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Ex-pintor que virou modelo internacional gasta R$ 200 mil e trabalha na China para transformar a casa baixa onde batia a cabeça em um lar amplo, arejado e adaptado para a própria mãe no Jardim Aero Rancho em Campo Grande

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 16/08/2026 às 09:54 Atualizado em 16/08/2026 às 09:56
Casa reformada por Lucas Kawali e o irmão custou R$ 200 mil, ganhou espaços adaptados para a mãe e foi financiada com trabalhos na China.
Casa reformada por Lucas Kawali e o irmão custou R$ 200 mil, ganhou espaços adaptados para a mãe e foi financiada com trabalhos na China.
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Lucas Kawali e o irmão Victor Epifânio transformaram a residência onde a família chegou a reunir 16 pessoas. A casa ganhou quatro quartos, dois banheiros, sala ampla, cozinha, jardim de inverno, duas varandas, garagem, corrimão e banheiro adaptado para oferecer mais conforto à mãe, Neusa Epifânio de Castro de Almeida.

A casa simples onde Lucas Kawali cresceu no Jardim Aero Rancho, em Campo Grande, passou por uma transformação de R$ 200 mil conduzida por ele e pelo irmão, Victor Epifânio de Almeida. Aos 31 anos, o ex-pintor que construiu uma carreira internacional como modelo apresentou o resultado em 13 de agosto de 2026.

O imóvel baixo, quente e apertado deu lugar a ambientes amplos, ventilados e preparados para a rotina da mãe, Neusa Epifânio de Castro de Almeida. Lucas financiou a obra com o dinheiro obtido em trabalhos fora do Brasil, enquanto Victor, engenheiro civil, desenhou o projeto e acompanhou a execução em Campo Grande.

Casa antiga guardava a história de uma família numerosa

Antes da casa da família, no bairro Aero Rancho (Foto: Arquivo pessoal)
Antes da casa da família, no bairro Aero Rancho (Foto: Arquivo pessoal)

Lucas nasceu e cresceu no endereço que decidiu transformar. Durante a infância dos irmãos, o imóvel chegou a abrigar 16 integrantes da família e também preservava a memória da avó, responsável por criar os filhos naquele espaço. A ligação afetiva com o terreno fez com que a mudança fosse planejada sem apagar a história construída ali.

Segundo o Campo Grande News, em 13 de agosto de 2026 Lucas mostrou a residência já transformada. Antes da obra, havia paredes quebradas, chão de terra batida e frestas por onde o vento entrava. A reforma nasceu de uma necessidade concreta de conforto, mas também de uma promessa cultivada desde a adolescência.

Teto baixo e calor marcaram a infância de Lucas Kawali

Lucas era pintor quando foi descoberto e incentivado a ser modelo (Foto: Natália Olliver)
Lucas era pintor quando foi descoberto e incentivado a ser modelo (Foto: Natália Olliver)

A construção anterior tinha cômodos pequenos, abafados e cobertos com telhas conhecidas como Eternit. O teto ficava tão próximo que Lucas batia a cabeça ao circular por alguns pontos. A altura limitada e o calor acumulado tornavam a permanência dentro da casa especialmente desconfortável nos dias de temperatura elevada.

Essas lembranças acompanharam Lucas mesmo depois de ele deixar a pintura de imóveis e começar a viajar a trabalho. Ao idealizar a mudança, o modelo queria substituir a sensação de aperto por iluminação natural, circulação de ar e espaço para a mãe se movimentar. O novo desenho partiu justamente dos problemas que a família enfrentou durante anos.

Terreno de 12 por 36 metros recebeu nova distribuição

Depois da casa da família, no bairro Aero Rancho (Foto: Arquivo pessoal)
Depois da casa da família, no bairro Aero Rancho (Foto: Arquivo pessoal)

O terreno mede 12 metros de frente por 36 metros de profundidade e permitiu reorganizar toda a residência. A casa passou a ter quatro quartos, dois banheiros, sala ampla, cozinha e garagem. Um jardim de inverno foi posicionado entre os quartos, criando uma entrada adicional de luz e ventilação na área íntima.

O projeto também incluiu duas varandas, que ampliaram a ligação entre o interior e a parte externa. A estrutura anterior foi praticamente refeita para acomodar os novos ambientes e elevar o teto. A mudança não ficou concentrada na aparência: alterou a forma como os moradores usam cada cômodo ao longo do dia.

Adaptações foram pensadas para a rotina de Neusa

Victor, Neusa e Lucas vivem felizes na casa que sempre foi um sonho para eles (Foto: Natália Olliver)
Victor, Neusa e Lucas vivem felizes na casa que sempre foi um sonho para eles (Foto: Natália Olliver)

A entrada recebeu corrimão para auxiliar Neusa nos três pequenos lances de escada que levam até a sala. Um dos banheiros também foi adaptado para ela. As intervenções buscaram reduzir obstáculos presentes em tarefas cotidianas e oferecer apoio nos deslocamentos dentro do imóvel, sem separar a mãe da convivência familiar.

As varandas resolveram outra dificuldade antiga. Antes, Neusa permanecia sentada ao sol porque não havia uma área externa protegida. Agora, ela dispõe de um espaço fresco para ficar na cadeira e observar o movimento da rua. O conforto da mãe orientou decisões que vão da circulação interna ao lugar destinado ao descanso.

Victor transformou as necessidades da mãe em projeto

Victor, Neusa e Lucas vivem felizes na casa que sempre foi um sonho para eles (Foto: Natália Olliver)
Victor, Neusa e Lucas vivem felizes na casa que sempre foi um sonho para eles (Foto: Natália Olliver)

Victor Epifânio de Almeida, irmão de Lucas, é engenheiro civil e ficou responsável pelo desenho da nova casa. Ele organizou os ambientes a partir das condições do terreno e das necessidades de Neusa. O trabalho envolveu conciliar dimensões técnicas com uma rotina familiar que continuou acontecendo enquanto paredes, pisos e coberturas eram modificados.

Além de elaborar o projeto, Victor acompanhou a obra e permaneceu ao lado da mãe durante o processo. Essa divisão de responsabilidades tornou possível manter a construção em andamento enquanto Lucas trabalhava no exterior e enviava os recursos. Um irmão sustentou financeiramente grande parte da transformação; o outro conduziu de perto a execução e os cuidados familiares.

Obra avançou enquanto Neusa enfrentava problemas de saúde

Durante o período da reforma, Neusa passou três meses internada. Ela havia sofrido dois acidentes vasculares cerebrais no intervalo de dois anos e convive com esquizofrenia desde o nascimento do filho mais novo. O acompanhamento de sua saúde ocorreu ao mesmo tempo em que a família administrava as decisões e os imprevistos da construção.

Victor precisou dividir a atenção entre hospital, obra e cuidados diários. Lucas, distante de Campo Grande, manteve o trabalho necessário para financiar as etapas. A conclusão da casa exigiu coordenação entre tratamento, presença familiar, planejamento técnico e envio de dinheiro, sem que uma dessas responsabilidades deixasse de afetar as demais.

Orçamento passou de R$ 150 mil para R$ 200 mil

Victor, Neusa e Lucas vivem felizes na casa que sempre foi um sonho para eles (Foto: Natália Olliver)
Victor, Neusa e Lucas vivem felizes na casa que sempre foi um sonho para eles (Foto: Natália Olliver)

Em 23 de agosto de 2025, quando o Campo Grande News visitou a família, o custo apresentado era de aproximadamente R$ 150 mil. A casa já havia recebido as principais mudanças, mas ainda restavam serviços antes de a transformação ser considerada concluída.

O valor aumentou e alcançou R$ 200 mil. As economias reunidas por Lucas não cobriram todas as despesas, e detalhes como a pintura externa e os acabamentos das calhas continuaram pendentes. A diferença de R$ 50 mil entre as duas etapas mostra como a finalização ampliou o custo inicialmente calculado pela família.

Trabalho na China financiou os últimos acabamentos

Lucas precisou retornar à China para juntar o dinheiro que faltava. A distância permitia manter os contratos profissionais, mas o afastava da mãe, do irmão e do acompanhamento presencial da obra. Os recursos eram enviados à família, e a construção avançava aos poucos, conforme havia dinheiro disponível para cada nova etapa.

Essa dinâmica ajuda a explicar por que a reforma se estendeu além das intervenções estruturais. Não bastava erguer novos ambientes; era necessário concluir instalações, pintura e acabamentos. O trabalho internacional deixou de representar apenas uma conquista profissional e passou a sustentar um objetivo iniciado dentro da antiga residência.

Visita de 2025 registrou a transformação ainda em curso

Na visita publicada em 23 de agosto de 2025, a residência já tinha quatro quartos, dois banheiros, sala ampla, cozinha, varanda e garagem. Naquele momento, Lucas havia voltado à China para um contrato de três meses destinado a completar o orçamento. A família preservou parte da intimidade do imóvel enquanto a execução seguia.

A reportagem de 13 de agosto de 2026 apresentou uma etapa posterior, com a casa aberta e os ambientes finalizados gradualmente. O intervalo entre os dois registros permite acompanhar a passagem de uma obra funcional, mas incompleta, para um lar com mais acabamentos e espaços consolidados. O resultado de 2026 reuniu mudanças acumuladas ao longo de diferentes fases.

Nova casa ampliou as pequenas rotinas de Neusa

Depois da transformação, Neusa passou a aproveitar ambientes mais claros, ventilados e espaçosos. A nova distribuição ofereceu condições para que ela participasse de atividades simples, como cuidar de uma louça, circular pelos cômodos e descansar na cadeira. Essas ações ganharam outro significado em comparação com a construção antiga, marcada pelo calor e pelo aperto.

A mãe também se tornou uma presença frequente nos vídeos publicados durante a reforma. Quem acompanhava a obra passou a demonstrar carinho pelas aparições dela e a observar o efeito das mudanças na rotina familiar. A repercussão se concentrou menos no tamanho da construção e mais na maneira como Neusa começou a ocupar o novo espaço.

Trajetória profissional começou com um orçamento de pintura

Antes das passarelas, Lucas trabalhava como pintor ao lado do irmão. Em 2017, ele foi até a residência do empresário e estilista Neil Brasil para preparar um orçamento de pintura. Durante o encontro, Neil identificou potencial no jovem e o incentivou a experimentar a carreira de modelo.

Lucas começou em desfiles menores e depois conquistou uma vaga em um concurso realizado no Rio de Janeiro. A mudança profissional abriu caminhos que não faziam parte de sua rotina anterior, mas o desejo de melhorar a casa da mãe permaneceu. A habilidade que o levava a reformar imóveis acabou aproximando Lucas da oportunidade que mudaria sua fonte de renda.

Passarelas levaram Lucas da pintura ao trabalho internacional

Em 2018, Lucas desfilou pela primeira vez no São Paulo Fashion Week. No ano seguinte, iniciou a trajetória fora do país, com trabalhos na Índia, na Tailândia e na China. Ele permaneceu quatro anos em território chinês, período decisivo para ampliar a carreira e reunir parte das economias aplicadas na residência da família.

Em 2023, o modelo voltou ao Brasil para cuidar da saúde da mãe. No ano seguinte, retomou os compromissos internacionais e passou três meses trabalhando em Londres. Depois, retornou à China, onde continuou buscando recursos para as despesas da obra. As idas e vindas profissionais passaram a acompanhar as necessidades de Neusa e o andamento da construção.

Publicações iniciadas em 2024 aproximaram o público da obra

Lucas começou a divulgar as etapas da construção nas redes sociais em 2024. Até então, mantinha o perfil mais concentrado na atividade de modelo. Os vídeos sobre o endereço onde cresceu apresentaram outra parte de sua trajetória e fizeram a transformação alcançar pessoas que não conheciam a história familiar.

Em 2026, o modelo reunia cerca de 600 mil seguidores no Instagram. A audiência acompanhou a evolução dos cômodos e a presença de Neusa, mas Lucas afirmou que a relevância pessoal da conquista superava os números. A exposição pública surgiu depois da decisão de mostrar a origem que continuava ligada à sua vida profissional.

Reforma reuniu memória, acessibilidade e trabalho dos irmãos

A conclusão transformou uma construção pequena em uma casa com espaços adequados à rotina atual da família. Lucas converteu parte da renda obtida nas passarelas em estrutura; Victor aplicou a formação em engenharia e acompanhou a mãe; Neusa passou a contar com varanda, corrimão, banheiro adaptado e ambientes mais arejados.

O resultado apresentado em 13 de agosto de 2026 não apaga a história vivida no endereço, mas acrescenta condições que antes não existiam.

A casa permaneceu no mesmo terreno enquanto a experiência de morar nela mudou profundamente. Na sua opinião, qual aspecto dessa transformação foi mais importante: acessibilidade, conforto térmico, espaço para a família ou a união dos irmãos? Conte nos comentários.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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