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Dois irmãos começaram em 1999 assando pães com um pequeno forno no quintal da casa dos pais, vendiam para mercearias de Gravataí e transformaram a Marquespan em uma gigante com oito fábricas, mais de 5 mil funcionários e produção atual de 16 milhões de pães por dia, após faturamento estimado em quase R$ 4 bilhões em 2025

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Escrito por Carla Teles Publicado em 04/08/2026 às 16:50 Atualizado em 04/08/2026 às 16:51
Dois irmãos começaram em 1999 assando pães com um pequeno forno no quintal da casa dos pais, vendiam para mercearias de Gravataí e transformaram a Marquespan em uma gigante
Pães levaram a Marquespan de Gravataí à indústria de panificação, como fabricante de pães que cresceu com pães congelados e oito fábricas.
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Fundada por Marcelo e Claudiomar Marques nos fundos da casa de seus pais, a Marquespan cresceu com produção congelada, vendas interestaduais e novas fábricas, alcançando oito unidades fabris, mais de 5 mil colaboradores, frota superior a 600 veículos, 20 mil clientes e produção de 16 milhões de pães por dia.

Os pães produzidos em um pequeno forno no quintal da casa de Seu Edemar e Dona Elga, em Gravataí, no Rio Grande do Sul, deram origem à Marquespan em 1999. Marcelo Marques e Claudiomar Marques começaram atendendo mercearias e pequenos mercados da região, antes de transformar a operação familiar em uma fabricante com presença nacional.

As informações históricas e operacionais foram consultadas na página institucional da Marquespan em 4 de agosto de 2026. A empresa informa atualmente oito unidades fabris, mais de 5 mil colaboradores, frota própria superior a 600 veículos, atendimento a mais de 20 mil clientes e produção de 16 milhões de pães por dia.

Produção começou no quintal dos pais

Pães levaram a Marquespan de Gravataí à indústria de panificação, como fabricante de pães que cresceu com pães congelados e oito fábricas.
Imagem: Marquespan/Divulgação

Marcelo e Claudiomar Marques utilizaram os fundos da casa dos pais para montar a primeira estrutura de produção. O espaço era pequeno e o trabalho ainda estava distante das linhas automatizadas que seriam incorporadas nas décadas seguintes.

Os primeiros pães eram destinados a mercearias e mercadinhos de Gravataí e de municípios próximos. A fonte institucional não informa quantas unidades eram produzidas diariamente naquela fase nem o valor investido no forno inicial.

Família participou do começo da empresa

Pães levaram a Marquespan de Gravataí à indústria de panificação, como fabricante de pães que cresceu com pães congelados e oito fábricas.
Imagem: Marquespan/Divulgação

A casa pertencia a Edemar e Elga Marques, identificados pela empresa como Seu Edemar e Dona Elga. Foi naquele ambiente familiar que os irmãos começaram a organizar a produção e as primeiras entregas.

A Marquespan apresenta organização, pontualidade e dedicação ao produto como valores adotados desde a origem. A expansão ocorreu a partir de uma operação doméstica que precisava conquistar comerciantes locais antes de alcançar outros estados.

Pães congelados abriram novos caminhos

Pães levaram a Marquespan de Gravataí à indústria de panificação, como fabricante de pães que cresceu com pães congelados e oito fábricas.
Imagem: Marquespan/Divulgação

Em 2001, dois anos depois da fundação, a empresa realizou sua primeira venda interestadual. No mesmo período, iniciou a fabricação de produtos congelados.

O congelamento ampliou a distância que os pães poderiam percorrer entre a fábrica e os pontos de venda, permitindo que o negócio ultrapassasse os limites da região metropolitana de Porto Alegre sem depender apenas de entregas locais.

São Paulo entrou na rota em 2007

A primeira venda para o estado de São Paulo ocorreu em 2007. A entrada no maior mercado consumidor do país representou uma nova etapa da expansão comercial.

A empresa ainda não possuía fábrica paulista naquele momento, segundo a cronologia institucional. O atendimento a São Paulo antecedeu em seis anos a inauguração da segunda unidade industrial da Marquespan.

Segunda fábrica foi inaugurada em Tatuí

Em 2013, a companhia abriu sua segunda fábrica em Tatuí, no interior paulista. A unidade consolidou a presença produtiva da empresa no Sudeste.

A instalação permitiu aproximar a fabricação de mercados atendidos em São Paulo e em estados vizinhos. O avanço industrial reduziu a dependência da estrutura gaúcha e preparou a Marquespan para produzir pães em uma escala maior.

Sexta unidade foi alcançada em 2022

A cronologia institucional informa que a Marquespan chegou à sexta fábrica em 2022. Naquele estágio, a capacidade instalada já era apresentada como suficiente para alcançar 20 milhões de pães diariamente.

Capacidade instalada, porém, não significa produção efetiva em todos os dias. A informação operacional mais atual da própria empresa aponta fabricação diária de 16 milhões de unidades, número inferior ao limite potencial divulgado anteriormente.

Fontes institucionais apresentam números divergentes

A página da Marquespan menciona oito unidades fabris em sua seção dedicada à estrutura atual. Em outro trecho, informa que a companhia estava inaugurando a nona fábrica após 25 anos de história.

A mesma página também utiliza a expressão “dez fábricas em 25 anos” ao abordar os planos de expansão e sustentabilidade. Como os três números aparecem no material institucional, esta matéria adota oito fábricas, dado associado diretamente à estrutura operacional e à produção atual de 16 milhões de pães.

Empresa produz 16 milhões por dia

Com oito unidades fabris equipadas com sistemas industriais, a Marquespan informa produzir atualmente 16 milhões de pães por dia.

O número representa uma mudança profunda diante da estrutura montada no quintal em 1999. Em um único dia de operação, as fábricas atuais produzem milhões de unidades destinadas a clientes de diferentes regiões brasileiras.

Mais de 5 mil pessoas trabalham na operação

A empresa informa possuir mais de 5 mil colaboradores. A equipe inclui trabalhadores da produção, administração, manutenção, tecnologia, controle de qualidade, logística e transporte.

A Marquespan também afirma que sua presença industrial beneficia diretamente mais de 5 mil famílias. O número de colaboradores é institucional e foi consultado em agosto de 2026, sem detalhamento público sobre a distribuição das vagas entre as fábricas.

Fábricas estão espalhadas por cinco estados

A companhia informa possuir instalações em Gravataí, no Rio Grande do Sul; Tatuí, em São Paulo; Curitiba, no Paraná; além de unidades em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

A página institucional não relaciona individualmente todas as oito fábricas nem informa as cidades das unidades mineiras e sul-mato-grossenses. Por isso, não é possível detalhar a localização completa da estrutura apenas com os dados apresentados pela empresa.

Frota supera 600 caminhões e automóveis

A distribuição é sustentada por uma frota própria com mais de 600 caminhões e automóveis, segundo a Marquespan.

Os veículos levam produtos congelados e outras mercadorias aos compradores atendidos pela empresa. A logística própria ajuda a conectar fábricas localizadas em diferentes estados a uma base superior a 20 mil clientes.

Mais de 20 mil clientes recebem os produtos

A carteira da fabricante ultrapassa 20 mil clientes em todo o Brasil. Entre os compradores estão estabelecimentos do varejo alimentar e empresas que utilizam os produtos em suas próprias operações.

A fonte institucional não apresenta a divisão entre supermercados, mercearias, padarias, restaurantes e outros formatos. O alcance atual contrasta com o início restrito a pequenos estabelecimentos da região de Gravataí.

Automação passou a orientar a produção

As fábricas modernas combinam linhas automatizadas, equipamentos industriais e processos de controle de qualidade. A empresa também menciona o uso de robótica em diferentes áreas.

A tecnologia permite ampliar a escala sem abandonar etapas de supervisão humana. Os pães deixaram de depender de uma estrutura doméstica, mas continuam sendo acompanhados por trabalhadores responsáveis pelo funcionamento das máquinas e pela padronização dos produtos.

Portfólio ultrapassou o pão francês

Embora o pão francês tenha impulsionado a trajetória da companhia, a operação atual não está limitada a esse produto.

A fabricante oferece também pães especiais e outros itens de panificação. A diversificação permitiu atender diferentes perfis de clientes e ocupar mais espaço dentro do varejo alimentar nacional.

Estimativa apontava faturamento próximo de R$ 4 bilhões

Uma reportagem econômica publicada em 23 de julho de 2025 estimou que a Marquespan estava próxima de alcançar R$ 4 bilhões em faturamento anual.

O valor não aparece na página institucional da empresa e não foi acompanhado de balanço financeiro público no material fornecido. Por isso, deve ser tratado como estimativa divulgada em 2025, e não como receita oficialmente confirmada pela Marquespan.

Comparação financeira exige cautela

A expressão “quase R$ 4 bilhões” não indica um valor contábil exato. Também não permite afirmar que a companhia encerrou o exercício de 2025 com esse resultado.

Sem demonstrações financeiras apresentadas pela empresa, não é possível confirmar receita líquida, lucro, endividamento ou valor de mercado. A dimensão da Marquespan é sustentada com mais segurança pelos dados operacionais divulgados oficialmente.

Expansão combina tradição e tecnologia

A Marquespan afirma investir em instalações automatizadas, eficiência energética e redução de desperdícios. A companhia associa esses projetos à expansão das fábricas e da capacidade produtiva.

A fonte não apresenta indicadores quantitativos sobre economia de energia, emissões ou redução de resíduos. Essas iniciativas devem ser compreendidas como diretrizes declaradas pela empresa, sem resultados ambientais detalhados no material institucional.

Pães transformaram oficina doméstica em indústria

Marcelo e Claudiomar Marques começaram com um forno no quintal dos pais e pedidos feitos por comerciantes da região. Em pouco mais de duas décadas, o negócio passou a produzir milhões de unidades diariamente.

A combinação de congelamento, novas fábricas, logística própria e entrada em outros estados sustentou a transformação. Na sua opinião, qual decisão foi mais importante para o crescimento da fabricante de pães: começar a congelar os produtos, abrir fábricas em outros estados ou investir em distribuição própria? Conte nos comentários.

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