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Em vez de construir uma usina distante, Luciano Hang instala 1.088 painéis solares sobre a megaloja Havan de Palmas, ocupa 2.811,8 m² do telhado e cria um sistema de 598,4 kWp capaz de gerar 865.977 kWh por ano sem devolver excedentes à rede de distribuição

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Escrito por Carla Teles Publicado em 04/08/2026 às 16:27 Atualizado em 04/08/2026 às 16:28
Em vez de construir uma usina distante, Luciano Hang instala 1.088 painéis solares sobre a megaloja Havan de Palmas, ocupa 2.811,8 m² do telhado e cria um sistema de 598,4 kWp capaz
A megaloja Havan de Palmas usa painéis solares no telhado e grid zero para produzir energia sem enviar excedentes à rede. Imagem: Havan/Divulgação.
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A megaloja Havan de Palmas recebeu 1.088 painéis solares distribuídos por 2.811,8 m² do telhado, formando um sistema de 598,4 kWp com geração estimada de 865.977 kWh anuais, operado em modelo grid zero para consumir toda a energia no local sem injetar excedentes na rede de distribuição elétrica da cidade.

A megaloja Havan localizada em Palmas, no Tocantins, passou a produzir energia no próprio telhado com um sistema fotovoltaico formado por 1.088 painéis solares. A instalação ocupa 2.811,8 metros quadrados, possui potência de 598,4 kWp e capacidade aproximada para gerar 865.977 kWh por ano, volume destinado ao consumo direto das operações realizadas dentro da unidade, sem a construção de uma usina distante do estabelecimento comercial.

O sistema foi conectado em 17 de setembro de 2024, conforme os dados divulgados sobre a inauguração, posteriormente atualizados em 20 de setembro daquele ano. O acionamento marcou o primeiro investimento da rede em geração solar distribuída, enquanto Luciano Hang, dono da Havan, participou remotamente da ativação do projeto instalado na capital tocantinense, onde toda a eletricidade produzida permanece vinculada ao consumo da própria loja.

Telhado virou área de geração de energia

A megaloja Havan de Palmas usa painéis solares no telhado e grid zero para produzir energia sem enviar excedentes à rede.
Imagem: Havan/Divulgação.

Em vez de buscar uma área separada para construir uma usina fotovoltaica convencional, o projeto aproveitou uma superfície que já fazia parte da estrutura da loja. Os 2.811,8 metros quadrados do telhado da megaloja Havan receberam os módulos solares, permitindo que o mesmo imóvel utilizado para as atividades comerciais também funcionasse como espaço de produção de eletricidade durante os períodos de incidência solar.

A escolha reduz a necessidade de ocupar um novo terreno exclusivamente para geração, embora o sistema continue exigindo equipamentos, projeto técnico, conexão elétrica e acompanhamento operacional. A solução transforma uma cobertura extensa, normalmente destinada apenas à proteção do edifício, em uma área produtiva capaz de abastecer parte das necessidades energéticas da unidade ao longo do ano.

Sistema reúne 1.088 painéis solares

A instalação é abastecida por 1.088 painéis fotovoltaicos distribuídos sobre a cobertura da loja. Esses módulos captam a radiação solar e a convertem em eletricidade, que passa pelos equipamentos responsáveis por adequar a energia às condições necessárias para utilização nos sistemas internos do estabelecimento comercial.

O projeto instalado na megaloja Havan possui potência total de 598,4 kWp. Esse indicador representa a capacidade máxima do conjunto em condições padronizadas, enquanto a quantidade efetivamente produzida varia conforme fatores como intensidade da luz solar, temperatura, sombreamento, manutenção, orientação dos módulos e condições meteorológicas registradas em Palmas.

Geração pode chegar a 865.977 kWh por ano

A capacidade aproximada de geração foi estimada em 865.977 kWh por ano. O valor não significa que essa quantidade seja produzida de maneira uniforme todos os dias, porque a geração fotovoltaica muda ao longo das estações, dos horários e das condições climáticas, mas oferece uma referência anual para avaliar o desempenho esperado da instalação.

Toda essa energia foi planejada para atender diretamente à operação da loja, reduzindo a quantidade que precisa ser retirada da rede de distribuição nos momentos em que os painéis estão produzindo. A fonte fornecida não detalha qual percentual do consumo total da unidade será atendido pelo sistema, portanto não é possível afirmar que a instalação torne o estabelecimento completamente autossuficiente.

Modelo grid zero impede envio de excedentes

O sistema opera no formato conhecido como grid zero. Isso significa que, embora permaneça conectado à rede elétrica, ele foi configurado para evitar a injeção de energia excedente na infraestrutura da distribuidora, mantendo a produção voltada ao consumo instantâneo da própria megaloja Havan.

Na prática, o controle precisa ajustar a geração ou impedir o fluxo para fora da unidade quando a produção dos painéis supera a demanda interna daquele momento. O objetivo não é vender eletricidade nem acumular créditos por excedentes enviados à rede, mas diminuir o consumo externo enquanto os equipamentos da loja utilizam a energia produzida sobre o telhado.

Energia permanece dentro da própria loja

A característica central do projeto está na proximidade entre produção e consumo. A eletricidade é gerada sobre a cobertura do edifício e utilizada nas atividades realizadas dentro do mesmo imóvel, reduzindo o caminho físico entre a fonte fotovoltaica e os equipamentos que demandam energia durante o funcionamento da unidade.

Essa configuração diferencia o projeto de uma usina remota, cuja produção precisaria circular pela rede antes de ser compensada ou associada ao consumo de outro ponto. Na megaloja Havan de Palmas, o telhado, o sistema solar e a carga elétrica fazem parte da mesma operação, embora a conexão com a distribuidora continue necessária para complementar o fornecimento quando a geração não atende à demanda.

Projeto foi desenvolvido por empresas brasileiras

O desenvolvimento do sistema fotovoltaico ficou sob responsabilidade da Ipper, empresa sediada em Palmas e com atuação nacional. A participação de uma companhia estabelecida na própria cidade aproximou o planejamento técnico do local onde os painéis foram instalados, embora os dados fornecidos não detalhem o valor total investido, o prazo de execução ou o número de trabalhadores envolvidos.

Os equipamentos utilizados no projeto foram fornecidos pela WEG, companhia catarinense com sede em Jaraguá do Sul. A implantação reuniu uma desenvolvedora tocantinense e uma fornecedora de Santa Catarina, conectando diferentes etapas da cadeia brasileira de energia solar em um sistema instalado sobre a cobertura de uma unidade comercial de grande porte.

Havan já utilizava outras fontes renováveis

Antes da instalação em Palmas, a rede informava que suas unidades já consumiam energia renovável por meio de contratos firmados no mercado livre. Nesse ambiente, consumidores autorizados podem negociar o fornecimento conforme as regras aplicáveis, escolhendo contratos de energia sem depender exclusivamente das condições padronizadas do mercado regulado.

A empresa também participa de pequenas centrais hidrelétricas por meio de sociedades de autoprodução. Segundo o material fornecido, a energia dessas PCHs é utilizada em mais de 50 megalojas da rede, enquanto o sistema solar de Palmas acrescentou uma modalidade de geração instalada diretamente sobre o imóvel consumidor.

Instalação marcou primeiro projeto solar da rede

A ativação do sistema foi apresentada como o primeiro investimento da Havan em geração distribuída solar. Até aquele momento, a estratégia energética mencionada pela companhia envolvia contratos de energia renovável e participação em pequenas centrais hidrelétricas, sem uma instalação fotovoltaica semelhante operando sobre o telhado de uma loja.

Por isso, a megaloja Havan de Palmas passou a funcionar como uma experiência concreta de geração local dentro da rede varejista. Os dados enviados não informam se o modelo será reproduzido em outras unidades, quais critérios orientariam uma expansão ou quanto tempo seria necessário para recuperar financeiramente o investimento realizado.

Redução da demanda ocorre durante a geração

Quando os painéis estão produzindo e a loja está consumindo energia simultaneamente, parte da demanda deixa de ser atendida pela eletricidade retirada da rede. Esse efeito pode reduzir a carga exigida da infraestrutura local em determinados horários, especialmente durante períodos de maior incidência solar e funcionamento intenso do estabelecimento.

Luciano Hang afirmou que a implantação poderia aliviar a infraestrutura energética e diminuir a dependência de usinas térmicas em períodos de baixa nos reservatórios. A fonte, entretanto, não apresenta uma medição independente da redução alcançada, portanto o efeito preciso sobre a rede de Palmas não pode ser quantificado apenas com as informações disponíveis.

Painéis não tornam operação isolada da rede

Apesar da geração própria, a loja não se tornou uma instalação desconectada do sistema elétrico. A produção solar depende da disponibilidade de luz e varia durante o dia, enquanto o consumo comercial pode continuar em horários ou condições nas quais os módulos produzem menos energia ou nenhuma eletricidade.

A conexão com a distribuidora permanece necessária para complementar o abastecimento e manter a continuidade das operações. Grid zero não significa funcionamento fora da rede, mas ausência de injeção do excedente produzido, uma diferença importante para compreender como o sistema da megaloja Havan foi projetado e qual papel ele desempenha na matriz de consumo da unidade.

Telhado ganhou nova função operacional

A instalação em Palmas mostra como grandes coberturas comerciais podem receber sistemas de geração sem exigir necessariamente uma área externa exclusiva. O aproveitamento do telhado coloca os módulos próximos ao ponto consumidor e utiliza uma superfície anteriormente sem função direta na produção de eletricidade.

Ao mesmo tempo, os números do projeto precisam ser interpretados dentro de seus limites: 1.088 painéis, 598,4 kWp de potência e geração anual estimada em 865.977 kWh não revelam, por si só, o consumo total da loja, a economia financeira obtida ou o prazo de retorno do investimento, informações que não aparecem nas fontes fornecidas.

Sistema abre debate sobre grandes lojas

A megaloja Havan de Palmas passou a reunir comércio e geração fotovoltaica no mesmo edifício, utilizando 2.811,8 metros quadrados do telhado para produzir energia destinada ao próprio consumo. O sistema não envia excedentes à rede, mas pode reduzir a eletricidade demandada externamente enquanto os painéis solares estiverem operando e a unidade mantiver consumo suficiente para absorver a produção.

Na sua opinião, grandes lojas, galpões e centros comerciais deveriam aproveitar obrigatoriamente seus telhados para gerar parte da energia que consomem, ou essa decisão deve continuar dependendo apenas do planejamento de cada empresa? Deixe sua análise nos comentários.

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Carla Teles

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