EDP instala 30 postes de energia solar na comunidade Barra de São Miguel, em Guarulhos (SP), levando iluminação sustentável, inclusão social e segurança a cerca de 250 famílias. A ação faz parte do programa Comunidade In, que une inovação e responsabilidade socioambiental.
A transição energética está deixando de ser apenas um conceito técnico para se tornar uma ferramenta de transformação social. Em Guarulhos (SP), a EDP deu um passo importante nessa direção ao instalar 30 postes de energia solar na comunidade Barra de São Miguel. A iniciativa, realizada em parceria com o projeto Litro de Luz, com o apoio da Gerando Falcões e do Instituto Sonhar Alto, vai muito além de iluminar as ruas: ela promove segurança, autoestima e protagonismo para centenas de moradores.
Segundo a EDP, 21 novos postes foram instalados em outubro, complementando outros nove já ativos desde junho. O impacto é direto: 250 famílias agora têm iluminação pública de qualidade, o que amplia a circulação noturna e estimula o comércio local. Essa mudança, embora simples, tem potencial para redefinir a dinâmica comunitária e criar novas oportunidades econômicas.
Postes sustentáveis: tecnologia limpa com materiais acessíveis
Um dos pontos mais interessantes do projeto é o uso de materiais de baixo custo e fácil acesso, como garrafas PET e canos de PVC. Cada poste é equipado com placas solares, baterias e lâmpadas de LED, resultando em um sistema autossustentável e ecologicamente correto.
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A proposta combina inovação tecnológica com consciência ambiental. Os equipamentos, além de reduzir custos de manutenção, diminuem a dependência da rede elétrica tradicional e representam o compromisso da EDP com energias renováveis e com o combate às desigualdades energéticas.
Protagonismo social: moradores participam ativamente da instalação
Mais do que receber uma nova estrutura, a comunidade foi parte essencial do processo. Sob orientação da equipe do Litro de Luz, um grupo de líderes comunitários foi capacitado para ajudar na montagem e instalação dos postes solares.
Essa abordagem participativa reflete o conceito de “cocriação social” adotado pela EDP — um modelo que valoriza o envolvimento direto dos moradores. Assim, o projeto não apenas entrega uma solução pronta, mas fortalece a sensação de pertencimento e responsabilidade coletiva.
O diretor de ESG da EDP na América do Sul, Dominic Schmal, destacou a importância dessa metodologia:
“O Comunidade In é um bom exemplo de como contribuímos para o desenvolvimento sustentável local, unindo esforços e proporcionando resultados que são um verdadeiro legado para as comunidades, visto que seus benefícios permanecem. Ao engajar os moradores nas ações, estamos incluindo as comunidades em um processo real de transformação.”
Programa Comunidade In: energia como instrumento de desenvolvimento social
O projeto faz parte do Comunidade In, uma das principais iniciativas socioambientais da EDP no Brasil. O programa atua em comunidades vulneráveis de São Paulo e Espírito Santo, buscando promover desenvolvimento sustentável e inclusão social.
Antes de cada implantação, a empresa realiza um diagnóstico socioeconômico detalhado da área, considerando infraestrutura, renda, acesso a serviços e condições de moradia. A partir desses dados, são criadas soluções personalizadas, que podem incluir ações de educação, lazer, eficiência energética, geração de renda e uso responsável da energia.
Em Barra de São Miguel, a ação de iluminação solar foi complementada pelo projeto Brincando com Pipas, desenvolvido com a Evoluir. A proposta usa atividades educativas e lúdicas para conscientizar crianças e famílias sobre os riscos de empinar pipas perto da rede elétrica, promovendo segurança e consumo consciente de energia.
ESG em ação: a transição energética com impacto social real
A iniciativa reforça o compromisso da EDP em fazer da transição energética um processo inclusivo e socialmente justo. Para a empresa, não basta investir em energia limpa — é preciso garantir que as comunidades também se beneficiem desse avanço.
Com metas ambiciosas de neutralidade de carbono até 2040, a companhia vem ampliando seus programas de responsabilidade socioambiental e inovação social, sempre buscando integrar tecnologia, sustentabilidade e desenvolvimento humano.
O projeto em Guarulhos mostra que energia solar e petróleo estão em polos opostos de um mesmo debate: enquanto o petróleo ainda move economias globais, iniciativas sustentáveis como a da EDP representam o futuro da matriz energética — um futuro que aposta em soluções renováveis, de baixo custo e com alto impacto social.
A chegada dos postes solares não trouxe apenas luz, mas também segurança e convivência. As ruas iluminadas permitiram maior circulação noturna, incentivaram pequenos comércios e aumentaram o sentimento de comunidade.
Esse modelo, baseado em parcerias entre empresas, ONGs e voluntariado corporativo, tem se mostrado eficaz e escalável. A EDP planeja expandir ações semelhantes para outras regiões, reafirmando sua visão de que a energia limpa pode — e deve — ser um vetor de transformação social duradoura.
Com cada poste aceso em Barra de São Miguel, surge um símbolo poderoso de que a energia sustentável é também uma ferramenta de inclusão, cidadania e dignidade — elementos fundamentais para o futuro das cidades brasileiras.

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