Honda CB Twister 250 2017 custa R$ 16,3 mil na Fipe, tem 22,6 cv, câmbio de 6 marchas e tanque de 16,5 litros.
A Honda CB Twister 250 2017 custa R$ 16.284 na Tabela Fipe de setembro de 2026 e aparece como uma alternativa para quem pretende sair das motocicletas de 125 cm³, 150 cm³ ou 160 cm³ sem entrar nos preços das motos médias mais recentes. Além do valor relativamente baixo, ela reúne motor flex de 249,5 cm³ com até 22,6 cv, câmbio de seis marchas, injeção eletrônica e um tanque de 16,5 litros.
Segundo a Honda, a CB250F Twister dessa geração entrega 22,4 cv com gasolina e 22,6 cv com etanol, além de 2,28 kgfm de torque e transmissão de seis velocidades. Em testes independentes, o consumo com gasolina variou de aproximadamente 30 km/L a 33,97 km/L, resultado que coloca a autonomia teórica acima de 440 km mesmo adotando uma referência bastante conservadora.
Honda CB Twister 250 2017 custa R$ 16.284 na Fipe em setembro de 2026
O preço é um dos principais argumentos da CB Twister usada. A Webmotors aponta R$ 16.284 como valor Fipe em setembro de 2026, contra R$ 16.226 em agosto e R$ 16.250 em julho. A referência mostra uma relativa estabilidade depois das oscilações registradas nos meses anteriores.
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A média nacional dos anúncios, entretanto, é superior. Segundo a mesma plataforma, a CB Twister 2017 aparece com preço médio de R$ 18.122,50, enquanto as unidades anunciadas consideradas no levantamento ficam aproximadamente entre R$ 16 mil e R$ 19.990.

A versão ABS também tem Fipe de R$ 16.284 no levantamento atual, com média Webmotors de R$ 17.847,50 e anúncios entre aproximadamente R$ 15.900 e R$ 18.700. A existência de exemplares nessa faixa torna especialmente importante conferir qual sistema de frenagem está instalado na unidade antes da compra.
Motor de 249,5 cm³ entrega até 22,6 cv com etanol
A CB Twister utiliza um motor monocilíndrico de quatro tempos, 249,5 cm³, quatro válvulas e comando OHC, com refrigeração a ar complementada por radiador de óleo. A alimentação é realizada por injeção eletrônica PGM-FI e o sistema aceita gasolina ou etanol.
Com gasolina, a Honda declara 22,4 cv a 7.500 rpm. Com etanol, o número aumenta ligeiramente para 22,6 cv na mesma rotação. O torque chega a 2,24 kgfm com gasolina e 2,28 kgfm abastecido com etanol, disponível a 6.000 rpm.
Os números colocam a Twister em outro patamar diante das pequenas motos urbanas, embora ela permaneça distante da potência de bicilíndricas e modelos de média cilindrada.
A proposta é justamente ocupar o espaço intermediário, entregando força suficiente para deslocamentos rodoviários sem assumir peso, consumo e custo de uma motocicleta muito maior.
Câmbio de seis marchas é diferencial importante entre as usadas baratas
A transmissão de seis velocidades é um dos elementos mais interessantes da CB Twister. Em uma moto de 250 cm³, a marcha adicional ajuda a distribuir melhor a potência e permite trabalhar com relações adequadas tanto no trânsito urbano quanto em deslocamentos rodoviários.

Em avaliação da Moto.com.br, a caixa de seis marchas foi destacada por contribuir para melhor aproveitamento do motor, eficiência e consumo. A motocicleta tem transmissão final por corrente e embreagem multidisco em banho de óleo, uma arquitetura convencional e conhecida no segmento.
Na estrada, a sexta marcha também reduz a necessidade de manter relações inferiores constantemente selecionadas. Isso não transforma a Twister em uma touring de longa distância, mas amplia consideravelmente a versatilidade em relação às motos menores pensadas quase exclusivamente para trajetos urbanos.
Consumo chegou a 33,97 km/L com gasolina em teste
A economia pode surpreender quem associa automaticamente cilindrada maior a consumo elevado. Em comparativo realizado pela Moto.com.br, a CB Twister registrou 33,97 km/L com gasolina, enquanto a Yamaha Fazer 250 utilizada na mesma avaliação chegou a 30 km/L.
Outro teste da mesma publicação, realizado predominantemente na cidade de São Paulo e eventualmente com garupa, registrou aproximadamente 30 km/L com gasolina e 22 km/L com etanol. As diferenças deixam claro que o resultado depende bastante do percurso e das condições de utilização.
Tanque de 16,5 litros pode levar a autonomia muito além de 440 km
A Honda informa 16,5 litros de capacidade total no tanque de combustível. Essa dimensão é particularmente relevante porque permite transformar mesmo um consumo moderado em boa autonomia entre abastecimentos.
Utilizando 30 km/L, resultado obtido em um dos testes com gasolina, a multiplicação simples resulta em aproximadamente 495 km de autonomia teórica. Com os 33,97 km/L registrados em outro comparativo, o cálculo supera 560 km.
Mesmo utilizando uma referência mais conservadora de 27 km/L, os 16,5 litros permitiriam cerca de 445 km em uma conta puramente matemática. É por isso que afirmar uma autonomia estimada superior a 440 km permanece compatível com os resultados publicados, desde que entendida como projeção e não como distância garantida.
Na utilização real, não se deve planejar o percurso até o esgotamento absoluto do tanque. Peso do piloto, garupa, velocidade, combustível, vento, calibragem, trânsito e manutenção alteram significativamente o alcance.
Peso de 135 kg mantém a Twister relativamente fácil de administrar
Apesar de saltar para a categoria de 250 cm³, a CB Twister não se torna uma moto excessivamente pesada. A Honda declara 135 kg de peso seco na configuração convencional e 137 kg na versão ABS.
O banco fica a 784 mm do solo e a distância entre-eixos é de 1.386 mm. O comprimento total chega a 2.065 mm, a largura é de 753 mm e a altura total alcança 1.072 mm. A distância mínima do solo é de 192 mm
Essas proporções ajudam a explicar por que a Twister conseguiu servir como uma espécie de “próximo degrau” para motociclistas vindos de modelos menores. A própria Honda descreveu posteriormente a família CB250F dessa maneira ao destacar compradores que migravam de produtos como Biz e CG para uma motocicleta mais potente.
Suspensão monoshock e discos nas duas rodas elevam o pacote
Na dianteira, a CB Twister utiliza garfo telescópico com 130 mm de curso. Na traseira, adota sistema monoshock com 108 mm, solução visual e tecnicamente mais próxima de motocicletas de maior porte do que das pequenas utilitárias com dois amortecedores traseiros.
Os freios também utilizam disco nas duas extremidades. O dianteiro mede 276 mm e o traseiro, 220 mm. A Honda comercializou configurações com diferentes sistemas de assistência ao longo da trajetória da geração, incluindo versão ABS.

As rodas são de 17 polegadas e recebem pneus 110/70 na dianteira e 140/70 atrás. Essa configuração reforça a proposta street e permite utilizar uma oferta relativamente ampla de pneus compatíveis no mercado brasileiro.
Painel digital já diferenciava a Twister entre as motos de entrada
Outro elemento que ajudou a modernizar a CB Twister quando ela chegou ao mercado foi o painel totalmente digital do tipo blackout. A instrumentação reúne velocímetro, conta-giros, hodômetros, relógio, indicador de combustível e luzes de advertência.
A solução envelheceu melhor visualmente do que os conjuntos analógicos utilizados por diversas motos de menor cilindrada da mesma época.
Não existe, naturalmente, a conectividade, navegação ou integração com smartphone disponível em produtos mais novos, mas as informações essenciais ficam concentradas em um único mostrador.
O design da própria motocicleta também buscava aproximá-la de modelos maiores da linha Honda. Tanque musculoso, pequenas carenagens laterais e rabeta elevada criavam uma identidade street esportiva bastante diferente da antiga CBX 250 Twister encerrada anos antes.
Flexibilidade para cidade e estrada explica parte do apelo da 250
Uma das grandes vantagens de subir das 150 ou 160 cm³ para uma 250 está na margem adicional de desempenho em rodovias. Os 22,6 cv não colocam a Twister no território das motos de alta performance, mas oferecem mais reserva para acelerações e retomadas do que as pequenas urbanas.
A Honda definiu a CB250F como uma motocicleta adequada ao trânsito pesado das cidades, mas capaz de realizar incursões rodoviárias. Essa versatilidade explica por que a família se tornou popular entre quem procurava uma única moto para deslocamentos cotidianos e viagens ocasionais.
O tanque grande e a sexta marcha reforçam essa capacidade. Ao mesmo tempo, peso de 135 kg e largura de 753 mm ainda permitem lidar com trânsito congestionado sem transformar cada manobra em uma tarefa comparável à de uma motocicleta grande.
Por R$ 16 mil, CB Twister 250 ainda entrega um salto considerável de categoria
A Honda CB Twister 250 2017 chega a setembro de 2026 avaliada em R$ 16.284 na Fipe, valor que a coloca relativamente próxima de motos pequenas usadas mais recentes e muito abaixo do preço de diversas motocicletas zero-quilômetro.
Em troca, o comprador encontra um motor flex de 249,5 cm³, até 22,6 cv e 2,28 kgfm, transmissão manual de seis marchas, injeção PGM-FI, discos de freio nas duas rodas, suspensão traseira monoshock e tanque de 16,5 litros.

É justamente a combinação entre cilindrada, preço e custo de uso que torna a Twister interessante no mercado de usados. Ela oferece um avanço significativo sobre uma pequena street sem obrigar o motociclista a saltar imediatamente para modelos de 400, 500 ou 650 cm³.
Os testes de consumo reforçam esse equilíbrio. Mesmo com resultados variando de acordo com a metodologia, há registros de 30 km/L e até 33,97 km/L com gasolina, suficientes para transformar o tanque de 16,5 litros em uma autonomia teórica bem superior aos 440 km usados como referência.
Por cerca de R$ 16 mil na Fipe, a CB Twister 250 2017 reúne potência de 22,6 cv, sexta marcha, baixo peso e tanque grande, permanecendo como uma das alternativas mais acessíveis para quem quer deixar as pequenas cilindradas sem transformar a troca de moto em um salto igualmente grande no orçamento.

