1. Início
  2. / Curiosidades
  3. / Ele largou a vida urbana, mudou-se para área isolada, construiu sozinho casa elevada de 18,5 m² e vive fora da rede elétrica com gasto mensal de 25 dólares
Tempo de leitura 5 min de leitura Comentários 1 comentário

Ele largou a vida urbana, mudou-se para área isolada, construiu sozinho casa elevada de 18,5 m² e vive fora da rede elétrica com gasto mensal de 25 dólares

Publicado em 03/01/2026 às 08:06
Atualizado em 03/01/2026 às 12:17
Assista o vídeoCasa, Isolado, Rede
Imagem: Ilustração
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
804 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo

Em 2020, Robert Breton mudou-se para a Ilha Grande do Havaí, construiu sozinho uma casa elevada de 18,5 metros quadrados e adotou vida autossuficiente fora da rede elétrica planejada isolada

Em 2020, Robert Breton deixou o norte da Califórnia, mudou-se para o Havaí, construiu sozinho uma casa de 18,5 metros quadrados e passou a viver isolado, fora da rede elétrica, chamando atenção pelo modelo autossuficiente.

Casa na selva
Imagem: Reprodução / Instagram

Mudança planejada e construção própria

Breton decidiu sair da vida urbana após planejar a mudança por 10 anos, escolher a Ilha Grande e adquirir um terreno onde construiu, com as próprias mãos, uma casa elevada.

A residência tem 18,5 metros quadrados e foi projetada para maximizar espaço, com estrutura alta, inspiração em casa na árvore e layout pensado para funcionalidade diária.

Segundo ele, a proposta era integrar natureza e conforto, mantendo vigas expostas, árvores vivas e musgo no banheiro, sem abrir mão de geladeira, Wi-Fi e chuveiro quente.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Vida fora da rede e rotina na casa da selva

No espaço habitacional, painéis solares alimentam luzes e eletrodomésticos, enquanto um grande tanque coleta água da chuva, filtrada e bombeada para pia e chuveiro.

Breton cultiva frutas, verduras e ervas tropicais em jardim e estufa, buscando autonomia alimentar e uma relação diária de trabalho constante com a selva.

Ele descreve a rotina como intensa, afirmando que as tarefas se acumulam e que a própria selva exige dedicação integral para manutenção e equilíbrio do ambiente confortável.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Redes sociais e sustento financeiro

A rotina isolada ganhou visibilidade por meio de vídeos no TikTok, Instagram e YouTube, onde Breton documenta o cotidiano e compartilha conteúdos sobre ioga, meditação e estilo de vida.

O sustento vem de uma empresa de suplementos alimentares fundada por ele e das redes sociais, que concentram centenas de milhares de espectadores recorrentes.

A maior despesa mensal relatada é de 25 dólares por mês, valor destinado exclusivamente ao pagamento do roteador Wi-Fi utilizado na casa.

Hoje com 37 anos, Breton afirma que constrói um legado pessoal ao viver com menos, após visitar outros lugares, escolher a Ilha Grande e iniciar uma vida isolada, planejada e conectada.

Você também pode gostar: Ele chegou de avião em uma das regiões mais remotas do planeta, derrubou toras à mão, construiu cabana sem máquinas e viveu décadas isolado apenas do que a natureza oferecia

Alasca, Cabana
Imagem: Ilustração

No verão de 1968, Richard Proenneke chegou de avião ao Upper Twin Lake, no sudoeste do Alasca, para viver sozinho, construir uma cabana e registrar uma experiência de autossuficiência que se tornaria referência.

O pequeno monomotor pousou à margem moldada por antigas geleiras, levando ferramentas manuais, sacolas de lona e provisões básicas para iniciar a permanência solitária.

Quando o avião desapareceu atrás das montanhas Neacola, na Cordilheira Aleuta, Proenneke permaneceu sozinho, consciente da distância da estrada e de qualquer vizinho humano.

Formação e motivações

Nascido em Iowa, viveu a Grande Depressão na infância, desenvolvendo relação austera com recursos, economia rigorosa e rejeição ao desperdício cotidiano.

Durante a Segunda Guerra Mundial, serviu na Marinha dos Estados Unidos como carpinteiro e mecânico, aprendendo técnicas essenciais de trabalho em madeira e metal.

Após o conflito, trabalhou como mecânico de motores a diesel em Kodiak, período em que amadureceu o projeto de viver de forma autossuficiente.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Escolha do local e preparação

Em 1967, visitou Twin Lakes para estudar terreno, vento, neve e insolação, cortando abetos e preparando materiais para a construção planejada.

Ao retornar definitivamente em 1968, pretendia ficar apenas um ano, levando câmera 16 mm, tripé e dezenas de cadernos para anotações sistemáticas.

A cabana media cerca de 3,6 por 4,8 metros, construída somente com toras talhadas à mão, sem uso de máquinas.

Utilizou encaixes do tipo saddle notch, esculpidos com machado e formão, garantindo estabilidade estrutural e isolamento térmico nos invernos.

O telhado recebeu troncos finos, cobertura vegetal e grama, criando proteção natural contra frio, vento e umidade constante.

Construiu um depósito de lenha elevado aproximadamente 2,7 metros do solo, mantendo a madeira seca e protegida de animais.

Ergueu também um anexo para lenheiro e banheiro externo, seguindo critérios funcionais, duráveis e de organização espacial.

Ferramentas usadas tinham cabos esculpidos pelo próprio Proenneke, adaptadas às tarefas diárias e às condições do ambiente.

Rotina e subsistência

No verão, aproveitava a luz constante para cortar lenha, pescar salmão, coletar frutas silvestres e registrar observações ambientais.

No inverno, enfrentava temperaturas extremas, alimentava o fogo continuamente, consertava ferramentas e escrevia reflexões à luz de lamparinas.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

A alimentação vinha da pesca, coleta e, durante parte da vida, da caça de subsistência, sempre com aproveitamento integral.

Com a criação do Lake Clark National Park and Preserve, em 1980, deixou de caçar, mantendo práticas compatíveis com as novas regras.

Seus diários descrevem respostas da paisagem à presença humana, indicando como decisões simples podiam preservar equilíbrios locais.

Contato humano eventual do homem solitário do Alasca

Apesar de viver sozinho, recebia pilotos, guardas florestais e visitantes ocasionais, mantendo a cabana destrancada e mapas atualizados.

Oferecia chá, conversava longamente e indicava trilhas, demonstrando hospitalidade mesmo em isolamento difícil de acessar.

A história ganhou projeção com o livro One Man’s Wilderness, publicado em 1973 a partir de seus diários pessoais.

Suas filmagens originaram o documentário Alone in the Wilderness, lançado após sua morte, em 2003.

Mais de 250 cadernos escritos foram publicados a partir de 2005, formando um registro detalhado da vida autossuficiente no Alasca.

Ao observar o nascer do sol sobre Twin Lakes, Proenneke afirmava não querer perder nada ao redor, síntese de uma existência moldada pelo trabalho manual, atenção contínua e convivência direta com a natureza.

Com informações de Filson.

Inscreva-se
Notificar de
guest
1 Comentário
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Edilva
Edilva
07/01/2026 14:08

Eu acho uma decisão incrivel e corajosa das pessoas que decidem morar sozinhas, isoladas na natureza selvagem. 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

Romário Pereira de Carvalho

Já publiquei milhares de matérias em portais reconhecidos, sempre com foco em conteúdo informativo, direto e com valor para o leitor. Fique à vontade para enviar sugestões ou perguntas

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
Ir para o vídeo em destaque
1
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x