco na mesma cerimônia para receber diplomas do mesmo curso.
A escolha por ciências biomédicas, segundo eles, surgiu dos interesses compartilhados desde a época da escola.
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Ainsley explicou que nenhum dos dois precisou convencer o outro. Ambos já gostavam de ciências e tinham ambições semelhantes, o que fez da escolha pela mesma graduação uma decisão natural.
A Universidade de Keele foi escolhida pela reputação na área de ciências biomédicas. Permanecer juntos também pesou na decisão, já que a entrada no ensino superior representava uma mudança importante em relação à rotina escolar.
Adrian afirmou que a ideia sempre foi continuar próximo do irmão. Como os dois mantinham uma relação muito próxima, separar-se justamente durante a transição para a universidade não parecia fazer sentido naquele momento.

Apoio durante provas e dificuldades pessoais
Ao longo dos quatro anos, os irmãos gêmeos transformaram a proximidade em uma rede permanente de apoio.
Eles trocavam ideias, revisavam conteúdos e incentivavam um ao outro durante provas, trabalhos e períodos de maior pressão acadêmica.
Segundo Adrian, estudar ao lado do irmão tornou a experiência universitária menos assustadora. Quando um deles estava desmotivado para assistir a uma aula ou iniciar uma tarefa, o outro ajudava a recuperar o ritmo.
Esse apoio também foi importante quando Ainsley enfrentou circunstâncias pessoais que prejudicaram seus estudos.
Adrian permaneceu ao lado dele durante o período, ajudando o irmão a atravessar as dificuldades sem abandonar a formação.
A convivência se estendia para além das salas de aula. Eles moravam em quartos vizinhos na residência universitária e faziam parte do time de basquete de Keele.
Rivalidade valia até lanche no McDonald’s
A parceria também incluía uma competição amigável pelas melhores notas. Os dois faziam pequenas apostas para aumentar a motivação, incluindo o pagamento de um lanche no McDonald’s por quem tivesse o pior resultado.
Ainsley contou que essa rivalidade alimentava a vontade de superar o irmão. Adrian afirmou que, apesar das brincadeiras, ambos sempre desejavam o melhor um para o outro e usavam os resultados como estímulo para melhorar.
Quando um deles conseguia uma nota inferior, a diferença servia como incentivo para estudar mais. Assim, a competição não anulava o apoio mútuo, mas se tornava parte da estratégia usada pelos dois durante a graduação.
Formatura conjunta dos irmãos e futuro na mesma profissão
A formatura marcou o encerramento de uma trajetória acadêmica quase idêntica. Ainsley afirmou que, ao olhar para os últimos anos, considera impressionante perceber como os caminhos dos dois permaneceram semelhantes.
Adrian descreveu como surreal o momento de ouvir seu nome durante a cerimônia e saber que o irmão estava logo atrás. Para ele, concluir a graduação com Ainsley ao lado foi motivo de orgulho.
Agora, ambos devem realizar estágios em Milton Keynes, com o objetivo de construir carreira como cientistas biomédicos.
Os irmãos gêmeos reconhecem, porém, que poderão trabalhar separados quando conseguirem empregos efetivos.
Esta matéria foi elaborada com base em informações da Universidade de Keele e da BBC, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.
