A Havan construiu megaloja de R$ 80 milhões em estilo enxaimel no terreno do antigo Estádio Aderbal Ramos da Silva em Blumenau, deslocando a rua Oscar Jenichen em 90 metros e redesenhando a Alameda Duque de Caxias com faixa exclusiva para ônibus no Centro Histórico do Vale do Itajaí.
A Havan transformou um dos terrenos mais emblemáticos de Blumenau no que promete ser uma das maiores operações de varejo do Centro Histórico da cidade. O antigo Estádio Aderbal Ramos da Silva, que por décadas abrigou jogos do Blumenau Esporte Clube (BEC) com capacidade para cerca de 4 mil pessoas entre as décadas de 1970 e 2000, foi demolido em 2007 e o terreno permaneceu subutilizado até ser adquirido pela rede varejista por valor milionário, dando origem a um empreendimento da Havan estimado em R$ 80 milhões que vai muito além de uma loja: redesenhou ruas, alterou o sistema viário e mudou a dinâmica urbana de um dos bairros mais tradicionais da cidade catarinense. O empresário Luciano Hang declarou que “esse local estava abandonado” ao se referir ao espaço onde a estrutura foi erguida.
A megaloja da Havan em Blumenau se diferencia do padrão visual que a rede repete em centenas de unidades pelo Brasil. Em vez da fachada convencional com réplica da Estátua da Liberdade, a loja adotou arquitetura em estilo enxaimel, referência à herança germânica da cidade e adaptação às exigências urbanísticas do Centro Histórico que não permitiriam construção fora do padrão arquitetônico da região. A adequação estética é rara para a Havan e demonstra que o projeto priorizou a integração com o entorno em vez de impor a identidade visual padronizada da marca, decisão que o próprio Hang reconheceu publicamente ao afirmar que a rede “adequou sua estética” para o contexto blumenauense.
Como a Havan mudou ruas de lugar para encaixar a megaloja no Centro Histórico

As alterações viárias necessárias para acomodar o empreendimento da Havan redefiniram a circulação de toda a região. A principal mudança foi o deslocamento da rua Oscar Jenichen em cerca de 90 metros para integrar o terreno do antigo estádio ao complexo da megaloja, intervenção que exigiu redesenho completo da via com três faixas de rolamento, sendo duas destinadas a conversões à esquerda e uma para quem segue à direita, configuração pensada para organizar o fluxo e reduzir pontos de conflito no trânsito. O retorno que antes dava acesso direto à Oscar Jenichen foi deslocado aproximadamente 200 metros adiante, mudança que exige adaptação dos motoristas que circulam pela área.
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A Alameda Duque de Caxias, a tradicional Rua das Palmeiras, também foi reconfigurada. A via ganhou três faixas incluindo corredor exclusivo para ônibus, priorização do transporte coletivo que a Havan e a prefeitura apresentam como contrapartida de mobilidade para a região que passará a receber volume significativo de consumidores e veículos. A rua Alwin Schrader foi ampliada e passou a operar em sentido duplo num trecho maior, permitindo contorno da nova quadra formada pelo redesenho urbano. Parte do antigo traçado da Oscar Jenichen foi mantida exclusivamente para pedestres e ciclistas, garantindo passagem segura em meio às transformações que a Havan provocou no entorno.
O que era o Estádio Aderbal Ramos da Silva antes da chegada da Havan

O terreno onde a Havan ergueu a megaloja carrega história que vai além do concreto. O Estádio Aderbal Ramos da Silva foi palco do futebol blumenauense por décadas, abrigando partidas do BEC na Alameda Duque de Caxias numa época em que o esporte era parte central da vida social da cidade. Com capacidade para cerca de 4 mil torcedores, o estádio viveu seu auge entre as décadas de 1970 e 2000, período em que as arquibancadas concentravam público que acompanhava jogos regionais num cenário que misturava tradição esportiva com identidade comunitária.
A demolição em 2007 encerrou a função esportiva do espaço, mas não gerou uso alternativo imediato. O terreno permaneceu subutilizado por anos, acumulando mato e deterioração que contrastavam com a localização privilegiada no Centro Histórico, até que a Havan enxergou no espaço a oportunidade de instalar operação de grande porte numa das áreas de maior circulação da cidade. A transição de estádio para megaloja é o tipo de transformação urbana que gera tanto entusiasmo pela revitalização de área abandonada quanto nostalgia pela perda de um marco que fazia parte da memória coletiva de gerações de blumenauenses.
O que a megaloja da Havan com arquitetura enxaimel significa para Blumenau

A escolha do estilo enxaimel para a megaloja da Havan não é apenas concessão estética: é estratégia que vincula o empreendimento à identidade cultural de Blumenau. A arquitetura de inspiração germânica que caracteriza o Centro Histórico da cidade é patrimônio visual que a legislação urbanística local protege, e a Havan precisou adaptar seu projeto para obter aprovação das autoridades municipais, processo que resultou numa loja que não se parece com nenhuma outra unidade da rede no Brasil. O resultado é empreendimento que dialoga com o entorno em vez de se impor sobre ele, abordagem que pode servir como modelo para futuras unidades da Havan em cidades com patrimônio arquitetônico protegido.
Na prática, o “antes e depois” da região evidencia transformação que ultrapassa a paisagem. A área que antes reunia torcedores em tardes de futebol agora concentrará fluxo de consumidores e veículos, com estacionamento integrado ao complexo e sistema viário redesenhado para absorver o tráfego adicional que a operação da Havan vai gerar. Para o comércio do Centro Histórico, a chegada de uma megaloja com investimento de R$ 80 milhões representa tanto oportunidade, pelo aumento de circulação de pessoas na região, quanto desafio, pela competição que um varejista desse porte impõe a lojistas menores que operam nas proximidades.
O impacto da Havan no trânsito e no cotidiano de quem vive em Blumenau
As mudanças viárias promovidas pela Havan já afetam a rotina de motoristas, pedestres e usuários de transporte público antes mesmo da inauguração. Quem circulava pela Oscar Jenichen, pela Alameda Duque de Caxias ou pela Alwin Schrader precisa se adaptar a traçados que não existiam antes e a sentidos de tráfego que foram alterados para acomodar o empreendimento. A prefeitura afirma que as mudanças foram definidas com base em estudos técnicos de mobilidade urbana focados na melhoria da fluidez e na segurança, mas qualquer reconfiguração viária de grande porte exige período de adaptação em que congestionamentos e confusões são esperados.
A expectativa da Havan e da administração municipal é que o novo sistema viário funcione melhor do que o anterior uma vez que motoristas internalizem as mudanças. O corredor exclusivo para ônibus na Alameda Duque de Caxias é avanço de mobilidade que beneficia passageiros do transporte coletivo independentemente da opinião que se tenha sobre a megaloja, e as faixas adicionais nas vias redesenhadas ampliam capacidade de tráfego que a região precisará para absorver o movimento que a Havan vai trazer. O Centro Histórico de Blumenau nunca mais será o mesmo, e a megaloja enxaimel de R$ 80 milhões é o marco que divide o antes e o depois.
E você, acha que a Havan valorizou ou descaracterizou o Centro Histórico de Blumenau? Sente falta do estádio? Deixe sua opinião nos comentários.

Parabéns “Luciano Hang” por continuar investindo em lojas e dessa forma proporcionar empregos para muitos🇧🇷
NINGUÉM LIGA PRA ESSA **** DE LOJA
A LOJA HAVAN SÓ VAI FAZER ENGRANDECER O CENTRO HISTÓRICO E VALORIZAÇÃO DA CIDADE TRARÁ NOVAS OPORTUNIDADES DE EMPREGO TRARÁ PROGRESSO E VALORIZAÇÃO AO SEU REDOR.
PUDER SE TIVÉSSEMOS 100 EMPRESÁRIOS COMO LUCIANO PARA FAZER O NOSSO BRASIL O IMPÉRIO QUE TODO MUNDO TEM MEDO POIS A OPOSIÇÃO SÓ QUER VER O CAOS O POBRE CADA VEZ MAIS POBRE MENDIGANDO MIGALHAS NO GOVERNO.
TRAZER EMPREGO A POPULAÇÃO É A MELHOR MANEIRA DE CONSTRUIR UMA CIDADE LIVRE DE CORRUPÇÃO.