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Guindaste ZCC 11000 desembarca no porto de Vitória e segue ao Ceará em comboio com 64 carretas: Zoomlion, fundada em 1992, monta monstro que ergue mais de 600 carros populares a 93 m

Escrito por Carla Teles
Publicado em 04/04/2026 às 13:42
Atualizado em 04/04/2026 às 13:47
Assista o vídeoGuindaste ZCC 11000 desembarca no porto de Vitória e segue ao Ceará em comboio com 64 carretas Zoomlion, fundada em 1992, monta monstro que ergue mais de 600 carros (1)
Guindaste ZCC 11000 da Zoomlion sai do porto de Vitória rumo ao Ceará para parque eólico e expõe a logística de 64 carretas.
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O guindaste da Zoomlion, fundada em 1992, será montado para levantar o equivalente a mais de 600 carros populares a até 93 m de altura, em uma operação logística tratada como “de guerra”

O guindaste ZCC 11000 chamou atenção ao ser descarregado no porto de Vitória, no Espírito Santo, como parte de uma operação que vai muito além do que a peça isolada sugere. Para levar esse gigante até o destino final, foi preciso montar um comboio com 64 carretas, em um deslocamento que segue rumo ao Ceará.

O motivo do transporte é direto: o guindaste será utilizado na construção de um parque eólico. Quando todas as etapas de logística e montagem terminarem, o equipamento estará pronto para erguer um peso equivalente a mais de 600 carros populares a até 93 m de altura.

Por que esse guindaste exigiu 64 carretas para chegar ao Ceará

Guindaste ZCC 11000 da Zoomlion sai do porto de Vitória rumo ao Ceará para parque eólico e expõe a logística de 64 carretas.

O ZCC 11000 não chega pronto. Ele desembarca em módulos, e cada peça entra na conta de um transporte especial, com planejamento de rota, escolta e coordenação de tempo. É por isso que o deslocamento entre Vitória e Ceará se transforma em uma operação de grande escala.

O que torna o caso ainda mais marcante é o contraste entre aparência e realidade: olhando uma peça só, parece um equipamento comum. Mas o conjunto completo exige logística pesada para se tornar um guindaste operacional em campo.

O que o ZCC 11000 consegue fazer quando estiver montado

O ponto central do ZCC 11000 é a capacidade. Depois de montado, o guindaste pode levantar o equivalente ao peso de mais de 600 carros populares e operar a até 93 m de altura, um patamar que muda o jogo em obras de grande porte.

Em projetos como parques eólicos, isso significa lidar com componentes grandes e pesados, onde o guindaste precisa entregar alcance, estabilidade e margem de segurança para montagem em série.

Quem está por trás do guindaste: como a Zoomlion cresceu tão rápido

O ZCC 11000 é fabricado pela Zoomlion, empresa chinesa que nasceu em 1992, bem depois de fabricantes tradicionais como a Liebherr, fundada em 1949. Mesmo assim, em pouco mais de três décadas, a Zoomlion passou a produzir alguns dos maiores guindastes do mundo e ampliou o portfólio para muito além da construção.

A origem da empresa é descrita como ligada a um instituto de pesquisa que existia desde 1956 e era associado ao Ministério da Construção do governo chinês. Isso colocou pesquisa e desenvolvimento no DNA da marca desde o início.

De bombas de concreto a um portfólio com mais de 55 linhas de produtos

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Nos primeiros anos, a Zoomlion focou na fabricação de bombas de concreto, surfando a demanda gerada pela urbanização acelerada da China. O crescimento levou a empresa a abrir capital em 2000, tornando-se a primeira fabricante chinesa de máquinas de construção listada na bolsa de Shenzhen.

Depois, veio uma estratégia agressiva de aquisições internacionais, com compras fora da China e um marco em 2008, durante a crise financeira global, quando a empresa liderou um consórcio para adquirir a italiana Cifa, em um negócio avaliado em mais de 400 milhões de dólares na época. O efeito foi ganhar tecnologia, patentes e credibilidade internacional.

Hoje, a marca atua em 10 grandes categorias, com mais de 55 linhas de produtos, indo de equipamentos pequenos a máquinas colossais como o ZCC 11000.

O plano para o Brasil: fábrica, importação e presença em múltiplos setores

A presença no Brasil vem sendo desenhada há mais de uma década. Em 2013, a Zoomlion anunciou a construção da primeira fábrica na América Latina, em Indaiatuba, interior de São Paulo, com investimento inicial de R$ 20 milhões, área fabril de 12.000 m² e meta de produzir 100 equipamentos por ano. O foco local ficou na linha de maquinário para concreto, como betoneiras, usinas dosadoras, misturadoras e autobombas.

Ao mesmo tempo, a empresa manteve uma estratégia de importação para oferecer um “arsenal” de máquinas pesadas no país. E o guindaste vira o símbolo mais visível dessa ofensiva, com a chegada do ZCC 11000 em Vitória e a lembrança de que o Brasil já havia recebido um ZCC 7200 instalado em Manaus no início de 2026, quebrando recordes internos em poucos meses.

Por que um guindaste desses também é um recado de mercado

O texto-base aponta que a Zoomlion busca “cercar o mercado por todos os lados”, atendendo desde construção e logística até mineração e, mais recentemente, agricultura. A entrada no segmento agrícola aparece ligada à participação em feira e ao anúncio de ampliação de rede de concessionárias, com foco em pós-venda e reposição de peças.

Na prática, a mensagem é clara: não é só vender um guindaste, é construir presença, assistência e portfólio para entrar em projetos grandes e ficar.

Qual parte dessa operação te impressiona mais: o guindaste levantar “600 carros” a 93 m, ou o comboio com 64 carretas cruzando o país para montar tudo no Ceará?

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israel
israel
11/04/2026 23:02

porque não desembarcaram no Ceará??

Carlos Queiroz
Carlos Queiroz
09/04/2026 07:04

O Chineses foram para as Universidades Americanas estudar e aprender. Muitos outros foram para a América para ver o Mickey e o Pateta.

Silvio Sada
Silvio Sada
07/04/2026 13:23

Com 100 anos de atraso sem tecnologia própria, recorre-se aos chineses, muito lamentável isso…

Bruno
Bruno
Em resposta a  Silvio Sada
10/04/2026 19:04

Caro Silvio, não dá para ser bom em tudo ou ter o melhor de tudo. A ciência e a tecnologia de cada país se desenvolve conforme necessidade. Lembre-se aqui da tecnologia de ponta que a PETROBAS tem, e é única detentora de tal, para explorara petróleo em “grandes profundidades”, tecnologia que é vendida por meio de serviços a outros países.

Especificamente em relação a este guindaste é fato que o Brasil já possue alguns equipamentos equivalentes, porém, como a demanda por um equipamento desse porte é escassa, muitas das vezes as unidades não estão disponíveis para a demanda do projeto.

Já por outro lado, a China, como outros países europeus que focam em construções industriais utilizando em sua maioria o aço/estrutura metalica, diferente do Brasil que usa mais o concreto, o qual possui metodologia executiva totalmente diferente a das estruturas metálicas, se destacaram no desenvolvimento desse tipo de equipamento.

Especificamente em relação à locação de equipamento chinês, cabe destacar dois pontos: Brasil e China pertencem ao BRICS, grupo de parceria econômica já estabelecido há algum tempo e que tem dado incentivos fiscais e oportunidades de investimentos mutuos entre os paises; pagar na moeda chinesa é mais barato do que pagar em dólar ou em euro.

Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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