1. Início
  2. / Economia
  3. / Falta de mão de obra chega ao Brasil e empresas reagem com cursos gratuitos, 1.200 vagas abertas, 4.034 treinamentos ativos, formação do zero, certificações como CPA-20 e até 100% de empregabilidade em programas exclusivos
Tempo de leitura 4 min de leitura Comentários 29 comentários

Falta de mão de obra chega ao Brasil e empresas reagem com cursos gratuitos, 1.200 vagas abertas, 4.034 treinamentos ativos, formação do zero, certificações como CPA-20 e até 100% de empregabilidade em programas exclusivos

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 21/04/2026 às 10:11
Atualizado em 21/04/2026 às 10:14
Empresas reagem à falta de mão de obra com cursos gratuitos, vagas abertas e programas de capacitação que aumentam a empregabilidade no Brasil.
Empresas reagem à falta de mão de obra com cursos gratuitos, vagas abertas e programas de capacitação que aumentam a empregabilidade no Brasil.
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
175 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo

Escassez de profissionais impulsiona empresas a investir em formação própria, ampliar acesso a cursos gratuitos e criar caminhos diretos entre capacitação e emprego em diferentes setores da economia brasileira, do primeiro emprego à qualificação técnica e certificações especializadas.

A escassez de profissionais qualificados, antes mais associada a áreas técnicas específicas, passou a atingir também setores de grande volume de contratação, como alimentação, logística, construção civil, tecnologia, celulose, mineração e mercado financeiro.

Em resposta, empresas e instituições têm ampliado programas próprios de formação, com cursos gratuitos, trilhas internas de desenvolvimento e parcerias com escolas técnicas para preparar candidatos desde o nível inicial.

No Espírito Santo, esse movimento aparece em diferentes perfis de vaga e escolaridade.

Há iniciativas voltadas ao primeiro emprego, programas para quem busca recolocação, capacitações abertas à comunidade e percursos mais longos, desenhados para carreiras especializadas.

Em comum, as ações partem de uma constatação já disseminada no mercado: em muitos casos, esperar o profissional pronto deixou de ser suficiente.

Empresas passam a formar profissionais do zero para suprir demanda

No McDonald’s, a porta de entrada continua aberta para jovens sem experiência prévia, desde que tenham cursado ou estejam cursando o ensino médio.

A lógica é absorver esse público e desenvolver competências técnicas e comportamentais ao longo da jornada, num modelo que transforma a contratação em etapa inicial de formação contínua.

A trajetória de Valesca Ferreira Neves, que começou como atendente aos 16 anos e chegou à gerência de unidade, ilustra esse percurso interno de crescimento.

Franqueada da rede no Espírito Santo, Patrícia Correia resumiu essa estratégia ao afirmar que a exigência básica é o vínculo com o ensino médio, enquanto o restante do aprendizado é construído no próprio trabalho.

Esse tipo de estrutura ganhou força porque reduz a dependência de mão de obra pronta e amplia o alcance do recrutamento em mercados pressionados pela falta de candidatos com experiência anterior.

Treinamento técnico e simuladores ganham espaço na indústria

Na logística, a Portocel adotou uma linha semelhante, mas com foco técnico.

A empresa mantém um centro de treinamento com simuladores para operações de empilhadeiras, carretas e guindastes, estrutura usada para aperfeiçoar empregados e também profissionais de fora da companhia.

A iniciativa amplia o acesso à qualificação prática e contribui para formar trabalhadores alinhados às necessidades operacionais.

A VLI, por sua vez, consolidou esse modelo em escala corporativa.

A companhia reúne programas de formação técnica, cursos on-line, capacitações comportamentais, trilhas para lideranças e parcerias de pós-graduação e MBA.

Na estrutura atual, são 4.034 cursos ativos e alto índice de satisfação, evidenciando que a qualificação passou a integrar a estratégia central das operações.

Cursos gratuitos e 1.200 vagas ampliam acesso à qualificação

Na construção civil, a Obramax anunciou 1.200 vagas em cursos gratuitos no Espírito Santo por meio da Academia de Profissionais, criada em 2018.

A proposta combina formações presenciais e on-line, com certificado e conteúdo voltado à rotina prática das obras.

Em mercados nos quais profissionais especializados estão cada vez mais disputados, a abertura de capacitações funciona também como mecanismo para ampliar a oferta futura de trabalhadores qualificados.

A Samarco segue caminho semelhante em Minas Gerais e no Espírito Santo.

A empresa investe em capacitação em parceria com instituições de ensino, com foco na formação de moradores das comunidades e na criação de banco de talentos para futuras contratações.

A Suzano também mantém programas de qualificação com recorte regional.

As iniciativas incluem aprendizagem, cursos técnicos e oportunidades voltadas a jovens e profissionais em áreas operacionais e administrativas.

Tecnologia e mercado financeiro oferecem formação com alta empregabilidade

Na área de tecnologia, programas voltados à formação de novos profissionais têm foco em inclusão e acesso.

O Jovem Programadora oferece capacitação para mulheres interessadas em ingressar no setor, com apoio estrutural e 100% de encaminhamento ao mercado de trabalho.

A quantidade de vagas varia conforme o edital, refletindo a expansão contínua desse tipo de iniciativa.

No mercado financeiro, o XP Future atua como porta de entrada para quem deseja migrar para a área de investimentos.

O programa oferece trilha estruturada de desenvolvimento, com suporte para certificações exigidas pelo setor, como CPA-20 e CEA.

A formação combina conteúdo técnico, desenvolvimento comercial e preparação para atuação profissional.

Escassez de mão de obra muda estratégia de contratação no Brasil

O avanço dessas iniciativas indica que a crise de mão de obra já não se resume à falta de currículos, mas à distância entre o que as empresas precisam e o que a formação tradicional entrega.

Em vez de concentrar esforços apenas na disputa por profissionais já treinados, empresas passaram a internalizar parte da qualificação e criar caminhos mais curtos entre interesse, aprendizado e contratação.

Programas gratuitos, trilhas corporativas e certificações ganharam protagonismo nas estratégias de recrutamento.

Ao mesmo tempo, essas ações ampliam o acesso ao mercado de trabalho e ajudam empresas a sustentar operações em um cenário de crescente dificuldade para encontrar profissionais qualificados.

Inscreva-se
Notificar de
guest
29 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Um anônimo
Um anônimo
27/04/2026 11:36

Não tenho certeza se tem algo a ver com o post, mas vi uma propaganda de curso EAD formação técnica em que você podia se formar em até 6 meses
Pra mim isso seria interessante, melhor que os 24 meses do Senai

Anônimo anônimo
Anônimo anônimo
26/04/2026 19:35

É preciso em 1⁰ lugar antes de mais nada. Que a escala seja no máximo de 2a até 6a em todo o Brasil. Sábado e domingo seja no máximo até meio dia pra quem quiser e valendo 300% a diária. A jornada máxima precisa ser ele até 6h passou disso seriam 6h obrigatórias e pagamento com hora extra com o triplo do valor de uma diária normal. Fica quem pode e quem quer. Tudo com incentivo fiscal direto do governo. E cursos Tecnológicos obrigatórios desse o início do novo colaborador. Parceria entre a empresa e o governo.

Marcelo Madeira
Marcelo Madeira
26/04/2026 05:39

Aumentar o salário pra reter o funcionário, não, as empresas preferem patrocinar posts falando que ninguém quer trabalhar.

O povo não quer é ser escravo!

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

Compartilhar em aplicativos
29
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x