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Guará volta a colorir Guaratuba após 80 anos, atrai mais de 4 mil aves e impulsiona o turismo ambiental e a renda local no litoral do Paraná

Escrito por Geovane Souza
Publicado em 22/02/2026 às 19:38
Atualizado em 22/02/2026 às 19:39
Guará volta a colorir Guaratuba após 80 anos, atrai mais de 4 mil aves e impulsiona o turismo ambiental e a renda local no litoral do Paraná
Após 80 anos, guarás retornam à Baía de Guaratuba, somam mais de 4 mil aves e impulsionam o ecoturismo e a renda local, segundo o G1.
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Retorno dos guarás movimenta o ecoturismo e reforça a proteção dos manguezais na Baía de Guaratuba

Após cerca de 80 anos de ausência, o guará (Eudocimus ruber) voltou a ser visto em grande número na Baía de Guaratuba, no litoral do Paraná, aquecendo o turismo ambiental e fortalecendo ações de educação e conservação. Segundo reportagem do Terra da Gente (G1), a revoada no fim da tarde virou atração para visitantes e motor de renda para atividades locais. O movimento tem sido acompanhado por pesquisadores e organizações da região.

A presença do guará é apontada por especialistas como um indicador positivo da qualidade ambiental dos manguezais e áreas estuarinas. De acordo com Edgar Fernandez, pesquisador do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC), a espécie depende diretamente desses ambientes para alimentação, abrigo e descanso. Essa sensibilidade torna a ave um termômetro natural do estado dos ecossistemas costeiros.

Com a retomada da espécie, o Instituto Guaju promoveu, em parceria com outros órgãos, um curso de formação de condutores locais para qualificar profissionais de ecoturismo, pesca esportiva e observação de aves. A meta é estruturar uma oferta responsável, que gere trabalho e renda sem pressionar a fauna. O fotógrafo de natureza Bruno Carlesse destaca que a observação de guarás funciona também como ferramenta de sensibilização ambiental.

O interesse do público cresce especialmente no fim da tarde, quando o bando se reúne em uma ilha utilizada como dormitório. O período de maior concentração ocorre entre abril e outubro, ainda que a observação seja possível durante todo o ano. Para fazer o passeio, a orientação é buscar guias e instituições especializadas.

Retorno do guará, indicador ambiental e identidade de Guaratuba

Redescoberto na região em 2008, o guará retomou gradualmente espaço nos manguezais de Guaratuba. Entre 2017 e 2018, foi feito o registro sistemático da ilha dormitório, passo que consolidou o monitoramento e a pesquisa contínua. Segundo o LEC e o Instituto Guaju, o guará tem sido tratado como espécie guarda-chuva, protegendo, por extensão, os ecossistemas estuarinos que compartilha com outras aves.

O retorno também resgata a identidade local. O guará é a ave símbolo do município e está ligado ao próprio nome de Guaratuba. A presença da espécie reforça o valor do manguezal como berçário de vida marinha e como ativo natural que, se bem manejado, apoia um turismo de baixo impacto e de alta relevância educativa.

Formação de condutores e oportunidades no ecoturismo

Para organizar a demanda e evitar pressão sobre a natureza, o Instituto Guaju estruturou um curso de condutores locais com foco em boas práticas. Segundo a entidade e pesquisadores citados pelo Terra da Gente (G1), a qualificação tem como objetivos a segurança, a interpretação ambiental e a experiência responsável. Isso ajuda a criar um padrão de visitação que respeita horários de repouso e áreas sensíveis.

Ao valorizar a cultura caiçara e o turismo de base comunitária, a formação amplia a geração de renda para barqueiros, guias e pequenos empreendimentos. Como reforça Edgar Fernandez (LEC), fortalecer as atividades sustentáveis protege os guarás e os manguezais, essenciais para o equilíbrio da Baía de Guaratuba. É uma agenda que alia conservação e desenvolvimento local.

Participante da formação, o fotógrafo Bruno Carlesse avalia que o roteiro de observação dos guarás vai além do passeio. A experiência da revoada no fim de tarde emociona, mas também informa sobre a importância dos estuários e dos mangues, criando um ciclo virtuoso de conhecimento e apoio à preservação. Esse engajamento tende a refletir em práticas mais responsáveis por parte dos visitantes.

No curto prazo, a profissionalização dos serviços ajuda a organizar a oferta e a evitar improvisos que possam causar estresse à fauna. No médio prazo, consolida um posicionamento de ecoturismo de qualidade, elevando a atratividade do destino e distribuindo benefícios econômicos de maneira mais ampla.

Censo da espécie, reprodução e melhor época de observação

Para compreender a dinâmica da população, o Projeto Guará realiza censos periódicos. O levantamento mais recente citado pelo Terra da Gente (G1) aponta que a baía abriga mais de 4 mil indivíduos, tornando Guaratuba um dos principais sítios da ave no litoral Sul do país. Esses números reforçam o potencial da região para a observação de aves.

Apesar da abundância, ainda há lacunas sobre a reprodução no Paraná. Segundo Edgar Fernandez (LEC), não há registros consolidados de colônias reprodutivas no litoral paranaense. As áreas ativas mais próximas ficam na Baía da Babitonga (SC) e em estuários de São Paulo, o que indica deslocamentos sazonais.

A observação é possível o ano todo, mas a maior concentração ocorre entre abril e outubro. Entre novembro e fevereiro, parte do bando se desloca para reprodução em outras áreas, reduzindo o número de aves na baía. Para minimizar impactos, a recomendação é contratar guias especializados e respeitar distâncias e horários de descanso, especialmente no fim da tarde e início da noite.

O retorno dos guarás a Guaratuba reabre um debate necessário sobre limites e oportunidades do turismo de natureza. Na sua opinião, o município deve ampliar o acesso para fortalecer a economia local ou reforçar restrições para priorizar a conservação absoluta dos manguezais? Deixe seu comentário e participe da conversa com propostas de equilíbrio entre receita e proteção ambiental.

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Maria Araújo
Maria Araújo
26/02/2026 10:55

Eu vi um bando perto do meu terreno no bairro Palmeiras em Guaratuba não sabia que espécie eram , agora com a matéria fiquei felicíssima pq eu acho lindo a preservação dos manguezais estou perto deles e quero ajudar, no meu terreno vou preservar as árvores , mas acho que falta mta educação sobre o lixo …as pessoas deveriam se preocupar mais 😁

Célia Regina Zavaski Kalinke
Célia Regina Zavaski Kalinke
24/02/2026 16:46

Maravilha da natureza, lamento não ver pessoalmente. Lindo demais

Geovane Souza

Especialista em criação de conteúdo para internet, SEO e marketing digital, com atuação focada em crescimento orgânico, performance editorial e estratégias de distribuição. No CPG, cobre temas como empregos, economia, vagas home office, cursos e qualificação profissional, tecnologia, entre outros, sempre com linguagem clara e orientação prática para o leitor. Universitário de Sistemas de Informação no IFBA – Campus Vitória da Conquista. Se você tiver alguma dúvida, quiser corrigir uma informação ou sugerir pauta relacionada aos temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: gspublikar@gmail.com. Importante: não recebemos currículos.

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