Fim do bônus de Itaipu encarece energia elétrica, enquanto alimentos, combustíveis e passagens aéreas pressionam o IPCA, que volta a subir em setembro e ultrapassa o teto da meta no acumulado dos últimos 12 meses.
O IPCA voltou a registrar alta em setembro, após a queda de agosto. O fim do desconto na energia elétrica, o encarecimento das passagens aéreas e a retomada dos aumentos nos alimentos pressionaram o indicador.
A inflação oficial foi de 0,82% no mês, contra recuo de 0,32% em agosto. Segundo a reportagem do O Globo, a energia elétrica residencial teve o principal destaque no grupo que mais contribuiu para a elevação dos preços na comparação com o mês anterior.
Energia elétrica perde desconto de Itaipu
Habitação registrou aumento de 2,31% em setembro. Dentro do grupo, a conta de luz subiu 7,98%, com o encerramento do bônus de Itaipu, desconto aplicado às faturas emitidas no mês anterior.
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A bandeira tarifária amarela estava em vigor, acrescentando uma cobrança extra à energia consumida. Além da retirada do desconto, houve reajustes nas tarifas de energia em Belém, São Luís e Vitória.
Passagens aéreas puxam transportes
O grupo Transportes avançou 0,89%. As passagens aéreas ficaram 9,66% mais caras e foram o principal fator de pressão nesse segmento. Os combustíveis também contribuíram, com aumento médio de 1,41% no período.
Entre os combustíveis destacados, o etanol apresentou a maior variação, de 3,16%. O óleo diesel subiu 1,69%, enquanto a gasolina teve aumento de 1,21%. Esses resultados se somaram ao encarecimento das viagens de avião.
Alimentos sobem após três meses de queda
Alimentação e bebidas teve alta de 0,83%, interrompendo três meses consecutivos de recuo. Os produtos consumidos em casa ficaram, em média, 0,96% mais caros, com aumentos em hortaliças, arroz e carnes.
O tomate subiu 37%, seguido pela batata-inglesa, com 24,07%, e pela cebola, com 10,14%. O arroz avançou 4,56%, enquanto as carnes registraram alta de 0,63%. Os aumentos ocorreram junto de quedas em outros alimentos.
O frango inteiro ficou 1,96% mais barato. O frango em pedaços recuou 1,41%, e as frutas caíram 1,12%. Fora de casa, a alimentação aumentou 0,48%, acima dos 0,36% registrados em agosto.
As refeições em restaurantes passaram de uma alta de 0,18% para 0,49%. Já os lanches desaceleraram: o aumento foi de 0,47% em setembro, depois de 0,62% no mês anterior.
Acumulado supera teto da meta
Com o resultado mensal, o IPCA acumulou aumento de 4,58% em 12 meses. Na leitura imediatamente anterior, a taxa estava em 4,22%. O indicador ultrapassou o teto da meta de inflação, fixado em 4,5%.
