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Constellation abre vaga de eletroeletrônico offshore em escala 14×14 com base em Rio das Ostras; inscrições vão até 20 de outubro

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 01/10/2026 às 12:49
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Trabalhador da Constellation na área de perfuração de uma unidade da empresa.
Trabalhador da Constellation na área de perfuração de uma unidade da empresa. Foto: Divulgação / Constellation
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A vaga de eletroeletrônico offshore da Constellation aceita seis formações técnicas, exige CBSP e NR-10 válidos e coloca o contratado na manutenção elétrica e eletrônica de sondas de perfuração.

A Constellation abriu vaga de eletroeletrônico offshore em escala 14×14, com base em Rio das Ostras (RJ). O cadastro na Gupy vai até 20 de outubro e pede curso técnico, CBSP e NR-10.

A vaga foi publicada em 9 de setembro de 2026 na página oficial da Constellation na Gupy. Ali, a empresa se apresenta como “líder em perfuração em águas ultraprofundas no Brasil”.

A Gupy registra 20 de outubro como data final do cadastro. De 1º a 20 de outubro de 2026 são 20 dias corridos, contando os dois dias, para quem quer disputar o cargo.

Vaga de eletroeletrônico offshore: o que a Constellation pede

A Constellation lista três requisitos básicos para a vaga de eletroeletrônico offshore. O primeiro, detalha a Gupy, é ensino médio com curso técnico em uma das áreas aceitas pela empresa.

Cabine de comando da perfuração em unidade da Constellation, com painéis e sistemas elétricos e eletrônicos.
Cabine de comando da perfuração em unidade da Constellation, com painéis e sistemas elétricos e eletrônicos. Foto: Divulgação / Constellation

Os outros dois são certificados: o “Certificado do Curso CBSP válido” e o “Certificado do Curso NR-10 válido”. Sem o CBSP e a NR-10 em dia, o candidato não preenche o básico da vaga.

O que conta a favor vem num bloco à parte, chamado “Você se destaca, se tiver”. Nele, a Constellation pede “Experiência offshore em unidades de perfuração”, ou seja, vivência em sonda é diferencial.

Quem já embarcou em sonda sai na frente na seleção. Quem nunca embarcou, mas tem o técnico, o CBSP e a NR-10, atende os três requisitos básicos que a vaga mostra na Gupy.

Seis cursos técnicos que servem para a vaga

A vaga de eletroeletrônico offshore aceita seis formações técnicas, informa a Constellation. Basta uma delas, junto com o ensino médio, para cumprir o primeiro requisito publicado.

  • Eletrotécnica
  • Eletrônica
  • Elétrica
  • Eletromecânica
  • Mecatrônica
  • Automação

A lista da Gupy abre a porta para quem não fez exatamente eletroeletrônica. Técnicos em mecatrônica e automação também entram, o que amplia o público que pode disputar o cargo.

CBSP e NR-10: os dois certificados obrigatórios

O CBSP é o Curso Básico de Segurança de Plataforma. Ele prepara o trabalhador para emergências a bordo, como abandono da unidade, combate a incêndio e sobrevivência no mar.

Sem o CBSP, ninguém embarca em plataforma no Brasil. Por isso o certificado aparece em quase toda vaga offshore, e a Constellation pede que esteja “válido” na hora da candidatura.

A NR-10 é a norma regulamentadora de segurança em instalações e serviços em eletricidade. O curso ensina a trabalhar perto de energia elétrica com controle de risco, bloqueio e equipamento de proteção.

Para um eletroeletrônico, a NR-10 é o documento de base. Como a vaga exige o certificado “válido”, vale checar a data do curso antes de se cadastrar, porque a NR-10 tem reciclagem periódica.

O que o eletroeletrônico faz a bordo da sonda

A missão do cargo, descreve a Constellation, é “Atuar na instalação, reparo de equipamentos elétricos e eletrônicos a bordo da plataforma”. O profissional também garante as inspeções diárias desses equipamentos.

A manutenção preventiva e corretiva segue ordens de serviço programadas no sistema de manutenção “MÁXIMO”, detalha a vaga. Essas ordens são coordenadas com o supervisor da área a bordo.

Uma das tarefas chama atenção. O eletroeletrônico offshore ajuda no “reparo de sistemas eletrônicos em equipamentos submarinos do BOP”, mostra a Gupy, além da instrumentação de montagem de perfuração.

O BOP é o conjunto de válvulas de segurança instalado sobre a cabeça do poço, no fundo do mar. Ele serve para fechar o poço numa emergência, por isso a eletrônica dele é item crítico.

Sensores, peças e relatórios

O cargo inclui ainda a “instalação, calibração e modificação de sensores em geral da unidade”, detalha a Constellation. Numa sonda, os sensores alimentam os painéis que a equipe acompanha durante a perfuração.

Outra tarefa publicada é manter o estoque de peças de reposição. Quando falta peça, o eletroeletrônico avisa o “Supervisor de Eletroeletrônica”, registra a vaga na Gupy.

A Constellation pede também que o profissional informe ao supervisor e aos chefes de departamento qualquer problema técnico que possa “afetar a segurança operacional da plataforma”.

O trabalho termina no papel. A vaga mostra que cabe ao cargo garantir que os relatórios de reparo e manutenção estejam “preenchidos e precisos”.

Escala 14×14: a conta de um ano embarcado

O regime da vaga, registra a Gupy, é “Regime Offshore – 14X14”. Na escala 14×14, o profissional passa 14 dias embarcado na unidade e 14 dias de folga em terra, em ciclos que se repetem.

Profissionais da Constellation no convés de uma unidade de perfuração.
Profissionais da Constellation no convés de uma unidade de perfuração. Foto: Divulgação / Constellation

Cada ciclo completo da escala 14×14 dura 28 dias. A conta do ano é simples: 365 dias divididos por 28 dão cerca de 13 ciclos, ou perto de 13 embarques por ano.

Multiplicando 13 embarques por 14 dias, o eletroeletrônico offshore passa cerca de 182 dias por ano a bordo. A outra metade do ano fica em terra, em blocos de duas semanas seguidas.

Esse é o atrativo que mais pesa no setor. Quem mora longe da base ganha tempo com a família nas folgas, mas precisa estar pronto para duas semanas seguidas no mar.

Onde fica a base em Rio das Ostras

O endereço registrado na vaga é a Rua do Engenheiro, em Rio das Ostras, no Rio de Janeiro. O trabalho em si acontece embarcado, nas unidades de perfuração da Constellation.

A vaga é presencial e de contratação efetiva, mostra a página da Gupy. O motivo registrado para a abertura é aumento de quadro, e não reposição de alguém que saiu.

A Constellation também marca a vaga de Rio das Ostras como aberta a pessoas com deficiência, informa a página do processo seletivo na Gupy.

Benefícios da vaga de eletroeletrônico offshore

A empresa diz oferecer “uma lista completa de benefícios” para o cargo. Todos os itens abaixo estão publicados na própria vaga, na página da Constellation na Gupy.

  • Assistência médica
  • Assistência odontológica
  • Seguro de vida em grupo
  • Vale-alimentação ou vale-refeição
  • Previdência privada
  • Auxílio Natal
  • Auxílio-creche
  • Auxílio-aniversário
  • Auxílio volta às aulas
  • Auxílio-nascimento
  • Gympass

A Gupy mostra 11 benefícios na lista. A previdência privada e os auxílios ligados a filhos, como creche, volta às aulas e nascimento, pesam para quem passa metade do ano no mar.

Seis etapas, do cadastro à contratação

O processo seletivo tem seis fases, registra a Gupy. Só a primeira é feita pelo candidato na plataforma; as outras são conduzidas pela Constellation.

  1. Cadastro na Gupy
  2. Entrevista com o RH
  3. Entrevista com gestor ou entrevista técnica
  4. Avaliações e testes
  5. Exames médicos
  6. Contratação

A etapa que a Gupy chama de “Entrevista com Gestor(a) ou Técnica” é onde a experiência pesa. Ali, o candidato a eletroeletrônico offshore precisa mostrar que conhece manutenção elétrica e eletrônica.

Como se candidatar passo a passo

  1. Separe o diploma do ensino médio e o certificado do curso técnico em uma das seis áreas aceitas.
  2. Confira a validade do CBSP e do certificado de NR-10.
  3. Entre na página da vaga de eletroeletrônico na Gupy da Constellation.
  4. Faça o cadastro e preencha o currículo, com as unidades e funções em que já trabalhou.
  5. Conclua a candidatura até terça-feira, 20 de outubro.

Como a vaga cita “Experiência offshore em unidades de perfuração” como diferencial, quem já embarcou deve escrever no currículo o tipo de unidade e o período de cada embarque.

A frota da Constellation: nove unidades no Brasil

A Constellation descreve uma frota de “quatro navios-sonda, três plataformas semissubmersíveis com posicionamento dinâmico e uma semissubmersível ancorada e uma jack-up”. São nove unidades no total.

Equipe da Constellation na semissubmersível Gold Star, uma das nove unidades da frota.
Equipe da Constellation na semissubmersível Gold Star, uma das nove unidades da frota. Foto: Divulgação / Constellation

No site oficial, a empresa mostra Amaralina Star, Laguna Star, Brava Star, Gold Star, Lone Star, Alpha Star e Atlantic Star como unidades próprias. Tidal Action e Admarine 511 aparecem como unidades operadas.

A lâmina d’água máxima vai de 375 pés na Admarine 511 a 12.000 pés na Brava Star e na Tidal Action, mostra o site. Em metros, 12.000 pés dão cerca de 3.658 metros.

Segundo a Constellation, a gestão da Tidal Action, em 2025, foi o primeiro contrato da empresa para operar um ativo de terceiros. No mesmo ano veio a primeira jack-up sob sua gestão, a Admarine 511.

O tamanho da parte elétrica de um navio-sonda

A ficha técnica da Brava Star, publicada pela Constellation, mostra o porte do trabalho elétrico. O navio-sonda tem seis geradores principais, com 48.000 kW no total.

A conta dá 8.000 kW por gerador. A unidade tem ainda um gerador de emergência de 1.350 kW e distribuição de energia da ABB, detalha a ficha da Brava Star no site da empresa.

As fichas da Constellation mostram a acomodação de três unidades: 200 pessoas na Brava Star, 180 na Laguna Star e 150 na semissubmersível Gold Star.

O BOP dessas três unidades tem 18¾ polegadas e trabalha com 15.000 psi, mostram as fichas. É nesse equipamento que o eletroeletrônico offshore ajuda a reparar a eletrônica submarina.

Mais de 45 anos perfurando, da terra às águas ultraprofundas

A Constellation conta que começou em 1980 com perfuração em terra. As operações offshore vieram em 1994, com a sonda Alaskan Star, informa a linha do tempo da empresa.

A entrada em águas ultraprofundas veio em 2010, com Gold Star, Lone Star e Alpha Star, mostra o site. Amaralina Star e Laguna Star chegaram em 2012, e a Brava Star, em 2015.

Em 2025, as ações passaram a ser negociadas na bolsa da Noruega, com o código COSH, registra a Constellation. Em 2026, a empresa subiu para o mercado principal, a Euronext Oslo Børs.

Desde 2014, detalha o site, a Constellation mantém um centro de operações em tempo real, o RTOC, que acompanha o desempenho das sondas e apoia decisões a partir de terra.

Trainee, cursos gratuitos e outras vagas abertas

A vaga de eletroeletrônico não é a única porta. A Constellation mantém um Programa Trainee Offshore de até 24 meses, informa a página de carreiras, para formar profissionais em perfuração, eletroeletrônico, manutenção e subsea.

A empresa também cita o Estrelas do Horizonte, curso gratuito que prepara mulheres de Macaé e Rio das Ostras para o trabalho offshore. A meta publicada é dobrar a participação de mulheres nas operações.

Na página da Constellation na Gupy, nesta quinta-feira (1º), havia 18 vagas listadas, entre elas sondador, supervisor de mecânica, operador de posicionamento dinâmico, imediato e marinheiro de convés.

Quem acompanha o setor pode ver como funcionou o programa trainee offshore da Constellation e a vaga de técnico em segurança do trabalho com escala 14×14 aberta pela empresa no RJ.

Inscrições para eletroeletrônico offshore vão até 20 de outubro

O cadastro é feito só pela página da Constellation na Gupy, que registra como data final a terça-feira, 20 de outubro de 2026.

Quem tem técnico em uma das seis áreas aceitas, CBSP e NR-10 válidos pode se candidatar à base de Rio das Ostras. Na escala 14×14, metade do ano fica em terra, e a experiência em sonda conta a favor.

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