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Girafas sabem “fazer contas”? Estudo com cenouras revela que esses animais conseguem somar quantidades, memorizar mudanças e surpreender cientistas em Barcelona

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Escrito por Viviane Alves Publicado em 30/06/2026 às 15:19 Atualizado em 30/06/2026 às 15:23
Girafa em ambiente de savana, animal associado ao estudo que identificou capacidade de memorizar e combinar quantidades de alimento.
Pesquisa realizada no Zoológico de Barcelona indicou que girafas conseguem memorizar quantidades e reconhecer situações semelhantes à adição.
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Pesquisa realizada no Zoológico de Barcelona indica que girafas conseguem memorizar e atualizar quantidades para escolher o recipiente com mais alimento.

Uma descoberta sobre a capacidade cognitiva das girafas chamou a atenção de pesquisadores na Espanha.

Durante experimentos com cenouras, duas girafas identificaram qual recipiente terminaria com a maior quantidade de alimento após uma adição.

O estudo foi publicado em 26 de junho de 2026 pela revista científica Scientific Reports.

A pesquisa foi conduzida por especialistas ligados à Universidade de Barcelona e a outras instituições acadêmicas.

Os resultados indicam que esses animais conseguem memorizar quantidades, atualizar informações e comparar porções de alimento.

O trabalho, contudo, não afirma que as girafas realizam cálculos da mesma maneira que os seres humanos.

Pesquisa avalia a capacidade numérica das girafas

A investigação contou com a participação dos pesquisadores Iker Loidi, Álvaro L. Caicoya, Federica Amici, Pilar Padilla-Solé e Jordi Galbany.

Os experimentos foram realizados com quatro girafas mantidas no Zoológico de Barcelona, na Espanha.

A Universidade de Barcelona informou que esse foi o primeiro estudo sobre habilidades aritméticas feito com ungulados não domesticados.

O objetivo principal consistia em descobrir se os animais acompanhariam alterações em quantidades que deixavam de permanecer visíveis.

Os cientistas utilizaram cenouras e recipientes coloridos para reproduzir situações semelhantes à adição, à subtração e à transferência de quantidades.

Como os testes com cenouras foram realizados

As girafas observavam, inicialmente, duas quantidades diferentes de cenouras colocadas em recipientes amarelos.

Os recipientes eram fechados poucos segundos depois, impedindo que os animais continuassem vendo o alimento.

Um terceiro recipiente verde apresentava, na etapa seguinte, a quantidade de cenouras que seria movimentada.

Os testes foram divididos em três situações:

  • Adição: novas cenouras eram colocadas em um dos recipientes;
  • Subtração: parte do alimento era retirada de uma das opções;
  • Operação sequencial: cenouras eram retiradas de um recipiente e adicionadas ao outro.

A escolha final exigia que as girafas apontassem qual recipiente continha a maior quantidade de alimento.

Os animais precisavam, portanto, lembrar as porções iniciais e atualizar mentalmente cada alteração feita pelos pesquisadores.

Duas girafas acertaram as tarefas de adição

Os resultados mostraram que duas das quatro girafas apresentaram desempenho positivo nas tarefas semelhantes à adição.

Esses animais conseguiram combinar a quantidade observada inicialmente com as cenouras acrescentadas depois.

O comportamento sugere o uso de memória, representação mental e comparação de quantidades durante a tomada de decisão.

Nenhuma girafa, por outro lado, apresentou desempenho acima do esperado nas tarefas de subtração.

As operações sequenciais também não produziram resultados considerados conclusivos pelos pesquisadores.

Iker Loidi explicou que diferenças individuais na solução de problemas numéricos também são observadas entre seres humanos.

A subtração costuma exigir um processamento cerebral mais complexo e controlado do que a adição, segundo o pesquisador.

Vida em grupo pode explicar habilidade

O modo de vida das girafas pode ter contribuído para o desenvolvimento dessa capacidade cognitiva.

Esses animais vivem em sociedades dinâmicas, nas quais grupos menores se separam e voltam a se reunir conforme as condições ambientais.

As principais fontes de alimento, especialmente as acácias, ficam espalhadas por diferentes pontos da savana.

Essa distribuição exige que as girafas avaliem onde, quando e em qual quantidade os recursos alimentares estão disponíveis.

A necessidade de localizar alimentos pode ter favorecido habilidades relacionadas à comparação e à combinação de quantidades.

Descoberta amplia estudos sobre inteligência animal

A pesquisa reforça a hipótese de que capacidades cognitivas complexas podem ter evoluído separadamente em diferentes grupos de animais.

Estudos anteriores já haviam identificado habilidades numéricas em alguns primatas e aves, incluindo os corvos.

As girafas passam, agora, a integrar as pesquisas sobre espécies capazes de utilizar informações quantitativas durante decisões.

O número reduzido de animais avaliados exige cautela na interpretação dos resultados.

A descoberta, ainda assim, abre espaço para novas investigações sobre a inteligência de mamíferos pouco associados a habilidades numéricas.

Você imaginava que as girafas poderiam memorizar e combinar quantidades para encontrar mais alimento? Deixe sua opinião!

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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