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Tempo de leitura 3 min de leitura Comentários 10 comentários

Fim de uma era: montadora japonesa decreta seu fim no Brasil e fecha todas suas concessionárias no país

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 28/02/2026 às 20:51
Subaru encerra vendas no Brasil após exigências do Proconve L8. Forester híbrido sai de cena e marca mantém apenas pós-venda via Caoa.
Subaru encerra vendas no Brasil após exigências do Proconve L8. Forester híbrido sai de cena e marca mantém apenas pós-venda via Caoa.
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Encerramento das vendas da Subaru no Brasil marca transição para atuação restrita ao pós-venda sob gestão da Caoa, após exigências ambientais do Proconve L8 inviabilizarem importação do Forester e levarem ao fechamento da última concessionária no país.

A Subaru encerrou a venda de carros zero-quilômetro no Brasil e fechou suas concessionárias, deixando de oferecer modelos novos no país e mantendo apenas a estrutura de pós-venda sob a operação do grupo Caoa.

O último ponto de vendas em atividade, na cidade de São Paulo (SP), baixou as portas depois que o estoque de veículos ano-modelo 2023 foi esgotado, segundo confirmação obtida junto a funcionários da própria rede.

Entre os modelos que marcaram a reta final da operação comercial está o Forester, que permanecia divulgado no site brasileiro da marca com preço inicial de R$ 253.900, já com o conjunto híbrido leve e tração integral.

Fechamento das concessionárias e fim do zero-quilômetro

Ao longo dos últimos meses, a presença da Subaru no mercado nacional ficou cada vez mais restrita, com poucos lotes disponíveis, ausência de novos lançamentos e um ritmo mais lento de reposição de veículos importados, o que aumentou a incerteza sobre a continuidade das vendas.

Com o encerramento da última unidade física, a marca passou a operar sem concessionárias abertas ao público para comercialização de novos, cenário que, na prática, interrompe a oferta regular de carros zero-quilômetro no país.

Proconve L8 e novas regras de emissões

A mudança regulatória apontada como entrave é a evolução das metas do Proconve L8, fase do programa ambiental que estabelece limites corporativos de emissão e passa por escalonamento, com marcos anuais previstos em norma do Conama.

Nesse cronograma, as exigências se tornam mais rígidas ao longo do período, com etapas datadas, incluindo parâmetros que avançam em 1º de janeiro de 2025 e em anos seguintes, elevando o nível de adequação técnica exigido das fabricantes.

Sem a homologação necessária dentro dessas regras, a Subaru deixou de registrar seu único produto em oferta no Brasil naquele momento, o que inviabilizou a continuidade das vendas formais de veículos novos, conforme relatado em apuração publicada no setor automotivo.

Subaru Forester híbrido sai de linha no Brasil

O Forester foi o último modelo vendido pela Subaru no país, equipado com motor 2.0 aspirado e sistema híbrido leve de 12V, associado a câmbio CVT e tração integral, configuração citada como a base da oferta final antes da interrupção.

Na comunicação comercial mantida no ar, o SUV aparecia com preço a partir de R$ 253.900, valor indicado na página oficial brasileira dedicada ao modelo, mesmo após a redução do volume disponível e a aproximação do fim do estoque.

Por exigências legais ligadas ao calendário de emplacamento e comercialização, as últimas unidades precisaram ser registradas para seguir no mercado, o que levou parte da oferta a migrar para a condição de seminovo conforme o período permitido.

Pós-venda mantido pela Caoa

Apesar do encerramento da operação de varejo, a Subaru segue com suporte aos proprietários no Brasil por meio do grupo Caoa, que representa a marca no país e afirma manter o atendimento de manutenção, revisões e garantias.

A estratégia anunciada para esse suporte passa por utilizar a rede de oficinas do conglomerado e parceiros, preservando o fornecimento de peças e o cumprimento de rotinas de pós-venda para a frota já circulante, conforme a estrutura descrita na apuração.

Paralelamente, a própria Caoa declarou que mantém conversas com a matriz da Subaru sobre possibilidades futuras de retomada de vendas, mas reconhece que a homologação e o encaixe dos projetos às regras brasileiras ainda são o principal obstáculo.

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Lito
Lito
01/03/2026 20:07

A Subaru já foi uma grande empresa mas parou no tempo. Os carros são ultrapassados em relação às próprias concorrentes japonesas por isso não vendiam mais nada. Hoje só tem duas fábricas no mundo nos EUA e no Japão e a tendência é que acabem desaparecendo infelizmente assim como outras marcas (Datsun, Daihatsu, Isuzu, etc.) que só produzem no Japão ou fecharam suas fábricas

TGN
TGN
Em resposta a  Lito
30/04/2026 16:44

Desculpe, Subaru é um dos veículos mais vendidos dos Estados Unidos e líder no Japão. Junto à volvo é considerada a marca de automóveis mais segura do mundo. Lança modelos novos e com novas tecnologias com frequência no mercado externo. Culpar a Subaru pelo péssimo trabalho da CAOA demonstra seu baixo conhecimento sobre a marca

N.S.L
N.S.L
01/03/2026 18:19

Ok. Entendi a matéria. Mas fechar concessionária é diferente de uma fábrica. Os carros não são produzidos no Brasil. Logo não gera nenhum valor ao país no ponto de vista de produção. Possuir apenas concessionária não representa um número significativo em termos de renda nem pro país e muito menos pra postos de trabalho. O correto mesmo é trazerem as fábricas para o país. Desenvolvimento de produtos voltados as realidades e características de nossa região e nosso combustível, por exemplo. Além lógico de baratear custos de manutenção com as peças sendo produzidas em empresas e fornecedores nacionais. Sei que o Brasil é abusivo nas taxas de importação, mas nessa questão de veículo automotivos, eu sou a favor sim de taxas pra importação porquê ao final vendem aqui e o lucro pesado vai pra fora, sem produzir basicamente nada no país que justifique baratear a importação. Pra o consumidor só ver números e criticar é aceitável, porque não temos a educação necessária para entender que devemos buscar desenvolver nossa indústria e fortalecer o país. E para isso é necessário ao menos não deixar livre chegada de produtos de fora que não possuam interesses em desenvolver nada local. Montar uma concessionária não é o mesmo de construir fábricas.

Cidadão Brasileiro
Cidadão Brasileiro
Em resposta a  N.S.L
02/03/2026 07:56

Errata:
*”nosso povo está desprendendo como[…]”.

Pedro Henrique da Silva bueno
Pedro Henrique da Silva bueno
Em resposta a  N.S.L
03/03/2026 09:34

Sai daí ****

Pedro
Pedro
Em resposta a  Pedro Henrique da Silva bueno
03/03/2026 09:35

P e.t.i.s.t.a

Ronald K
Ronald K
Em resposta a  N.S.L
03/03/2026 17:17

Curiosa a mentalidade de que “tudo tem que ser produzido no Brasil”, senão não é bom para o país… Quem já viveu mais, sabe da época da Reserva de Mercado para computadores, onde mal e mal só a carcaça do PC era “produto nacional”. Chips, placas mãe, etc, etc, etc vem tudo de fora ainda hoje. Preservar a indústria nacional só se consegue mantendo ela com capacidade comepetitiva mundial, senão é só para ficar pedindo subsídios, aumentar os impostos arrecadados pelo governo e a população consumidora, paga muito mais caro do que em qualquer outro país. pagamos quase o dobro pelo mesmo carro vendido no Paraguai, Chile (eles não tem NENHUMA montadora lá, 100% dos carros são importados e eles tem quase TODAS marcas mundiais sendo vendidas lá!) ou USA. Reduzindo os impostos, aumenta-se o consumo e por consequencia aumenta a arrecadação de impostos no país!
A Subaru é uma excelente marca – tenho minha 2a. Forester e não a trocaria por NADA! Governo brasileiro **** e sem inteligência tributária, povo que acha que aumento de imposto é saudável para “proteger o país”… Jesus!!! Saiam do país, conheçam nossos vizinhos sul americanos, europeus e norte americanos e vocês irão voltar com outra mentalidade: LIVRE MERCADO, baixa tributação, liberdade de escolha e CRESCIMENTO econômico. Saia da caixinha e abra a mente!!!

Creedence Souza
Creedence Souza
01/03/2026 16:44

Esse proconve nada mais é uma burocracia cara que triplica o valor dos carros. **** de sanguessugas

Cidadão Brasileiro
Cidadão Brasileiro
Em resposta a  Creedence Souza
02/03/2026 07:52

A qualidade do português desses repórteres atuais está cada vez pior. Infelizmente, nosso povo está se desaprendendo como usar nossa língua. Nessa matéria mesmo, a pontuação está péssima.
É uma pena o que fizeram ao nosso ensino nos últimos 40 anos.

Dulcia Guajarina
Dulcia Guajarina
Em resposta a  Cidadão Brasileiro
02/03/2026 12:57

Não julgue sem refletir sobre as transformações sociais. O mundo mudou. A realidade é que as famílias deixaram de educar seus filhos e delegam à escola os deveres , valores e fiscalizações que lhes cabem. Os pais de hoje não sabem nem o que o filho leva dentro da mochila pra escola, com raras exceções. Antes as crianças já chegaravam na escola alfabetizadas ou quase, os pais controlavam o que viam e faziam, repassavam seus conhecimentos e comportamentos. Pra completar não existia Internet. O que mais atinge os jovens de hoje é a desinformação contida nas redes sociais. As famílias ainda não estão educadas para usar a internet. É mais prático aceitar um fakenews rápido do que buscar um artigo numa instituição séria.

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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