Correios tentam novo acordo após recusa do Tesouro a crédito bilionário, ampliando o risco para operações em 2026.
Correios buscam novo acordo com o Tesouro após recusa a empréstimo bilionário e ampliam esforço para manter operações
Os Correios tentam, mais uma vez, obter apoio financeiro do governo após o Tesouro Nacional rejeitar o pedido de empréstimo de R$ 20 bilhões que sustentaria a continuidade das operações da estatal.
A direção da empresa confirmou, nesta sexta-feira (6), que está reformulando o modelo financeiro enviado ao governo e buscando alternativas para viabilizar o crédito ainda em 2025.
O novo movimento ocorre porque, segundo a companhia, o Tesouro discordou das condições apresentadas pelos bancos credores, o que impediu a concessão do aval. Assim, a estatal decidiu reconstruir a proposta para atender às exigências fiscais e reduzir riscos.
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Em comunicado interno enviado aos funcionários, a empresa afirmou que “Correios e Tesouro trabalham juntos para construir alternativas”, reforçando que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já mencionou publicamente a busca por soluções.
A orientação é preparar um novo desenho de financiamento que seja mais equilibrado, com menor custo e maior segurança operacional.
Como os Correios estão agindo após o impasse
A companhia informou que, enquanto renegocia com o governo, está adotando medidas para preservar o caixa e garantir a continuidade das entregas. Além disso, a estatal reforçou que está alinhada ao Plano de Reestruturação 2025–2027, que busca reduzir despesas e melhorar desempenho.
A prioridade imediata é manter fornecedores essenciais, cumprir prazos e evitar interrupções no fluxo de encomendas. O objetivo operacional é alcançar 95% das entregas no prazo até janeiro de 2026, índice considerado crucial para evitar perda de grandes contratos.
A diretoria destacou que cada etapa econômica — de economia interna à fidelização de clientes — é decisiva para superar o momento crítico. “Cada entrega no prazo, cada cliente satisfeito e cada economia gerada fazem diferença”, diz o comunicado.
Por que o empréstimo foi negado e o que o governo exige
O ministro Fernando Haddad afirmou que não haverá empréstimo, aporte ou aval até que o plano de recuperação dos Correios seja totalmente aprovado. Segundo ele, o governo não liberará recursos sem contrapartidas claras nem fora das regras fiscais.
De acordo com Haddad, a decisão final depende da análise técnica do Tesouro Nacional, responsável por avaliar a saúde financeira da estatal e o impacto de qualquer operação de crédito. Ele também reforçou que está estudando alternativas, mas alertou que “não há solução automática”.
Correios entram em fase decisiva para sobreviver
A estatal reconhece que 2026 será um ano crítico para sua sobrevivência e que a estabilidade financeira de curto prazo é indispensável para avançar na reestruturação. Por isso, a diretoria tem reforçado aos funcionários a necessidade de união.
“Todos nós, empregados e gestores, precisamos ter a mesma causa: garantir a continuidade da empresa, preservar empregos e assegurar a remuneração de todos”, afirmou a direção no documento.
O que esperar nos próximos meses
Diante do cenário, especialistas avaliam que a estatal só conseguirá virar o jogo se entregar um plano robusto de recuperação, contendo cortes de custos, modernização logística e estratégias para recuperar participação no mercado.
Além disso, a renegociação com o Tesouro deve definir se os Correios terão acesso ao crédito necessário para evitar colapso operacional.
Enquanto isso, a empresa tenta equilibrar suas contas, reorganizar processos e manter o atendimento ao público sem prejuízos — tarefa essencial para evitar novas perdas financeiras.

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