A Embraer informou sobre o contrato no valor de 3,9 bilhões, para a venda de aeronaves com entregas previstas para começarem em 2023
A fabricante de aeronaves Embraer informou que a empresa norte-americana Azorra assinou um contrato para a compra de 20 aeronaves da família E2 e mais 30 direitos de compra, somando um total de 50 unidades. O pedido é avaliado, em preço de tabela, em um total de US$ 3,9 bilhões. De acordo com a Embraer, a negociação é flexível e dá a permissão à Azorra para que ela compre aeronaves E190-E2 ou E195-E2.
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“Nossa equipe tem uma longa e produtiva história com a Embraer. Na Jetscape, fomos a primeira empresa de leasing independente a se comprometer com o programa E-Jet da Embraer em dezembro de 2007, e depois os E-Jets estabeleceram uma base global de clientes, com mais de 80 operadores. A primeira aeronave nova da Azorra foi um Phenom 300, adquirido da Embraer em dezembro de 2016”, declara John Evans, diretor executivo da Azorra.
Além disso, Evans acrescenta que, devido à modernidade e ao desempenho, não só econômico mas também ambientalmente superior, a família de aeronaves E2 reforça o ideal de tornar a Azorra uma das líderes no mercado de aviação.
Sobre a Azorra
A Azorra fornece produtos financeiros à medida e serviços de gestão especializada, além de assessoria para companhias aéreas, investidores e locadores. Com isso, é uma empresa de leasing de aeronaves, especialista em aeronaves executivas, regionais e comerciais, sediada na Flórida, conforme consta em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pela Embraer.
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As entregas das aeronaves que constam no contrato de aquisição terão as entregas iniciadas em 2023, e irão adicionar mais 20 aeronaves da Embraer junto às demais 21 que já estão no portfólio.
A Azorra e a Embraer possuem uma relação muito próxima, considerando que a companhia estadunidense também faz parte do projeto Eve, startup de “carros voadores” da empresa brasileira. O novo investimento está contribuindo para que a Embraer se recupere após a tentativa mal sucedida de unir as suas operações de aviação comercial à Boeing, que teve início em 2018 e foi abortada pouco tempo antes da pandemia da Covid-19, no início do ano de 2020.
Essa recuperação da Embraer ficou evidente com a valorização das ações da empresa em um contexto de queda do mercado no Ibovespa, que é o principal índice de ações brasileiro. Enquanto essa última foi de 12%, as ações da Embraer sofreram valorização de mais de 180% durante o ano de 2021.
