Desenvolvida pela PowerLight Technologies em parceria com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, a tecnologia usa transmissores terrestres de laser na escala de quilowatts para recarregar drones em pleno voo, com rastreamento ativo, alcance operacional de até 1.500 metros e testes de voo programados para o início do ano
O desenvolvimento de um sistema de energia sem fio por laser pode permitir que drones permaneçam em voo contínuo ao receberem carga elétrica diretamente do solo, segundo informações divulgadas pela PowerLight Technologies, responsável pela tecnologia.
Tecnologia de transmissão e controle do feixe
A solução combina um transmissor terrestre e um receptor embarcado no drone, classificado como sistema aéreo não tripulado. O transmissor integra software de controle preciso do feixe e hardware capaz de transmitir energia na escala de quilowatts, milhares de watts, superando lasers de laboratório, que operam em miliwatts.
O software permite fixar e rastrear alvos cooperativos durante o voo, viabilizando a tranmissão segura de energia mesmo com o drone em movimento. De acordo com a empresa, o transmissor pode operar em altitudes de até 1.500 metros, mantendo o feixe continuamente apontado para o receptor aéreo.
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Comparação de altitudes e contexto operacional
Para contextualização, a altitude operacional do Raven RQ-11B, drone de inteligência, vigilância e reconhecimento lançado manualmente, situa-se entre 46 e 305 metros acima do solo e até 3.200 metros acima do nível do mar. Drones maiores podem alcançar até 18.288 metros.
Esses parâmetros indicam que a altitude máxima do transmissor da PowerLight cobre uma faixa compatível com diversas plataformas de pequeno e médio porte.
A empresa afirma que o sistema foi projetado para suportar missões aéreas prolongadas sem a necessidade de pousos frequentes para recarga.
Integração de software e telemetria
O software de controle do transmissor pode se conectar ao software do UAS, permitindo monitoramento e controle de telemetria. Essa interoperabilidade viabiliza a troca de dados e comandos entre o sistema de rastreamento do feixe e a aviônica do drone, incluindo informações sobre o nível da bateria.
Com esses dados, operadores em solo podem ajustar dinamicamente a potência fornecida, garantindo eficiência energética e alinhamento constante do laser com o alvo. O objetivo é manter o fornecimento contínuo enquanto o drone executa suas rotas programadas e manobras em voo.
Segundo Tom Nugent, diretor de tecnologia e cofundador da PowerLight, a empresa trabalha na construção de uma rede de energia em malha inteligente. Ele afirma que o transmissor se comunica com o UAS, rastreia velocidade e vetor e fornece energia exatamente onde é necessário, com algoritmos já testados.
Receptor embarcado e conversão de energia
O drone utiliza um receptor integrado com peso de 2,7 kg, responsável por captar a energia do laser e convertê-la em energia elétrica para a bateria. O sistema emprega conversores fotovoltaicos de energia a laser, semelhantes a células solares, porém otimizados para luz laser monocromática de alta intensidade.
Além da conversão energética, o receptor inclui um módulo de controle que coleta telemetria em tempo real sobre posição e operacão do drone.
Essas informações são retransmitidas aos operadores em solo, permitindo acompanhamento contínuo das condições do voo e do sistema de energia.
O módulo também estabelece um link de comunicação bidirecional baseado em luz, possibilitando o envio e recebimento de dados por sinais ópticos.
Essa funcionalidade amplia a integração entre a plataforma aérea e o sistema terrestre durante missões prolongadas.
Desenvolvimento conjunto e aplicações militares
O sistema foi desenvolvido em parceria com o Departamento de Defesa dos EUA e será integrado ao K1000ULE, drone de longo alcance e alta resistência criado pela Kraus Hamdani Aerospace. O K1000ULE é totalmente elétrico e voltado a missões persistentes.
A plataforma foi projetada para apoiar operações da Marinha e do Exército dos EUA, explorando a capacidade de permanência prolongada no ar. A integração do sistema de energia por laser busca eliminar limitações impostas pela capacidade das baterias convencionais.
Testes anteriores e próximos passos
Experimentos prévios já demonstraram a viabilidade da transferência de energia por laser. A Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa transferiu mais de 800 watts a uma distância de 8,6 quilômetros em demonstrações anteriores.
Segundo a PowerLight, o novo sistema representa um avanço rumo à aplicação prática em plataformas móveis. Testes recentes validaram transmissor e receptor em solo, enquanto os primeiros testes de voo estão previstos para o início deste ano.

Um dia aplicarão isso em veículos elétricos. Visualizo operadoras fornecendo os veículos e a energia via satélite ou por terra aos clientes que apenas querem pagar uma mensalidade para terem o serviço completo como acontece hoje com operadoras de telefonia celular. O carro quebrou, paga uma franquia e pega outro novo. O carro venceu, pega outro novo. Roubaram, mas fez o plano com seguro, pega outro, se não contratou com seguro paga a taxa para retirar outro.
Esse sistema deveria ser utilizado pra transmissão de energia elétrica para substituir os fios e cabos em postes. Pois seria melhor que a fiação subterrânea.
Boa sorte. Deus ajude a funcionar bem. O mundo agradece.