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CSN tenta retomar as obras da ferrovia Transnordestina

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 16/09/2019 às 12:35

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Já foram investidos na obra R$ 6,2 bilhões e ainda faltam R$ 6,7 bilhões para concluir os 48% da ferrovia que restam para ser feitos.

Nesta sexta-feira, 13, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) confirmou  que tem mantido conversas com o Governo Federal para retomar as obras da ferrovia Transnordestina, que ligará o interior do Piauí aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE). A empresa corre o risco de perder a concessão devido a dois processos administrativos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Governo ligará por ferrovia o Porto de Itaqui, no Maranhão ao Porto de Santos.

O processo mais avançado envolve a malha em operação da chamada velha Transnordestina – resultado da privatização da malha ferroviária do Nordeste na década de 1990. Quem decidirá o futuro da ferrovia será o Ministério de Infraestrutura.

O caso mais grave envolve a nova Transnordestina, em construção há 13 anos. Desde o ano passado, as obras estão paralisadas por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), que viu problemas “de ordem técnica e financeira”. Segundo a Corte, o andamento das obras é incompatível com a execução financeira inicialmente prevista.

Já foram investidos R$ 6,2 bilhões na obra, parada desde o início de 2017. Ainda faltam R$ 6,7 bilhões para concluir os 48% da ferrovia que restam.

Iniciado em 2006, o projeto teve seu orçamento revisto algumas vezes. Os primeiros estudos apontavam que o valor mais razoável girava em torno de R$ 8 bilhões. Mas o Governo pediu mudanças e reduziu para R$ 4,5 bilhões. Em 2012, o orçamento já estava em R$ 5,4 bilhões e subiu para R$ 7,5 bilhões depois de uma série de negociações entre os acionistas. Hoje, o empreendimento está em R$ 11,2 bilhões.

Do montante investido até agora, R$ 1,3 bilhão – 20% do total – saiu dos cofres da CSN. Outros 61% foram financiados por fundos públicos destinados a projetos no Nordeste, como Finor, FNE e FDNE e pelo Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A estatal Valec colocou R$ 1,2 bilhão no empreendimento.

A continuidade das obras da Transnordestina foi elencada por representantes dos nove estados nordestinos, mais Minas Gerais e Espírito Santo, como uma das ações prioritárias do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE) a serem incluídas no Plano Plurianual (PPA).

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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