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Planeta rochoso BD+05 4868 Ab a mais de 140 anos-luz perde massa equivalente ao Monte Everest a cada órbita de 30,5 horas e cria uma cauda de poeira mineral com milhões de quilômetros enquanto se desfaz lentamente no espaço

Escrito por Débora Araújo
Publicado em 21/04/2026 às 17:29
Atualizado em 21/04/2026 às 17:32
Planeta rochoso BD+05 4868 Ab a mais de 140 anos-luz perde massa equivalente ao Monte Everest a cada órbita de 30,5 horas e cria uma cauda de poeira mineral com milhões de quilômetros enquanto se desfaz lentamente no espaço
Planeta rochoso BD+05 4868 Ab perde massa equivalente ao Monte Everest a cada órbita.
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BD+05 4868 Ab revela um planeta em autodestruição, evaporando sob calor extremo e deixando um rastro de detritos, oferecendo pistas raras sobre os limites físicos da sobrevivência planetária.

Em 2025, pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) divulgaram uma descoberta que chamou atenção da comunidade científica internacional: um planeta rochoso identificado como BD+05 4868 Ab está em processo ativo de desintegração, perdendo material a cada órbita ao redor de sua estrela. A descoberta foi baseada em dados do satélite TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite), missão da NASA dedicada à identificação de exoplanetas.

Localizado a mais de 140 anos-luz da Terra, o planeta apresenta um comportamento raro e extremo. Ele orbita sua estrela em apenas 30,5 horas, um período extremamente curto que o coloca sob radiação intensa e calor extremo. Essa proximidade faz com que sua superfície seja continuamente vaporizada, gerando uma perda constante de massa.

Segundo os pesquisadores do MIT, o planeta pode estar perdendo material equivalente ao volume do Monte Everest a cada órbita completa, um dado que ajuda a dimensionar a intensidade do processo.

Calor extremo transforma rochas em vapor e inicia processo de destruição

A proximidade do planeta com sua estrela faz com que ele esteja submetido a temperaturas extremamente elevadas, capazes de vaporizar materiais sólidos. Nesse ambiente, minerais da superfície não permanecem estáveis. Em vez disso, passam por um processo de evaporação contínua, no qual rochas são aquecidas até se transformarem em vapor, esse material é liberado para o espaço e a gravidade do planeta não consegue reter completamente esses elementos.

Simulação revela as caudas de poeira no plano z–y, com a estrela ao fundo evidenciando a impressionante altura alcançada pelo material liberado pelo planeta. Imagem: Marc Hon et al. / The Astrophysical Journal Letters (adaptado pela redação)

Esse fenômeno cria uma espécie de “atmosfera mineral” temporária, que logo é dispersada pela radiação estelar. Com o tempo, esse processo resulta na perda gradual da massa do planeta.

Cauda de poeira mineral se estende por milhões de quilômetros

Um dos aspectos mais impressionantes observados é a formação de uma cauda de poeira, semelhante à de um cometa. À medida que o material vaporizado escapa do planeta, ele se condensa em partículas sólidas que são arrastadas pela radiação da estrela, formando uma estrutura alongada que pode se estender por milhões de quilômetros.

Essa cauda não apenas evidencia a perda de massa, mas também permite que os cientistas estudem a composição interna do planeta sem precisar observá-lo diretamente. Isso ocorre porque o material liberado carrega informações químicas sobre o interior do planeta.

Perda de massa em escala comparável ao Monte Everest impressiona pesquisadores

A estimativa de perda de massa equivalente ao Monte Everest por órbita não é apenas uma comparação visual, mas um indicativo da intensidade do processo. Considerando que o Everest possui cerca de 8.848 metros de altura e um volume gigantesco de rocha, essa analogia ajuda a ilustrar o quanto o planeta está sendo consumido rapidamente.

Simulação mostra as caudas de poeira ‘desenroladas’ no plano z–ϕ, revelando até onde o material se espalha ao longo da órbita do planeta. Imagem: Marc Hon et al. / The Astrophysical Journal Letters (adaptado pela redação)

Esse nível de perda indica que o planeta está em uma fase avançada de destruição, podendo desaparecer completamente em escala astronômica relativamente curta. Embora esse processo leve milhares ou milhões de anos, ele é considerado rápido em termos cósmicos.

Órbita de 30,5 horas expõe planeta a radiação contínua e extrema

O período orbital de 30,5 horas coloca o planeta extremamente próximo de sua estrela, o que intensifica o processo de desintegração. Diferente da Terra, que possui uma órbita estável e relativamente distante do Sol, BD+05 4868 Ab está praticamente “colado” à sua estrela.

Essa proximidade gera um fluxo contínuo de energia que impede qualquer estabilidade geológica ou atmosférica. O planeta não possui tempo suficiente para resfriamento, mantendo sua superfície em estado constantemente instável.

Descoberta permite estudar o interior de um planeta sem perfuração

Um dos aspectos científicos mais relevantes da descoberta é a possibilidade de estudar a composição interna de um planeta rochoso. Normalmente, isso é extremamente difícil, pois não é possível acessar diretamente o interior de exoplanetas e as observações são limitadas à superfície e atmosfera.

No entanto, no caso de BD+05 4868 Ab, o material ejetado fornece uma oportunidade única. Ao analisar a composição da cauda de poeira, os cientistas conseguem inferir quais elementos estão presentes no interior do planeta. Isso transforma o objeto em um laboratório natural para estudos planetários.

Fenômeno é raro e reforça diversidade extrema de mundos no universo

Planetas em processo ativo de desintegração são considerados raros, especialmente com evidências tão claras como as observadas nesse caso. A maioria dos exoplanetas detectados apresenta relativa estabilidade, mesmo em condições extremas.

Cauda de poeira no plano x–y, com trajetórias de grãos da esfera de Hill e região em ciano indicando o vento de Parker. Imagem: Marc Hon et al. / The Astrophysical Journal Letters (adaptado pela redação)

BD+05 4868 Ab, no entanto, representa um estágio final de evolução planetária, onde a destruição se torna visível em escala observacional. Esse tipo de objeto amplia o entendimento sobre os diferentes destinos possíveis para planetas.

Dados do TESS foram fundamentais para identificar o comportamento anômalo

A missão TESS, da NASA, foi responsável por detectar variações na luz da estrela hospedeira, indicando a presença do planeta. Essas variações não seguiam um padrão típico, o que levou os cientistas a investigar mais profundamente.

O formato irregular do sinal de trânsito foi um dos primeiros indícios de que o planeta estava cercado por material disperso. Esse tipo de assinatura é característico de objetos com cauda, como cometas, o que ajudou a confirmar a hipótese de desintegração.

Processo pode levar ao desaparecimento completo do planeta

Com a perda contínua de massa, o destino final do planeta tende a ser sua completa destruição. À medida que o material é removido, a gravidade do planeta diminui, facilitando ainda mais a perda de novos elementos.

Esse efeito cria um ciclo acelerado de desintegração, no qual o planeta se torna cada vez mais vulnerável. Eventualmente, ele pode desaparecer completamente, restando apenas detritos dispersos ao redor da estrela.

Descoberta desafia modelos tradicionais de estabilidade planetária

A existência de um planeta em processo ativo de destruição coloca desafios para os modelos atuais de formação e evolução planetária. Esses modelos precisam explicar:

  • Como o planeta chegou a uma órbita tão próxima
  • Por quanto tempo ele consegue sobreviver
  • Quais mecanismos regulam a perda de massa

BD+05 4868 Ab fornece dados reais que ajudam a testar e refinar essas teorias.

Você acredita que existem muitos planetas sendo destruídos neste exato momento no universo? Deixe sua opinião nos comentários.

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Rosa Maria
Rosa Maria
22/04/2026 17:25

Acredito, pois o universo é imenso e nao podemos ter ideia de como ele é, imenso , misterioso e indecifrável.

Fonte
Débora Araújo

Débora Araújo é redatora no Click Petróleo e Gás, com mais de dois anos de experiência em produção de conteúdo e mais de mil matérias publicadas sobre tecnologia, mercado de trabalho, geopolítica, indústria, construção, curiosidades e outros temas. Seu foco é produzir conteúdos acessíveis, bem apurados e de interesse coletivo. Sugestões de pauta, correções ou mensagens podem ser enviadas para contato.deboraaraujo.news@gmail.com

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