Descoberta de um espelho datado de 6.500 a.C. em Canhasan destaca domínio técnico, tradição artística regional e novas pistas sobre práticas neolíticas
Um espelho de obsidiana com cerca de 8.500 anos veio à tona no sítio arqueológico de Canhasan, na Turquia, e trouxe novas pistas sobre o período Neolítico. A equipe responsável anunciou o achado na sexta-feira, durante a segunda fase das escavações que integram o projeto Patrimônio para o Futuro.
O sítio reúne montes que preservam um antigo sistema de ruas de aproximadamente 10.000 anos. Além disso, os arqueólogos localizaram também diversas ferramentas de obsidiana.

Detalhes sobre o material encontrado
A rocha vulcânica chamava atenção pela cor escura e pelo alto teor de sílica. Por isso, seu uso era comum na confecção de objetos variados. As peças encontradas reforçam a importância da região no artesanato e na tecnologia do Neolítico.
-
Oceanógrafa viu redes de pesca abandonadas no mar de Ilha Grande, transformou lixo em bolsas, pochetes e renda para 20 pessoas, e agora fatura mais de R$ 35 mil por mês com negócio que começou pagando R$ 5 por sacola e virou impacto ambiental local no Rio de Janeiro sem sair da comunidade
-
Austrália espalha salsichas envenenadas pelo deserto e usa armadilhas, tiros e cercas para travar guerra contra gatos invasores que matam mais de 1,5 bilhão de animais nativos por ano, ameaçam mais de 200 espécies e transformam isca de carne em arma extrema de conservação
-
A cidade de pedra que alimentava 30 mil pessoas no meio do deserto, escondia 800 monumentos esculpidos na rocha e ainda faz a ciência moderna tentar entender como os nabateus dominaram a água há 2 mil anos
-
Ele desapareceu junto com os dinossauros… até reaparecer vivo e deixar a ciência completamente intrigada
“Encontramos exemplos importantes entre os achados de obsidiana“, explicou Adnan Baysal, líder da escavação. Ele destacou que os objetos revelam uma tradição de decoração mantida ao longo do tempo.

Espelho de 6.500 a.C.
O espelho, datado de aproximadamente 6.500 a.C., indica que a fabricação desse tipo de peça era uma inovação local.
Portanto, o objeto reforça a ideia de que Canhasan tinha domínio técnico e artístico na manipulação de vidro vulcânico. Esses espelhos exigiam grande habilidade.
O processo de moldagem e polimento era complexo porque a obsidiana precisava ser trabalhada com precisão e materiais abrasivos. “Não era um trabalho artesanal qualquer“, afirmou Baysal. “Era uma tecnologia especializada.“
Valor simbólico e usos da obsidiana
No Oriente, a obsidiana era usada na produção de ferramentas, objetos rituais e itens de comércio.
Assim, encontrar um espelho feito desse material sugere também um possível valor simbólico ligado ao status ou à identidade. O achado amplia o entendimento sobre o cotidiano e as práticas culturais do Neolítico.

Outras peças reveladas
Os arqueólogos também identificaram pontas de flecha confeccionadas com obsidiana e decoradas com incisões lineares. Os padrões observados parecem ser exclusivos da região.
Segundo Baysal, essas gravações reforçam uma tradição local que se distingue de outros sítios neolíticos.

Com informações de Revista Galileu.
