SUV americano 3.6 V6 de 280 cv e 7 lugares aparece por cerca de R$ 40 mil. Saiba por que o Dodge Journey virou um dos maiores achados do mercado usado.
Durante anos, o Dodge Journey 3.6 V6 ocupou o posto de um dos SUVs mais desejados por famílias que buscavam espaço, força e conforto. Agora, mais de uma década após seu auge no mercado brasileiro, ele retorna às discussões como um dos “achados ocultos” do mercado de usados: por cerca de R$ 40 mil, é possível levar para a garagem um SUV grande, equipado com motor V6 de 280 cv, câmbio automático, sete lugares reais e um nível de conforto que muitos modelos zero quilômetro simplesmente não oferecem na faixa de preço.
E o que antes era carro de luxo e final de semana, hoje aparece como uma alternativa extremamente atraente para famílias grandes, para quem viaja bastante ou simplesmente para quem entende o valor real de um carro grande, forte e bem construído.
O V6 Pentastar de 280 cv: força de sobra e acelerações suaves
Um dos grandes trunfos do Journey é o motor 3.6 V6 Pentastar, um dos propulsores mais conhecidos e premiados da engenharia americana. Ele entrega 280 cv com suavidade, sem esforço, e combinado ao câmbio automático de 6 marchas, forma uma dupla robusta e confiável.
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Esse conjunto fez o SUV ser comparado, à época, a modelos de categoria superior — inclusive alguns alemães — pela capacidade de empurrar os seus quase dois toneladas sem hesitação. Não é um esportivo, mas é um dos carros que mais surpreendem pelo “empurrão” quando o acelerador encontra piso fundo.
A manutenção desse conjunto mecânico não é tão cara quanto muitos imaginam: peças são encontradas com facilidade e mecânicos especializados já conhecem bem os padrões de desgaste do Pentastar.
Sete lugares reais e espaço que rivaliza minivans
Poucos SUVs usados nessa faixa de preço conseguem oferecer o que o Journey entrega em termos de versatilidade. São sete lugares reais, com terceira fileira adequada para adultos em trajetos curtos e extremamente confortável para crianças e adolescentes. O espaço interno é um espetáculo à parte:
- bancos amplos e macios
- posição de condução alta
- portas grandes facilitando o acesso
- porta-malas generoso mesmo com a terceira fileira montada
- ar-condicionado com múltiplas zonas, dependendo da versão
A sensação é mais próxima de uma minivan de luxo do que de um SUV tradicional — e isso é um elogio dos bons.
Acabamento americano: conforto e equipamentos
Embora não seja um carro tecnológico nos padrões atuais, o Journey surpreende pelo conjunto do interior. O acabamento é sólido, com bastante couro, painel robusto e ergonomia tipicamente americana, pensada para famílias que passam horas viajando. Itens comuns nas versões V6 incluem:
- bancos de couro
- ar-condicionado digital
- tela multimídia (dependendo do ano)
- piloto automático
- controles no volante
- freios ABS e controle de estabilidade
- rodas de liga aro 17 ou 19
- câmbio automático com modo manual
No geral, é um carro que transmite sensação de solidez — uma característica que o mantém valorizado entre quem sabe o que está comprando.
Consumo: o ponto sensível, mas que não surpreende
Como todo V6 grande, o consumo não é o ponto forte do Dodge Journey. Os números reais de uso ficam em torno de:
- Cidade: 6 a 7,5 km/l
- Estrada: 9 a 11 km/l
Para um veículo com 280 cv, sete lugares, quase duas toneladas e aerodinâmica de SUV, é exatamente o que se espera. O Journey nunca tentou ser econômico — ele entrega espaço, conforto e força. Quem compra esse tipo de carro sabe exatamente o que está pagando e o que está levando.
A verdade do mercado: por que hoje ele custa tão pouco?
Existem alguns fatores que explicam a queda acentuada no preço:
1. Motores grandes desvalorizam no Brasil
O país tem tradição de privilegiar motores pequenos e econômicos. SUVs grandes sofrem mais com variações de mercado.
2. Alto custo de IPVA e seguro em alguns estados
O motor 3.6 eleva categorias de tributação e seguro, afastando parte dos compradores.
3. Falta de conhecimento do consumidor
A maioria das pessoas olha apenas o gasto de combustível, sem avaliar o restante do conjunto.
4. Oferta sempre foi maior que a demanda
Nos usados, isso ampliou a queda no preço e gerou oportunidades como esta.
Mas para o público certo — famílias grandes, pessoas que viajam frequentemente, quem busca conforto e robustez — dificilmente existe outra opção nessa faixa de preço que entregue tudo o que o Journey oferece.
Pontos de atenção na compra
Mesmo sendo um carro robusto, é fundamental observar:
- histórico de manutenção
- condições do câmbio automático
- sistema de ar-condicionado (pode exigir reparos)
- suspensão traseira (componentes podem desgastar)
- procedência e quilometragem real
Quando tudo está em ordem, o carro costuma entregar anos de uso sem grandes surpresas.
Situação atual: vale a pena comprar?
Sim — desde que o comprador saiba exatamente o que está levando: um SUV grande, confortável, espaçoso, extremamente potente, mas com consumo mais alto e custos de manutenção compatíveis com um veículo de quase 300 cv.
Para quem sempre quis um SUV com comportamento de carro premium, mas nunca teve disposição para pagar R$ 150 mil, o Journey usado se tornou uma chance rara.
É um daqueles carros que, quando aparecem na faixa dos R$ 40 mil, somem rápido. Quem conhece, compra. Quem compra, normalmente não se arrepende.


O veículo é sensacional, uma delicia para guiar, infelizmente seu sistema de refrigeração, arrefecimento é uma bomba relógio em um país tropical como o nosso. Aquece demais, tem que ter um cuidado eterno, fazer adaptações e mesmo assim é um rei de queimador de juntas de cabeçote. Você não consegue andar tranquilo a não ser q pegue altamente revisado e com super adaptações no sistema de arrefecimento.
40 Mil sonde?????
Esses posts de recomendação de usados estão ficando cada vez mais malucos, um motor 3.6 280cv não é para qualquer um não, tem que ter no mínimo uns dois mecânicos na família ou você vai pagar 40 no carro e 60 na manutenção