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Índia criou o UPI e o ONDC, o Brasil tem o Pix e o Open Finance: agora falta juntar tudo pra dar poder real ao pequeno negócio e reduzir tarifas de verdade

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 12/11/2025 às 15:16
Pix ganha tração com Open Finance e inspira, na Índia, a integração UPI + ONDC; estudo compara Brasil e Índia, traz datas, custos e roteiro para um “ONDC do Pix” que formaliza o MEI.
Pix ganha tração com Open Finance e inspira, na Índia, a integração UPI + ONDC; estudo compara Brasil e Índia, traz datas, custos e roteiro para um “ONDC do Pix” que formaliza o MEI.
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Pix e o Open Finance como base para um ecossistema aberto que conecte lojistas, entregadores e consumidores com menos tarifas e mais escala competitiva

A Índia alinhou pagamentos instantâneos a um protocolo aberto de comércio eletrônico e construiu um ambiente em que lojistas, entregadores e consumidores interagem sem depender de uma única plataforma. O resultado foi competição, queda de tarifas e escala para o microempreendedor. No Brasil, Pix e o Open Finance já formam o alicerce para uma virada semelhante, mas falta integrar as peças num desenho que gere valor de ponta a ponta.

O objetivo prático é transformar Pix e o Open Finance em uma infraestrutura que una identidade, checkout, logística e crédito, permitindo que ambulantes, feiras e varejo de bairro vendam, recebam, financiem e entreguem com a mesma fluidez de um grande marketplace, mantendo custos por transação sob controle e melhorando a formalização.

O que a Índia integrou

A experiência indiana combina UPI para pagamentos instantâneos, autenticação simples para o usuário final e o ONDC como camada aberta de marketplace, em que múltiplos apps interoperam.

A lógica é modular: um app de cliente acessa ofertas publicadas por diversos lojistas enquanto outros provedores disputam logística, busca e reputação.

O que o Brasil já tem

O Brasil dispõe de Pix e o Open Finance como base transacional e de dados, somados à identidade digital e à nota fiscal eletrônica.

Esse conjunto já permite pagamento instantâneo, iniciação de pagamento, compartilhamento consentido de dados e emissão fiscal, blocos essenciais para um comércio aberto.

O desafio é costurar as camadas em um padrão técnico e de governança que qualquer app possa adotar.

O que falta para um “ONDC à brasileira”

Há três lacunas operacionais claras: logística de última milha, interoperabilidade entre apps e crédito para MEIs.

Sem um padrão mínimo para catálogo, carrinho, rastreio e SLA, a disputa fica restrita ao pagamento, não ao serviço completo.

E sem linhas de crédito plugadas ao histórico do Open Finance, o pequeno negócio perde fôlego para girar estoque e aceitar prazos.

Métricas que importam desde o dia um

Para medir tração, a régua deve acompanhar custo por transação, ticket médio, adesão por CEP e formalização.

Monitorar esses indicadores em painéis públicos acelera correções de rota e cria confiança entre municípios, associações e operadores logísticos.

O caminho viável é publicar um padrão aberto de interoperabilidade comercial acoplado a Pix e o Open Finance:

catálogo e pedidos com identificadores únicos, checkout com iniciação Pix, cálculo de frete por provedores concorrentes, emissão fiscal automática e conectores de crédito orientados por dados consentidos.

Cada app escolhe seu papel, mas todos falam o mesmo idioma técnico.

Por que isso empodera o pequeno

Com um protocolo aberto, o ambulante ou a feira de bairro aparece em múltiplos aplicativos ao mesmo tempo, negocia entregas com diferentes operadores e recebe em Pix com conciliação automática.

A competição migra para serviço e preço, não para travas de plataforma, e o Open Finance destrava crédito com base no histórico real de vendas.

Publicar o padrão mínimo de mensagens entre apps, logística e pagamentos, testar em pilotos urbanos por CEP e divulgar métricas semanais de custo, ticket e formalização.

Pix e o Open Finance já estão prontos para sustentar essa camada; falta alinhar governança, APIs e SLAs para o ecossistema florescer.

Qual dor do pequeno varejo da sua cidade você resolveria primeiro com um “ONDC do Pix”: logística de última milha, interoperabilidade entre apps, ou crédito plugado ao Open Finance?

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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