Engenheiro Chris Doel aproveita baterias de 500 vapers descartados para criar sistema capaz de alimentar carro elétrico em experimento de reciclagem tecnológica.
Uma experiência tecnológica curiosa mostrou que dispositivos eletrônicos descartados ainda podem ter utilidade. O engenheiro britânico Chris Doel desenvolveu um projeto no qual reaproveitou baterias de cerca de 500 dispositivos vaper para gerar energia suficiente para movimentar um carro elétrico.
O experimento foi realizado com o objetivo de demonstrar o potencial de reutilização das células de íon-lítio presentes nesses aparelhos.
Em vez de permitir que os dispositivos fossem descartados como lixo eletrônico, o engenheiro decidiu desmontá-los e extrair as pequenas baterias internas. Essas células foram então reunidas para formar um sistema energético único.
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Assim, o resultado foi uma bateria artesanal capaz de alimentar um veículo elétrico funcional.
Carro elétrico atingiu até 56 km/h durante os testes
Mesmo sendo um experimento, o sistema apresentou resultados reais. O carro elétrico utilizado no projeto conseguiu atingir uma velocidade máxima de aproximadamente 56 km/h.
A potência gerada pela bateria improvisada ficou próxima de 5 kW, valor relativamente baixo quando comparado a carros elétricos modernos.
Ainda assim, o veículo demonstrou capacidade de funcionamento durante os testes. A autonomia registrada foi de cerca de 29 quilômetros com uma única carga.
Esses números refletem principalmente as limitações de segurança impostas ao sistema de baterias reaproveitadas.
Limite de corrente foi necessário para evitar riscos
Durante o desenvolvimento do projeto, o engenheiro precisou tomar algumas precauções.
O carro elétrico pode exigir correntes elétricas de até 350 amperes em determinadas situações.
No entanto, as células retiradas dos dispositivos vaper não foram projetadas para suportar esse nível de carga.

Para evitar superaquecimento ou danos às baterias, Doel limitou o fluxo elétrico a cerca de 60 amperes.
Essa restrição ajudou a manter o sistema seguro, embora tenha reduzido o desempenho do veículo.
Bateria foi construída com 500 células de íon-lítio
O elemento central do projeto foi a bateria criada a partir de 500 células individuais retiradas dos dispositivos vaper.
Cada um desses aparelhos possui pequenas baterias de íon-lítio, tecnologia bastante comum em eletrônicos portáteis.
Ao reunir essas células, o engenheiro conseguiu montar um conjunto energético capaz de armazenar aproximadamente 2,5 kWh de energia.
O sistema resultante passou a operar com cerca de 50 volts de tensão, valor próximo aos 48 volts utilizados nas baterias originais do carro elétrico.
Essa compatibilidade facilitou a adaptação do novo sistema energético ao veículo.
G-Wiz foi escolhido para facilitar modificações
Para colocar o experimento em prática, o engenheiro utilizou um G-Wiz, um pequeno carro elétrico conhecido por sua estrutura simples.
O modelo é classificado tecnicamente como um quadriciclo elétrico pesado e possui sistemas menos complexos do que veículos elétricos modernos.
Essa simplicidade permitiu que a bateria criada com células de vaper fosse instalada sem enfrentar grandes obstáculos tecnológicos.
Em veículos mais modernos, softwares avançados e sistemas de gerenciamento de bateria poderiam impedir esse tipo de modificação.
Sistema de frenagem regenerativa continuou funcionando
Mesmo com a bateria improvisada, o carro elétrico manteve um recurso importante: a frenagem regenerativa.
Esse sistema permite recuperar parte da energia gerada durante as frenagens e enviá-la novamente para a bateria.
Nos testes realizados pelo engenheiro, o sistema conseguiu devolver cerca de 10 amperes de corrente ao conjunto de baterias formadas pelas células de vaper.
Isso ajudou a melhorar ligeiramente a eficiência energética do veículo durante o experimento.
Projeto chama atenção para reciclagem de dispositivos eletrônicos
Além do aspecto curioso, o experimento também levanta uma discussão relevante sobre o descarte de dispositivos eletrônicos.
Os aparelhos vaper contêm baterias de íon-lítio que frequentemente acabam sendo descartadas sem reaproveitamento.
Ao utilizar esses componentes para alimentar um carro elétrico, o engenheiro mostrou que parte desse material ainda possui valor energético.
Mesmo assim, ele ressalta que o manuseio de células de lítio exige conhecimento técnico adequado.
O contato inadequado com essas baterias pode causar superaquecimento, curtos-circuitos ou até incêndios.
Dessa forma, o projeto funciona tanto como demonstração de criatividade quanto como alerta sobre a importância da reciclagem responsável do lixo eletrônico.
Fonte: AutoPapo


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