O casal que passou quatro anos explorando o continente agora troca a estrada por um terreno no sul de Santa Catarina, com levantamento topográfico, abertura de acesso e corte de eucaliptos para dar início a uma nova fase
O casal que passou anos na estrada a bordo de uma Kombi de 1986 decidiu viver uma virada profunda de roteiro. Depois de atravessar o continente americano do extremo sul ao extremo norte, a dupla estacionou o veículo não para seguir viagem, mas para começar um projeto de vida em um terreno no interior de Santa Catarina.
A mudança de fase começou sem estrutura pronta, sem conforto e com muito trabalho pela frente. Em meio a mato alto, barro e uma rotina ainda improvisada, o casal deu o primeiro passo para transformar a área em refúgio, com ajuda da família, apoio técnico para entender o relevo do terreno e a abertura do primeiro acesso próprio à propriedade.
Casal troca anos de estrada por raiz em Santa Catarina
Depois de quatro anos viajando pela América com a Kombi Manezinha, o casal escolheu interromper a vida nômade para começar um ciclo mais fixo. O terreno no sul de Santa Catarina passou a representar algo que a estrada não oferecia da mesma forma: permanência, construção gradual e sensação de pertencimento.
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A decisão ganha peso porque não se trata apenas de mudar de endereço. O casal saiu de uma rotina marcada por deslocamentos constantes para encarar um espaço ainda bruto, com geografia pouco conhecida e infraestrutura inexistente. O que antes era movimento agora passa a ser preparo, planejamento e trabalho manual.
Levantamento topográfico vira prioridade no início do projeto

Antes de cercar, construir ou definir qualquer uso do espaço, o casal decidiu entender exatamente como é a área comprada. Por isso, uma das primeiras providências foi contratar um levantamento planialtimétrico e a demarcação das divisas do terreno.
O serviço foi dividido em etapas. Uma parte do trabalho ficou voltada à marcação do perímetro, enquanto outra serviu para mapear relevo, subidas, descidas e características da área total com apoio de drone e estação total.
Esse processo é essencial para quem compra um terreno ainda pouco conhecido, especialmente em locais com muito mato e pouca visibilidade do conjunto da propriedade.
Família ajuda e rotina improvisada marca os primeiros dias
O começo da nova fase aconteceu com apoio familiar e rotina simples. Enquanto parte do grupo acompanhava os trabalhos e fazia pequenas limpezas em outras áreas do terreno, a refeição foi preparada ali mesmo, ao ar livre, em um cenário ainda improvisado, mas já carregado de significado.
Esse detalhe ajuda a mostrar a dimensão da mudança. Para o casal, cozinhar no próprio terreno pela primeira vez simboliza mais do que uma tarefa cotidiana, porque representa o início concreto de uma vida construída naquele espaço. A experiência ainda é rústica, mas já carrega o sentimento de casa.
Abertura de acesso vira uma das primeiras missões do casal
Entre as prioridades iniciais, uma das mais importantes foi criar um acesso próprio ao terreno. Até então, a entrada de carro acontecia por uma área vizinha, emprestada temporariamente, o que deixava claro que o casal ainda dependia de uma solução provisória para circular com autonomia.
A abertura dessa passagem foi tratada como um avanço central no projeto. Com o auxílio de máquina, o acesso começou a tomar forma rapidamente, permitindo a entrada da Kombi pelo trecho que passará a ser a estrada da propriedade.
Ter um caminho próprio muda a relação com o terreno, porque deixa de existir apenas um espaço comprado e passa a surgir uma área efetivamente ocupada.
Corte de eucaliptos faz parte da preparação do terreno

Como a área era usada antes para plantio de eucalipto e pinheiro voltado à extração de madeira, o casal precisou lidar desde cedo com essa herança do uso anterior do solo. Para abrir a nova entrada, alguns eucaliptos localizados na frente do terreno tiveram de ser retirados.
O processo incluiu o uso de motosserra, que foi ligada pela primeira vez nessa etapa, com supervisão familiar. A madeira já começou a ser reaproveitada como lenha para o churrasco do dia, enquanto folhas e galhos de eucalipto também ganharam outras funções.
Nada foi tratado apenas como descarte, já que parte do material foi separada para chá, uso no chuveiro e até para ajudar a espantar mosquitos.
Reaproveitamento do eucalipto acompanha o início da nova fase
Além da abertura do acesso, o modo como o eucalipto foi aproveitado revela o espírito prático dessa etapa. O que não virou madeira de uso imediato foi transformado em lenha, folhas para secagem e ramos para uso doméstico simples no futuro.
Esse aproveitamento reforça a lógica do começo do projeto. O casal ainda está em uma fase em que cada recurso disponível conta, seja para resolver necessidades pontuais, seja para diminuir desperdício enquanto a estrutura maior não fica pronta. É uma etapa marcada por adaptação, improviso e construção paciente.
Terreno já tem nascente e próximos passos incluem água e luz
Outro ponto importante dessa nova rotina é a presença de uma nascente de água dentro da propriedade. A partir disso, o casal já colocou entre as próximas metas puxar água para ter abastecimento mais organizado no dia a dia.
A energia elétrica também entrou no planejamento imediato. Segundo o relato, a solicitação já foi feita e a expectativa é que a luz chegue em breve, já que a rede passa próxima ao local.
Água encanada, cerca e energia aparecem como etapas básicas para transformar o terreno em espaço habitável, antes mesmo de qualquer construção mais avançada.
Cerca, divisão com vizinhos e organização do espaço entram no plano
Com o levantamento do terreno em andamento e o acesso já iniciado, o casal também começou a pensar na cerca e na divisão correta com os vizinhos. A ideia é delimitar a área com mais segurança e organizar melhor a entrada e as laterais da propriedade.
Esse tipo de cuidado mostra que a nova fase não será marcada apenas por emoção ou simbolismo. Há também uma sequência de decisões práticas, que envolvem relevo, limites, infraestrutura e uso do solo. O sonho de criar raiz passa, necessariamente, por etapas técnicas e trabalhosas, que vão moldando o espaço aos poucos.
Casal encerra o primeiro dia com sensação de avanço real
O fim do dia reuniu cansaço, banho de rio, fogueira para afastar mosquitos e refeição simples preparada no próprio terreno. Mesmo sem estrutura consolidada, a sensação foi de avanço concreto, especialmente porque a entrada ficou aberta e os primeiros serviços saíram do papel.
Ao mesmo tempo, a convivência com os pais, que também estão montando uma van para motor home, deu ao momento um tom ainda mais simbólico.
O casal encerrou o primeiro dia vendo o sonho ganhar forma em pequenos passos, entre máquinas, barro, comida simples e a percepção de que o terreno finalmente começou a deixar de ser plano para virar realidade.
Na sua opinião, o casal fez a escolha certa ao trocar anos de estrada por um terreno para começar do zero em Santa Catarina?


Esse casal não tem nom? Que matéria horrível,aff
Meu sonho de consumo qdo eu era mais jovem. Agora optei por relaxar na praia 🏖️ tbem em Sta CATARINA!!!
Qual cidade é, no sul de Santa Catarina ??