A vaga de eletroeletrônico offshore da Constellation aceita seis formações técnicas, exige CBSP e NR-10 válidos e coloca o contratado na manutenção elétrica e eletrônica de sondas de perfuração.
A Constellation abriu vaga de eletroeletrônico offshore em escala 14×14, com base em Rio das Ostras (RJ). O cadastro na Gupy vai até 20 de outubro e pede curso técnico, CBSP e NR-10.
A vaga foi publicada em 9 de setembro de 2026 na página oficial da Constellation na Gupy. Ali, a empresa se apresenta como “líder em perfuração em águas ultraprofundas no Brasil”.
A Gupy registra 20 de outubro como data final do cadastro. De 1º a 20 de outubro de 2026 são 20 dias corridos, contando os dois dias, para quem quer disputar o cargo.
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Como encontrar o primeiro trabalho embarcado?
Vaga de eletroeletrônico offshore: o que a Constellation pede
A Constellation lista três requisitos básicos para a vaga de eletroeletrônico offshore. O primeiro, detalha a Gupy, é ensino médio com curso técnico em uma das áreas aceitas pela empresa.

Os outros dois são certificados: o “Certificado do Curso CBSP válido” e o “Certificado do Curso NR-10 válido”. Sem o CBSP e a NR-10 em dia, o candidato não preenche o básico da vaga.
O que conta a favor vem num bloco à parte, chamado “Você se destaca, se tiver”. Nele, a Constellation pede “Experiência offshore em unidades de perfuração”, ou seja, vivência em sonda é diferencial.
Quem já embarcou em sonda sai na frente na seleção. Quem nunca embarcou, mas tem o técnico, o CBSP e a NR-10, atende os três requisitos básicos que a vaga mostra na Gupy.
Seis cursos técnicos que servem para a vaga
A vaga de eletroeletrônico offshore aceita seis formações técnicas, informa a Constellation. Basta uma delas, junto com o ensino médio, para cumprir o primeiro requisito publicado.
- Eletrotécnica
- Eletrônica
- Elétrica
- Eletromecânica
- Mecatrônica
- Automação
A lista da Gupy abre a porta para quem não fez exatamente eletroeletrônica. Técnicos em mecatrônica e automação também entram, o que amplia o público que pode disputar o cargo.
CBSP e NR-10: os dois certificados obrigatórios
O CBSP é o Curso Básico de Segurança de Plataforma. Ele prepara o trabalhador para emergências a bordo, como abandono da unidade, combate a incêndio e sobrevivência no mar.
Sem o CBSP, ninguém embarca em plataforma no Brasil. Por isso o certificado aparece em quase toda vaga offshore, e a Constellation pede que esteja “válido” na hora da candidatura.
A NR-10 é a norma regulamentadora de segurança em instalações e serviços em eletricidade. O curso ensina a trabalhar perto de energia elétrica com controle de risco, bloqueio e equipamento de proteção.
Para um eletroeletrônico, a NR-10 é o documento de base. Como a vaga exige o certificado “válido”, vale checar a data do curso antes de se cadastrar, porque a NR-10 tem reciclagem periódica.
O que o eletroeletrônico faz a bordo da sonda
A missão do cargo, descreve a Constellation, é “Atuar na instalação, reparo de equipamentos elétricos e eletrônicos a bordo da plataforma”. O profissional também garante as inspeções diárias desses equipamentos.
A manutenção preventiva e corretiva segue ordens de serviço programadas no sistema de manutenção “MÁXIMO”, detalha a vaga. Essas ordens são coordenadas com o supervisor da área a bordo.
Uma das tarefas chama atenção. O eletroeletrônico offshore ajuda no “reparo de sistemas eletrônicos em equipamentos submarinos do BOP”, mostra a Gupy, além da instrumentação de montagem de perfuração.
O BOP é o conjunto de válvulas de segurança instalado sobre a cabeça do poço, no fundo do mar. Ele serve para fechar o poço numa emergência, por isso a eletrônica dele é item crítico.
Sensores, peças e relatórios
O cargo inclui ainda a “instalação, calibração e modificação de sensores em geral da unidade”, detalha a Constellation. Numa sonda, os sensores alimentam os painéis que a equipe acompanha durante a perfuração.
Outra tarefa publicada é manter o estoque de peças de reposição. Quando falta peça, o eletroeletrônico avisa o “Supervisor de Eletroeletrônica”, registra a vaga na Gupy.
A Constellation pede também que o profissional informe ao supervisor e aos chefes de departamento qualquer problema técnico que possa “afetar a segurança operacional da plataforma”.
O trabalho termina no papel. A vaga mostra que cabe ao cargo garantir que os relatórios de reparo e manutenção estejam “preenchidos e precisos”.
Escala 14×14: a conta de um ano embarcado
O regime da vaga, registra a Gupy, é “Regime Offshore – 14X14”. Na escala 14×14, o profissional passa 14 dias embarcado na unidade e 14 dias de folga em terra, em ciclos que se repetem.

Cada ciclo completo da escala 14×14 dura 28 dias. A conta do ano é simples: 365 dias divididos por 28 dão cerca de 13 ciclos, ou perto de 13 embarques por ano.
Multiplicando 13 embarques por 14 dias, o eletroeletrônico offshore passa cerca de 182 dias por ano a bordo. A outra metade do ano fica em terra, em blocos de duas semanas seguidas.
Esse é o atrativo que mais pesa no setor. Quem mora longe da base ganha tempo com a família nas folgas, mas precisa estar pronto para duas semanas seguidas no mar.
Onde fica a base em Rio das Ostras
O endereço registrado na vaga é a Rua do Engenheiro, em Rio das Ostras, no Rio de Janeiro. O trabalho em si acontece embarcado, nas unidades de perfuração da Constellation.
A vaga é presencial e de contratação efetiva, mostra a página da Gupy. O motivo registrado para a abertura é aumento de quadro, e não reposição de alguém que saiu.
A Constellation também marca a vaga de Rio das Ostras como aberta a pessoas com deficiência, informa a página do processo seletivo na Gupy.
Benefícios da vaga de eletroeletrônico offshore
A empresa diz oferecer “uma lista completa de benefícios” para o cargo. Todos os itens abaixo estão publicados na própria vaga, na página da Constellation na Gupy.
- Assistência médica
- Assistência odontológica
- Seguro de vida em grupo
- Vale-alimentação ou vale-refeição
- Previdência privada
- Auxílio Natal
- Auxílio-creche
- Auxílio-aniversário
- Auxílio volta às aulas
- Auxílio-nascimento
- Gympass
A Gupy mostra 11 benefícios na lista. A previdência privada e os auxílios ligados a filhos, como creche, volta às aulas e nascimento, pesam para quem passa metade do ano no mar.
Seis etapas, do cadastro à contratação
O processo seletivo tem seis fases, registra a Gupy. Só a primeira é feita pelo candidato na plataforma; as outras são conduzidas pela Constellation.
- Cadastro na Gupy
- Entrevista com o RH
- Entrevista com gestor ou entrevista técnica
- Avaliações e testes
- Exames médicos
- Contratação
A etapa que a Gupy chama de “Entrevista com Gestor(a) ou Técnica” é onde a experiência pesa. Ali, o candidato a eletroeletrônico offshore precisa mostrar que conhece manutenção elétrica e eletrônica.
Como se candidatar passo a passo
- Separe o diploma do ensino médio e o certificado do curso técnico em uma das seis áreas aceitas.
- Confira a validade do CBSP e do certificado de NR-10.
- Entre na página da vaga de eletroeletrônico na Gupy da Constellation.
- Faça o cadastro e preencha o currículo, com as unidades e funções em que já trabalhou.
- Conclua a candidatura até terça-feira, 20 de outubro.
Como a vaga cita “Experiência offshore em unidades de perfuração” como diferencial, quem já embarcou deve escrever no currículo o tipo de unidade e o período de cada embarque.
A frota da Constellation: nove unidades no Brasil
A Constellation descreve uma frota de “quatro navios-sonda, três plataformas semissubmersíveis com posicionamento dinâmico e uma semissubmersível ancorada e uma jack-up”. São nove unidades no total.

No site oficial, a empresa mostra Amaralina Star, Laguna Star, Brava Star, Gold Star, Lone Star, Alpha Star e Atlantic Star como unidades próprias. Tidal Action e Admarine 511 aparecem como unidades operadas.
A lâmina d’água máxima vai de 375 pés na Admarine 511 a 12.000 pés na Brava Star e na Tidal Action, mostra o site. Em metros, 12.000 pés dão cerca de 3.658 metros.
Segundo a Constellation, a gestão da Tidal Action, em 2025, foi o primeiro contrato da empresa para operar um ativo de terceiros. No mesmo ano veio a primeira jack-up sob sua gestão, a Admarine 511.
O tamanho da parte elétrica de um navio-sonda
A ficha técnica da Brava Star, publicada pela Constellation, mostra o porte do trabalho elétrico. O navio-sonda tem seis geradores principais, com 48.000 kW no total.
A conta dá 8.000 kW por gerador. A unidade tem ainda um gerador de emergência de 1.350 kW e distribuição de energia da ABB, detalha a ficha da Brava Star no site da empresa.
As fichas da Constellation mostram a acomodação de três unidades: 200 pessoas na Brava Star, 180 na Laguna Star e 150 na semissubmersível Gold Star.
O BOP dessas três unidades tem 18¾ polegadas e trabalha com 15.000 psi, mostram as fichas. É nesse equipamento que o eletroeletrônico offshore ajuda a reparar a eletrônica submarina.
Mais de 45 anos perfurando, da terra às águas ultraprofundas
A Constellation conta que começou em 1980 com perfuração em terra. As operações offshore vieram em 1994, com a sonda Alaskan Star, informa a linha do tempo da empresa.
A entrada em águas ultraprofundas veio em 2010, com Gold Star, Lone Star e Alpha Star, mostra o site. Amaralina Star e Laguna Star chegaram em 2012, e a Brava Star, em 2015.
Em 2025, as ações passaram a ser negociadas na bolsa da Noruega, com o código COSH, registra a Constellation. Em 2026, a empresa subiu para o mercado principal, a Euronext Oslo Børs.
Desde 2014, detalha o site, a Constellation mantém um centro de operações em tempo real, o RTOC, que acompanha o desempenho das sondas e apoia decisões a partir de terra.
Trainee, cursos gratuitos e outras vagas abertas
A vaga de eletroeletrônico não é a única porta. A Constellation mantém um Programa Trainee Offshore de até 24 meses, informa a página de carreiras, para formar profissionais em perfuração, eletroeletrônico, manutenção e subsea.
A empresa também cita o Estrelas do Horizonte, curso gratuito que prepara mulheres de Macaé e Rio das Ostras para o trabalho offshore. A meta publicada é dobrar a participação de mulheres nas operações.
Na página da Constellation na Gupy, nesta quinta-feira (1º), havia 18 vagas listadas, entre elas sondador, supervisor de mecânica, operador de posicionamento dinâmico, imediato e marinheiro de convés.
Quem acompanha o setor pode ver como funcionou o programa trainee offshore da Constellation e a vaga de técnico em segurança do trabalho com escala 14×14 aberta pela empresa no RJ.
Inscrições para eletroeletrônico offshore vão até 20 de outubro
O cadastro é feito só pela página da Constellation na Gupy, que registra como data final a terça-feira, 20 de outubro de 2026.
Quem tem técnico em uma das seis áreas aceitas, CBSP e NR-10 válidos pode se candidatar à base de Rio das Ostras. Na escala 14×14, metade do ano fica em terra, e a experiência em sonda conta a favor.
