A disputa pelo e-commerce brasileiro ganha força às vésperas da Black Friday, com Amazon, Shein e Shopee pressionando o Mercado Livre em um mercado ainda pouco explorado e marcado por queda nas ações e reações milionárias
As informações publicadas por O GLOBO mostram que, às vésperas da Black Friday, o Mercado Livre enfrenta uma pressão crescente de Amazon, Shein e Shopee no Brasil.
A empresa, fundada na Argentina e sediada no Uruguai, mantém posição histórica de liderança no comércio on-line da América Latina, mas agora encara concorrentes que ampliam sua presença em um mercado com potencial elevado, já que apenas cerca de 15% dos brasileiros compram pela internet, segundo pesquisa do Itaú BBA.
A intensificação dessa disputa ocorre porque a Amazon investe em novas estruturas e meios de pagamento, enquanto Shein e Shopee seguem atraindo consumidores sensíveis a preço, impulsionando uma corrida por clientes em pleno período pré Black Friday.
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Impactos no mercado financeiro
O ambiente competitivo gerou reação imediata no mercado financeiro. As ações do Mercado Livre, negociadas sob o código MELI, registraram queda de quase 8% em uma única sessão depois que a Amazon firmou acordo com o Nubank para ampliar opções de pagamento e crédito no país.
Nas semanas seguintes, o papel acumulou retração próxima de 6%, aproximando-se do patamar de US$ 2.000, reflexo da preocupação dos investidores com o avanço das concorrentes.
Essa movimentação indica receio sobre o impacto da disputa em um momento decisivo para o varejo digital, especialmente diante de iniciativas que podem alterar a dinâmica do setor.
Reação do Mercado Livre
A resposta da empresa foi rápida e marcada por investimentos expressivos. O Mercado Livre destinou cerca de US$ 19 milhões em cupons para a Black Friday, seu maior valor já aplicado para o evento e aproximadamente o dobro do montante utilizado pela Amazon.
Além disso, reduziu o valor mínimo exigido para liberar frete grátis, medida que busca ampliar o alcance da plataforma e fortalecer sua posição.
Na avaliação do analista Rodrigo Gastim, do Itaú, a estratégia evidencia disposição da companhia em abrir mão de parte das margens para consolidar a liderança em meio ao avanço das rivais.

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