A rede de supermercados nasceu em 1962 com Ignácio e Hiltrudes Pereira, cresceu com marcas como Comper e Fort Atacadista, alcançou 173 unidades em cinco estados e no Distrito Federal, reúne mais de 22 mil colaboradores e registrou faturamento de R$ 17,53 bilhões no exercício de 2025, segundo dados divulgados.
A rede de supermercados que deu origem ao Grupo Pereira começou em 1962, quando o casal catarinense Ignácio e Hiltrudes Pereira tinha uma carroça, 13 sacos de farinha e o desejo de melhorar as condições da família. O pequeno Comercial Pereira atravessou décadas de expansão e se transformou em uma operação que reúne supermercados, atacarejos, farmácias, restaurantes, postos, logística, distribuição e serviços financeiros.
A história é apresentada na página institucional do Grupo Pereira, enquanto os dados financeiros foram divulgados em levantamentos publicados em 2026. O faturamento de R$ 17,53 bilhões corresponde ao exercício de 2025, e o número de 173 unidades, acompanhado de mais de 22 mil colaboradores, constava nas informações institucionais disponíveis em agosto de 2026.
Carroça ajudava a transportar os primeiros produtos
O primeiro negócio foi estruturado com recursos limitados. Ignácio e Hiltrudes Pereira contavam com uma carroça e apenas 13 sacos de farinha quando iniciaram a atividade comercial em Santa Catarina.
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A operação estava distante da estrutura que décadas depois colocaria a família entre os maiores nomes do varejo alimentar brasileiro. As fontes não informam o endereço exato do primeiro estabelecimento, seu faturamento inicial ou o número de clientes atendidos naquele período.
Pequeno comércio nasceu para sustentar a família
A motivação inicial não era construir uma companhia nacional, mas gerar renda e prosperidade para a família formada pelo casal. Dessa necessidade surgiu o Comercial Pereira, primeiro negócio da trajetória empresarial.
O crescimento aconteceu gradualmente, por meio da abertura de lojas, expansão para outros estados e criação de novas bandeiras. A antiga atividade familiar passou a ocupar diferentes segmentos sem abandonar o varejo alimentar como uma de suas principais bases.
Primeira unidade Comper foi aberta em 1972

Dez anos depois da fundação, a família inaugurou a primeira unidade do Comper. A marca se tornou o braço de supermercados tradicionais da companhia e ampliou sua presença em diferentes regiões.
Em agosto de 2026, a página institucional informava que o Comper possuía 31 lojas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal. A bandeira ajudou a transformar o pequeno comércio original em uma rede de supermercados com atuação interestadual.
Expansão chegou a Campo Grande em 1984

A entrada em Mato Grosso do Sul ocorreu em 1984, quando foi inaugurada em Campo Grande a primeira filial do Atacado Bate Forte fora de Santa Catarina.
A capital sul-mato-grossense se tornou uma das bases mais importantes da empresa. A expansão para o Centro-Oeste fortaleceu a distribuição de mercadorias e abriu espaço para o desenvolvimento de outras marcas do grupo.
Atacarejo ganhou força no fim dos anos 1990

Em 1999, a companhia lançou o Compre Fort, um formato que reunia características do atacado e do varejo. A primeira unidade foi instalada em Joinville, Santa Catarina.
Em 2009, a marca passou a adotar o nome Fort Atacadista. O novo modelo se transformou em um dos principais motores de crescimento da empresa e ampliou sua presença entre consumidores e pequenos comerciantes.
Estrutura chegou a 173 unidades de negócio

Em agosto de 2026, o Grupo Pereira informava possuir 173 unidades distribuídas por cinco estados e pelo Distrito Federal. O número reúne diferentes tipos de operação e não representa somente lojas de supermercado.
A estrutura inclui supermercados, atacarejos, farmácias, restaurantes, postos de combustíveis, centros de distribuição e outros negócios. Por isso, as 173 unidades devem ser entendidas como parte de um ecossistema empresarial mais amplo.
Mais de 22 mil colaboradores integram a operação
A página institucional da companhia informava, em agosto de 2026, mais de 22 mil colaboradores distribuídos por suas diferentes marcas e áreas de atuação.
Uma reportagem publicada em abril de 2026 mencionou aproximadamente 24 mil pessoas em um trecho, mas posteriormente voltou a citar mais de 22 mil. Diante da divergência, o número institucional de mais de 22 mil é o mais seguro para a matéria.
Faturamento alcançou R$ 17,53 bilhões em 2025
O faturamento de R$ 17,53 bilhões corresponde ao exercício de 2025 e foi divulgado pelo Ranking ABRAS 2026. O resultado colocou o Grupo Pereira na sétima posição entre os maiores varejistas alimentares do país.
O valor não representa receita acumulada em 2026. A referência temporal precisa permanecer explícita para evitar que o leitor interprete o número como resultado financeiro do ano corrente.
Receita avançou 14,4% em um ano
Em 2024, a companhia havia registrado aproximadamente R$ 15,3 bilhões em faturamento. No ano seguinte, o resultado subiu para cerca de R$ 17,5 bilhões.
Segundo a NSC Total, o crescimento foi de 14,4%. A diferença representa um acréscimo superior a R$ 2 bilhões entre os dois exercícios, reforçando a expansão financeira da rede de supermercados e dos demais negócios do grupo.
Empresa aparece em rankings diferentes
No Ranking ABRAS 2026, voltado ao varejo alimentar, o Grupo Pereira apareceu na sétima posição nacional com faturamento de R$ 17,53 bilhões em 2025.
Já o Ranking ABAAS 2026 colocou a companhia como o quinto maior grupo atacadista de autosserviço, considerando receita arredondada de R$ 17,5 bilhões e um recorte de 110 lojas. As posições não são conflitantes, porque os levantamentos analisam categorias diferentes.
Fort e Comper são as marcas mais conhecidas
O Comper representa a operação de supermercados, enquanto o Fort Atacadista ocupa o segmento de atacarejo. As duas bandeiras estão entre os negócios mais reconhecidos da companhia.
A rede de supermercados também administra o Bate Forte, a SempreFort, o Fort Posto, os supermercados Schmit e os restaurantes Trudy’s. A diversificação ampliou as fontes de receita e reduziu a dependência de uma única atividade comercial.
Serviços financeiros e logística ampliaram o grupo
O Vuon, lançado em 2019, tornou-se o braço de serviços financeiros. Segundo a página institucional consultada em 2026, mais de 1,6 milhão de cartões já haviam sido emitidos.
A companhia também opera a Broker Pantanal, voltada à distribuição, e a Perlog, dedicada à logística. Essas atividades mostram como o negócio iniciado com farinha passou a combinar vendas, crédito, transporte e abastecimento.
Aquisições aumentaram presença em Santa Catarina
Em 2025, o Grupo Pereira assumiu as operações dos Supermercados Schmit, rede fundada em Bombinhas, Santa Catarina, com sete lojas e um centro de distribuição.
Em 2026, a companhia também incorporou a Comercial Celeiro, de Chapecó, formada por cinco unidades. As aquisições ampliaram a presença regional e contribuíram para o total de 173 unidades informado naquele ano.
Rede continua ligada às origens familiares
Mesmo com a expansão nacional, a companhia preserva Ignácio e Hiltrudes Pereira como figuras centrais de sua história. A trajetória do casal é utilizada para explicar o nascimento do primeiro comércio e o desenvolvimento das marcas seguintes.
Hiltrudes, conhecida como Dona Trude, também esteve ligada a iniciativas sociais da empresa. A origem familiar permanece como parte da identidade de uma operação que hoje emprega milhares de pessoas.
Carroça deu lugar a uma operação bilionária
Em 1962, o casal possuía 13 sacos de farinha, uma carroça e um pequeno comércio em Santa Catarina. Em agosto de 2026, a companhia informava 173 unidades e mais de 22 mil colaboradores, enquanto o faturamento referente a 2025 havia chegado a R$ 17,53 bilhões.
A comparação revela uma transformação construída ao longo de 64 anos, com expansão territorial, criação de marcas e diversificação dos negócios. Na sua opinião, qual fator foi mais importante para o crescimento da rede de supermercados: persistência familiar, atacarejo, aquisições ou entrada em novos mercados? Conte nos comentários.
