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Grande Cinturão de sargaço do Atlântico deixou de ser um fenômeno climático e virou um sistema biológico que se alimenta de si mesmo, com 8 mil quilômetros de extensão, 37 milhões de toneladas de algas e cientistas confirmam que ele agora é permanente

Publicado em 26/05/2026 às 21:38
Atualizado em 26/05/2026 às 21:41
O Cinturão de Sargaço do Atlântico é permanente, confirma estudo. Algas somam 37 milhões de toneladas. Bracco prevê florações com meses de antecedência.
O Cinturão de Sargaço do Atlântico é permanente, confirma estudo. Algas somam 37 milhões de toneladas. Bracco prevê florações com meses de antecedência.
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Um estudo publicado na revista Nature Communications confirmou que o Grande Cinturão de sargaço do Atlântico se tornou uma característica permanente do oceano. A pesquisa, liderada por Annalisa Bracco, do Centro Euro-Mediterrâneo sobre Mudanças Climáticas, demonstrou pela primeira vez a capacidade de prever as florações de algas com meses de antecedência. O Cinturão de sargaço se estende por mais de 8 mil quilômetros da África Ocidental ao Caribe, com biomassa que ultrapassou 37 milhões de toneladas em 2025.

O Cinturão de Sargaço que domina o Atlântico tropical não é mais um fenômeno temporário causado por variações climáticas, é um sistema biológico permanente e autossustentável que desenvolveu sua própria ecologia interna e veio para ficar. Um estudo internacional liderado por Annalisa Bracco confirmou que o Grande Cinturão de sargaço, surgido em 2011, evoluiu de um evento impulsionado por ventos de inverno para uma estrutura viva que recicla seus próprios nutrientes. As esteiras flutuantes de algas abrigam comunidades de organismos marinhos que reciclam nitrogênio dentro do próprio Cinturão de sargaço, e as algas em decomposição liberam esses nutrientes de volta na água circundante, alimentando o crescimento de novas algas em um ciclo que se perpetua independentemente das condições climáticas.

Bracco resumiu a descoberta ao Earth.com: “É um exemplo marcante de como o oceano pode se reorganizar muito rapidamente. O que começou como um evento impulsionado pelo vento se tornou um sistema biológico autossustentável.” A pesquisa, publicada na Nature Communications, também demonstrou pela primeira vez a capacidade de prever as concentrações do Cinturão de sargaço com meses de antecedência, abrindo caminho para que comunidades afetadas no Caribe, Golfo do México e costa africana se preparem antes da chegada das algas.

Como o Cinturão de sargaço surgiu e por que não vai embora

O Grande Cinturão de Sargaço do Atlântico (GASB) em julho de 2023. NASA Scientific Visualization Studio ( https://svs.gsfc.nasa.gov/5298/ ).
O Grande Cinturão de Sargaço do Atlântico (GASB) em julho de 2023. NASA Scientific Visualization Studio ( 
https://svs.gsfc.nasa.gov/5298/ ).

O Grande Cinturão de sargaço apareceu pela primeira vez em 2011, quando ventos de inverno mais fortes do que o habitual aprofundaram a camada mista do oceano e empurraram nutrientes para a superfície. Esse evento desencadeou um crescimento explosivo de algas sargaço que se espalhou por milhares de quilômetros entre a África Ocidental e o Caribe.

Inicialmente, os cientistas atribuíam as florações a forças físicas como vento, circulação oceânica e ressurgência de nutrientes. O novo estudo revela que essa explicação não é mais suficiente. O Cinturão de sargaço desenvolveu uma ecologia própria: as esteiras flutuantes funcionam como ecossistemas em miniatura, com organismos que reciclam nitrogênio e outros nutrientes dentro das próprias algas. Quando parte do sargaço se decompõe, os nutrientes liberados alimentam o crescimento de novas algas ao redor, criando um ciclo autossustentável que não depende mais das condições atmosféricas que o originaram.

Os números que mostram a escala do Cinturão de sargaço

A dimensão do fenômeno é continental. O Cinturão de sargaço se estende por mais de 8 mil quilômetros, da costa da África Ocidental até as ilhas do Caribe. A biomassa total ultrapassou 37 milhões de toneladas em 2025, e as algas chegam anualmente em quantidades catastróficas às praias de dezenas de países, gerando custos de limpeza que somam centenas de milhões de dólares por ano.

As comunidades afetadas têm arcado com esses custos nos últimos 15 anos sem ferramentas preditivas, planos de gestão de longo prazo ou coordenação internacional. O que receberam foram fundos de limpeza emergencial aplicados anualmente a um problema que deixou de ser emergência para se tornar condição permanente. O Cinturão de sargaço afeta o turismo, a pesca artesanal e a qualidade de vida em ilhas caribenhas que dependem de praias limpas para sua economia.

A previsão que pode mudar tudo

Utilizando um modelo construído com dados de satélite e observações oceanográficas, a equipe de Bracco reconstruiu como as concentrações do Cinturão de sargaço mudaram entre 2011 e 2022. O modelo foi testado prevendo concentrações para 2023 e 2024 com sucesso, comprovando que é possível antecipar as florações com meses de antecedência.

A capacidade de previsão muda fundamentalmente a lógica de resposta. A abordagem atual é reativa: as algas chegam, comunidades se mobilizam, recursos são gastos em limpeza e o ciclo se repete. Previsões confiáveis podem quebrar essa dinâmica, permitindo preparação antecipada e até interceptação do sargaço em águas abertas antes que ele atinja a costa. Bracco afirmou que “o fato de agora podermos compreendê-lo e prevê-lo significa que também podemos começar a pensar seriamente em como gerenciá-lo”.

O sargaço como solução climática ou como praga permanente

Enquanto flutua no oceano, o Cinturão de sargaço absorve dióxido de carbono da atmosfera por meio da fotossíntese, funcionando como sumidouro natural de carbono. O problema surge quando as algas alcançam a costa e se decompõem, liberando o carbono capturado de volta à atmosfera e gerando gases tóxicos como sulfeto de hidrogênio que afetam a saúde das populações costeiras.

Bracco sugere que a intervenção antes da chegada às praias poderia transformar o sistema em parte da solução climática. As opções incluem colher o sargaço em alto mar no Atlântico e afundá-lo no oceano profundo, onde o carbono permaneceria sequestrado por séculos, ou processá-lo em biocombustíveis e outros materiais. O estudo fornece a base científica para essa abordagem no Atlântico: explicação clara do funcionamento do sistema, capacidade preditiva demonstrada e estrutura para pensar em intervenção em vez de apenas resistência.

Você sabia que o Cinturão de sargaço do Atlântico virou permanente e se alimenta de si mesmo? Acha que deveríamos colher as algas no mar para sequestrar carbono ou a natureza deve seguir seu curso? Conta nos comentários.

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João Luís Gomes de Barros
João Luís Gomes de Barros
27/05/2026 08:12

Prezados Senhores

Desenvolvi um projeto, que consegue solucionar esse problema do Sargaço que afeta o problema do turismo na região do Caribe, bem como a pesca. Os equipamentos isão ntalados em navios, que contempla meanismos de coleta dessas algas, trituração das mesmas com a transformação de uma biomassa, que é introduzida dinamicamente num reator, que de firma anaeróbica, por radiação de calor, sem chama, efetua a desumidificao / deffumação / torrefação, transormando toda essa massa de algas em biogás combustível e carbono na forma de cinzas, que é também um insumo reutilizável.

Essa mesma solução se aplica a uma ilha de lixo , do yamznho da França, que existe no Océano Pacifico, entre o Havaí e a costa dos EUA.

Estou á disposição para debater este tema.

João Luís Gomes de Barros
Email: bbarrosjlb@gmail.com
WjjhatsApp +55 33 99110 7203

Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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