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Com mais de 150 satélites, Amazon amplia prévia do Amazon Leo e promete internet via satélite mais rápida que a Starlink

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 25/11/2025 às 08:06
A Amazon avança na internet via satélite com a Leo Ultra, antena de 1 Gbps e foco corporativo, oferecendo segurança, baixa latência
A Amazon avança na internet via satélite com a Leo Ultra, antena de 1 Gbps e foco corporativo, oferecendo segurança, baixa latência
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A Amazon intensifica sua entrada no mercado de internet via satélite com a antena Leo Ultra, que promete alta velocidade, baixa latência e integração direta à AWS para setores que dependem de conectividade estável em regiões remotas

A Amazon deu um passo decisivo rumo à estreia de seu serviço de internet via satélite, prevista para o próximo ano. A empresa apresentou a Leo Ultra, antena que assume o papel de equipamento mais avançado já desenvolvido para o projeto, e iniciou uma pré-visualização direcionada a empresas selecionadas.

O anúncio marca a transição do Amazon Leo, antes chamado de Projeto Kuiper, da fase de implantação para um estágio em que a prontidão comercial começa a se consolidar. A constelação ultrapassa 150 satélites e a empresa afirma estar preparada para ampliar a cobertura conforme avança o calendário.

Antena projetada para demandas críticas de empresas e governos

A Leo Ultra lidera a nova família de antenas e foi desenhada para atender usuários corporativos e governamentais que dependem de comunicação contínua em locais remotos. O terminal, com dimensões de 20 por 30 polegadas, atinge velocidades de download de até 1 Gbps e mantém uploads de 400 Mbps. A Amazon aponta o equipamento como a antena phased-array comercial mais rápida atualmente em produção.

O projeto elimina peças móveis e permite instalação rápida, o que reduz a exposição a falhas em ambientes extremos. Executivos afirmam que essa combinação foi pensada para atender operações em regiões onde a conectividade terrestre não chega.

Chris Weber, vice-presidente de negócios para consumidores e empresas do Amazon Leo, reforçou que a rede e o hardware foram estruturados para responder a demandas complexas, típicas de organizações que atuam longe de centros urbanos.

A antena utiliza silício desenvolvido pela própria Amazon, engenharia de radiofrequência proprietária e algoritmos de processamento de sinal que ajudam a diminuir a latência e elevar a taxa de transferência. Segundo a empresa, esses elementos são essenciais para manter estabilidade em aplicações que exigem conexão contínua.

Plataforma voltada a tarefas em nuvem e comunicação em tempo real

As funcionalidades da Leo Ultra foram pensadas para cenários que envolvem nuvem, reuniões por vídeo e monitoramento constante. A plataforma se integra com redes já existentes e executa operações simultâneas de upload e download sem necessidade de adaptações estruturais profundas.

A JetBlue demonstrou entusiasmo com a possibilidade de oferecer Wi-Fi mais rápido a bordo. Marty St. George, presidente da companhia, afirmou que a colaboração anterior com a Amazon facilitou a decisão de considerar o Amazon Leo.

Para ele, a proposta se alinha ao foco da empresa em desempenho confiável e flexibilidade para passageiros que desejam estabilidade durante o voo.

Infraestrutura de rede privada para operações sensíveis

O Amazon Leo contará com criptografia em toda a rede, ferramentas de gerenciamento e suporte prioritário em regime contínuo.

O sistema se conecta diretamente à AWS e a outros ambientes, sejam em nuvem ou instalações locais, sem passar pela internet pública. A empresa oferece duas formas principais de integração.

Uma delas é o Direct to AWS, que conecta terminais às cargas de trabalho na nuvem por meio de um console web e oferece suporte ao AWS Transit Gateway ou ao Direct Connect Gateway.

A outra é o modelo de Interconexão de Rede Privada, que permite configurar links dedicados em grandes centros de dados de colocation. A Amazon afirma que esse formato reduz o tempo de provisionamento de meses para dias.

O foco em segurança é reforçado por pesquisas recentes que identificaram conexões via satélite geoestacionário sem criptografia, o que expôs chamadas VoIP e dados corporativos. A Amazon apresenta sua estrutura de rede privada como resposta a essas falhas detectadas em sistemas mais antigos.

Parcerias já firmadas e expansão gradual do programa

A empresa estabeleceu parcerias com setores como aviação, energia, logística e agricultura. A versão de pré-lançamento já está ativa para usuários corporativos que receberam acesso ao hardware Leo Pro e Leo Ultra.

Hunter Hunt, CEO da Hunt Energy Holdings e presidente do Conselho da Skyward, afirmou que a combinação da capacidade de banda larga do Amazon Leo com o link privado seguro atende exatamente à expectativa de sua empresa.

A Amazon pretende ampliar o programa conforme adiciona capacidade à constelação. O lançamento comercial está previsto para o próximo ano, em um mercado que já conta com a presença da Starlink.

A empresa afirma que atinge velocidades de pico superiores às previstas nos planos atuais da concorrente, enquanto a SpaceX desenvolve uma atualização para a versão V3.

A apresentação da Leo Ultra e a abertura da prévia indicam que a Amazon está pronta para entrar no mercado global de conectividade via satélite, fortalecendo sua estratégia de competir com soluções já consolidadas.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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