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Cuba continua sofrendo com o bloqueio ao petróleo imposto por Trump: sanção tem provocado cancelamento em massa de voos, esvaziado hotéis e colocado o turismo de Cuba à beira de um colapso econômico

Escrito por Rannyson Moura
Publicado em 19/02/2026 às 08:49
Atualizado em 19/02/2026 às 08:50
Assista o vídeoEscassez de combustível devido ao embargo ao petróleo imposto pelos EUA resulta em cancelamento de voos, hotéis fechados e impacto devastador no turismo cubano durante a alta temporada.
Escassez de combustível devido ao embargo ao petróleo imposto pelos EUA resulta em cancelamento de voos, hotéis fechados e impacto devastador no turismo cubano durante a alta temporada.
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Escassez de combustível devido ao embargo ao petróleo imposto pelos EUA resulta em cancelamento de voos, hotéis fechados e impacto devastador no turismo cubano durante a alta temporada.

Cuba enfrenta uma crise energética sem precedentes que está paralisando uma das principais fontes de receita do país: o petróleo

A falta de combustível para aviação e transporte chegou a um ponto crítico após o bloqueio imposto pelos Estados Unidos, fazendo com que companhias aéreas suspendessem voos para a ilha e hotéis começassem a fechar.

A escassez atinge diretamente o setor de turismo, responsável por bilhões de dólares em receitas anuais. A crise ocorre em meio à pressão americana sobre fornecedores de petróleo, levando ao corte de remessas da Venezuela e complicando ainda mais a logística cubana. 

Voos cancelados e rotas interrompidas por falta de combustível

A crise começou com a escassez de combustível de aviação (jet fuel), que tornou impossível abastecer aeronaves em aeroportos cubanos como Havana, Varadero e Cayo Coco. 

Autoridades aeronáuticas anunciaram que o abastecimento estava suspenso por, pelo menos, um mês, forçando companhias como a Air Canada a cancelar voos e repatriar passageiros.

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Sem combustível para aviação, não há como operar voos regulares. Muitas empresas estão realocando aeronaves ou exigindo paradas técnicas em países vizinhos para reabastecer. Para Cuba, isso significa menos turistas chegando e menos receita entrando.

Turismo entra em colapso durante a alta temporada

O impacto no turismo é sentido imediatamente. Cuba viveu anos de crescimento no setor, com mais de 1,8 milhão de visitantes em 2025, apesar de uma queda em relação aos anos anteriores. 

Agora, durante a alta temporada de inverno no Hemisfério Norte, os números despencam à medida que voos são cancelados e turistas antecipam suas partidas.

Grandes redes hoteleiras como NH fecharam todos os seus estabelecimentos no país. A Meliá, maior franquia espanhola em Cuba, anunciou o fechamento de três de seus 30 hotéis. 

O cenário preocupante reflete a pressão que a falta de combustível impõe ao setor de hospitalidade, que depende diretamente de visitantes estrangeiros.

Economia em risco com embargo ao petróleo

O bloqueio ao petróleo imposto pelos EUA não apenas limita o fornecimento de combustíveis, mas também desencadeia um efeito em cadeia na economia. Cuba depende de importações de petróleo para carros, barcos e geradores que alimentam sua infraestrutura. 

Com o corte das remessas venezuelanas e a pressão sobre outros potenciais fornecedores, as reservas estão se esgotando rapidamente.

Sem combustível, não há energia suficiente para fornecer serviços públicos básicos, operar transportes ou manter a indústria turística. 

As linhas de abastecimento estão sob forte estresse, levando países aliados, como a Rússia, a considerar o envio de ajuda de óleo sob a forma de combustível humanitário — em uma confrontação diplomática com Washington.

Repercussões além das fronteiras cubanas

As interrupções de voos e a instabilidade econômica geram alertas internacionais. Escritórios de turismo de países europeus recomendaram que viajantes evitem Cuba, devido à instabilidade de serviços como eletricidade, transporte e abastecimento. 

A situação caótica na ilha educa turistas e operadores a terem cautela ao planejar férias no Caribe.

Além disso, mesmo turistas que chegaram à ilha enfrentam dificuldades para retornar, e em alguns casos governos estão organizando voos de evacuação para seus cidadãos. 

A combinação de sanções, cancelamentos de voos e crise de combustível aprofunda a insegurança sobre o futuro imediato da economia cubana.

Você acha que o embargo ao petróleo que está paralisando o turismo em Cuba pode transformar definitivamente a economia da ilha ou será revertido por pressões internacionais?

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Rannyson Moura

Graduado em Publicidade e Propaganda pela UERN; mestre em Comunicação Social pela UFMG e doutorando em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG. Atua como redator freelancer desde 2019, com textos publicados em sites como Baixaki, MinhaSérie e Letras.mus.br. Academicamente, tem trabalhos publicados em livros e apresentados em eventos da área. Entre os temas de pesquisa, destaca-se o interesse pelo mercado editorial a partir de um olhar que considera diferentes marcadores sociais.

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