O Khan Shatyr em Astana chama atenção porque transforma uma tenda transparente de 150 metros em shopping, parque urbano e praia artificial, usando cabos e membrana de ETFE para criar uma cidade coberta em escala monumental
Uma tenda transparente de 150 metros no Cazaquistão abriga um centro comercial inteiro, um parque urbano interno e uma praia artificial sob a mesma cobertura. O edifício é o Khan Shatyr, localizado em Astana, e chama atenção por parecer mais uma grande estrutura de tecido e cabos do que um shopping tradicional.
A informação foi publicada por Archello, plataforma internacional de projetos de arquitetura. O projeto foi assinado pela Foster + Partners e usa uma estrutura tensionada em forma de tenda, com base elíptica e membrana de ETFE para cobrir um grande espaço urbano interno.
O impacto está no jeito como a obra muda a ideia comum de shopping. Em vez de paredes pesadas e aparência fechada, o Khan Shatyr usa o próprio telhado como edifício, criando um lugar protegido onde compras, lazer e convivência funcionam dentro de uma cobertura única.
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A tenda transparente de 150 metros muda a imagem tradicional de um shopping comum
A maioria dos shoppings é lembrada por corredores fechados, lojas em sequência e fachadas parecidas. O Khan Shatyr segue outro caminho. Ele aparece como uma tenda gigante, com uma forma alta, leve e transparente, capaz de marcar a paisagem urbana de Astana.
Essa diferença é importante porque a construção não depende apenas de luxo, tamanho ou decoração. O ponto central está na solução estrutural. O edifício usa cabos e membrana para formar uma cobertura que também define a aparência externa e o espaço interno.
Na prática, o shopping deixa de ser apenas um bloco construído e passa a funcionar como uma cidade coberta. O visitante entra em um ambiente protegido, mas ainda percebe a ideia de grande vão, luz natural e abertura visual.
A cobertura tensionada usa cabos, membrana de ETFE e grande vão interno para sustentar a obra
Uma cobertura tensionada funciona por meio de forças distribuídas entre cabos, apoios e uma membrana resistente. Em palavras simples, a estrutura se mantém porque seus elementos trabalham esticados e bem posicionados, como uma grande tenda feita com engenharia avançada.
No Khan Shatyr, essa lógica permite cobrir um espaço amplo sem transformar o interior em um ambiente pesado. A membrana de ETFE ajuda a fechar a construção e permite a entrada de luz, o que reforça a sensação de transparência.
O ETFE é um material usado em coberturas especiais por ser leve e translúcido. Ele não funciona como uma parede comum. Sua função é proteger o espaço interno e, ao mesmo tempo, manter a impressão de que a tenda continua clara e aberta.
Praia artificial e parque urbano fazem o Khan Shatyr parecer uma cidade dentro de uma tenda
O detalhe que mais chama atenção é a praia artificial instalada dentro da estrutura. A ideia causa impacto porque mistura uma imagem típica de áreas abertas com um ambiente fechado, protegido por uma grande cobertura transparente.

Além da praia, o projeto inclui um parque urbano interno. Isso muda o papel do shopping, que deixa de ser apenas um ponto de consumo e passa a funcionar como espaço de permanência, passeio e convivência.
Esse tipo de uso torna a obra mais forte do ponto de vista arquitetônico. O Khan Shatyr não impressiona apenas pelo formato. Ele também mostra como uma cobertura pode organizar diferentes atividades dentro de um mesmo ambiente.
Archello mostra como a estrutura transforma o telhado no principal elemento do edifício
Archello, plataforma internacional de projetos de arquitetura, detalhou o Khan Shatyr como uma estrutura em forma de tenda, com cabos, base elíptica e membrana de ETFE. A obra aparece como um centro de entretenimento em que a cobertura não é detalhe, mas o ponto que explica todo o projeto.
Em muitos prédios, o telhado fica escondido ou aparece apenas como fechamento final. No Khan Shatyr, acontece o contrário. A cobertura cria a forma do edifício, define a imagem urbana e organiza o grande espaço interno.
Por isso, o projeto é diferente de shoppings comuns. A construção não tenta parecer uma torre, um bloco comercial ou uma fachada de vidro. Ela assume a lógica de uma tenda monumental e transforma essa ideia em arquitetura permanente.
O shopping no Cazaquistão mostra como engenharia e arquitetura podem criar um espaço urbano protegido
A força do Khan Shatyr está na união entre engenharia e uso público. Os cabos sustentam a forma, a membrana protege o interior e o grande vão permite reunir lazer, compras e circulação em um ambiente contínuo.
Essa solução ajuda a entender por que o edifício se tornou tão comentado. Ele não chama atenção apenas por ter 150 metros. O que torna a obra original é a maneira como uma tenda transparente vira abrigo para um centro comercial inteiro.
Para o público leigo, a explicação é simples. O Khan Shatyr funciona como uma enorme cobertura habitável. Debaixo dela, há espaço para caminhar, comprar, circular, descansar e aproveitar áreas de lazer sem a sensação de estar em um shopping comum.

Uma obra que não aposta em altura extrema, mas em uma ideia visual difícil de esquecer
Em um mundo cheio de arranha céus e prédios com formatos chamativos, o Khan Shatyr se destaca por outro motivo. Ele transforma uma ideia simples, uma tenda, em uma construção de grande escala.
A proposta é fácil de entender e difícil de ignorar. Uma tenda transparente de 150 metros, com praia artificial e parque urbano dentro, cria uma imagem forte para qualquer leitor, mesmo para quem não acompanha arquitetura.
Esse tipo de obra também mostra que inovação não está apenas em fazer o prédio mais alto ou mais caro. Às vezes, o impacto vem de mudar a lógica da construção e fazer o telhado se tornar o verdadeiro protagonista.
O Khan Shatyr, em Astana, reúne shopping, praia artificial, parque urbano e cobertura tensionada em uma construção que foge do padrão dos centros comerciais tradicionais. A estrutura mostra como cabos, membrana e luz natural podem transformar uma tenda em espaço urbano interno.
A obra chama atenção porque troca a aparência fechada de muitos shoppings por uma solução visual mais leve, curiosa e marcante. Você acha que uma construção assim funcionaria em cidades brasileiras ou o impacto maior está justamente no contraste com o clima e a paisagem do Cazaquistão?


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