Descubra como o investimento de R$ 125 bilhões no setor automotivo está transformando a demanda por aço no Brasil, com análises de especialistas e perspectivas para o futuro.
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) anunciou um investimento monumental de R$ 125 bilhões que será aportado por montadoras no Brasil ao longo dos próximos oito anos. Esse investimento visa aumentar a produção de veículos, gerar novos empregos e incentivar ações de descarbonização do setor.
Perspectivas e Desafios para a Indústria de Aço
Willians Cintra, gerente Nacional de Produtos e Inteligência de Mercado do Grupo Açotubo, analisa como o segmento de siderurgia pode abastecer o aumento de demanda do setor automotivo. Segundo Cintra, apesar dos investimentos, o setor automotivo deverá permanecer estável devido a fatores como altas taxas de juros e o nível de endividamento da população.
“As importações de carros chineses também impactam diretamente a produção nacional. Essa combinação de fatores levou, inclusive, algumas montadoras a fecharem ou pararem a produção na América do Sul. A boa notícia é que este ano foi anunciado o maior CAPEX para a indústria automotiva das últimas décadas,” destaca o porta-voz.
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Joint Venture com Fabricante Francesa
Dentro dos investimentos projetados para o ano, a joint venture da Açotubo com a fabricante francesa de tubos sem costura Vallourec, iniciada em 2021, desempenha um papel crucial para atender a demanda do segmento automotivo. A capacidade estimada para o ano é de 70 mil toneladas, sendo o mercado de automotores um dos principais beneficiados.
Impacto das Enchentes no Rio Grande do Sul
Outro fator que estimulará o setor é a recomposição dos veículos afetados pelas enchentes no Sul do Brasil. Segundo levantamento da consultoria Bright Consulting, mais de 200 mil veículos automotores foram perdidos, representando cerca de 5% a 10% de toda a frota do estado.
“Tanto para a recuperação dos veículos danificados quanto para abastecer as montadoras na renovação da frota, na Açotubo, por exemplo, o mercado de construção mecânica e o setor automotivo (montadoras de leves e pesados, sistemistas, after market, implementos e relacionados) podem representar até 30% do mercado de construção mecânica da empresa para 2024,” comenta Cintra.


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