CEO da Equinor Brasil diz na Gas Week 2026 que imposto de exportação de 12% tem impacto direto na viabilidade de projetos de gás natural no país
A CEO da Equinor Brasil, Veronica Coelho, alertou nesta segunda-feira, 28 de abril de 2026, que o imposto de exportação sobre petróleo bruto afeta diretamente a economicidade de projetos de gás natural no Brasil — e não apenas os de petróleo, segundo reportagem da Eixos.
A declaração foi feita durante a Gas Week 2026, evento realizado em Brasília nos dias 28 e 29 de abril.
Carga tributária chega a 27% da receita bruta
Segundo Coelho, quando se soma o imposto de exportação de 12% aos royalties e demais tributos, o governo fica com até 27% da receita bruta de um projeto.
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“É muita coisa”, disse a executiva.
O impacto não se limita ao petróleo exportado. Projetos de gás associado — onde o gás é extraído junto com o petróleo — também são afetados, porque o imposto incide sobre a receita total da operação.
Isso encarece a viabilidade de investimentos em infraestrutura de escoamento e processamento de gás.
Projeto Raia: US$ 9 bilhões e 50% concluído
A Equinor é operadora do Projeto Raia (ex-BM-C-33), um dos maiores projetos de gás natural em desenvolvimento no Brasil.
O investimento total é de US$ 9 bilhões, e a obra está 50% concluída.
O Brasil é o maior destino de investimento da Equinor fora da Noruega.
Para a empresa, a previsibilidade tributária é essencial para manter o cronograma e atrair novos investimentos ao setor de gás.
Gas Week 2026 reúne principais executivos do setor
A Gas Week 2026 é o maior encontro C-Level do mercado de gás natural no Brasil.
O evento reúne CEOs e executivos das principais operadoras, representantes de órgãos reguladores como ANP e ANEEL, além de consultorias e bancos de investimento.
Os temas centrais incluem regulação do mercado de gás, biometano, integração energética latino-americana e novos modelos de comercialização.
A declaração de Coelho reforça o debate sobre a competitividade do Brasil como destino de investimento no setor de gás, especialmente em um momento em que o país busca ampliar a oferta doméstica para reduzir a dependência de importação de GNL.
