Trinta e três leões resgatados de dez circos no Peru e na Colômbia foram levados em 2016 para a África do Sul, numa operação descrita como o maior transporte aéreo de leões da história. Muitos apresentavam danos graves: alguns estavam sem garras ou dentes, e um teria perdido um olho.
Os 33 leões foram retirados de dez circos do Peru e da Colômbia depois de anos mantidos em cativeiro e seriam levados de avião de volta ao continente africano. A operação foi apresentada como o maior transporte aéreo de leões já realizado até então, com destino final no Emoya Big Cat Sanctuary, na província de Limpopo, África do Sul.
Segundo reportagem publicada pelo Observador em 27 de abril de 2016, com informações do jornal britânico The Guardian, o resgate foi organizado e financiado pela Animal Defenders International (ADI). A entidade trabalhava havia anos com legisladores e autoridades do Peru e da Colômbia para proibir o uso de animais selvagens em circos.
33 leões foram retirados de dez circos no Peru e na Colômbia

Os animais vieram de dez circos espalhados pelos dois países sul-americanos. A operação reuniu leões que haviam passado anos sob condições de cativeiro e apresentavam diferentes sequelas.
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A transferência para a África do Sul representava a etapa final de uma ação que buscava retirar esses grandes felinos do circuito de espetáculos. O plano era levá-los para um santuário privado em Limpopo, onde permaneceriam no continente africano.
Alguns leões estavam sem garras ou dentes
Os anos em circos deixaram marcas físicas severas em parte do grupo. Segundo o The Guardian, alguns dos animais foram encontrados sem garras ou sem dentes.
A reportagem também informa que um dos leões teria perdido um olho. Os ferimentos reforçavam a dimensão dos problemas enfrentados pelos animais durante o período em que permaneceram em cativeiro.
Animal Defenders International organizou e financiou o resgate
A operação ficou sob responsabilidade da Animal Defenders International, organização internacional de defesa dos animais. A entidade assumiu tanto a organização quanto o financiamento da transferência.
A ADI já atuava junto ao poder público do Peru e da Colômbia para combater a utilização de animais selvagens em circos, ambientes apontados pela organização como locais em que esses animais frequentemente sofriam maus-tratos e eram mantidos sem condições adequadas.
Primeiros nove leões seriam recolhidos em Bogotá

O transporte foi planejado em etapas. O avião de carga deveria começar a operação em Bogotá, capital da Colômbia, onde seriam embarcados os primeiros nove leões.
O grupo seguiria então até Lima, no Peru. Na capital peruana, seriam recolhidos os 24 animais restantes, completando os 33 que fariam a travessia aérea até a África.
Avião de carga levaria os 33 animais até Joanesburgo
Os leões seriam transportados em jaulas dentro de um avião de carga da companhia norte-americana McDonnell Douglas, conforme descrito pela reportagem.
Depois de passar por Bogotá e Lima, a aeronave seguiria até Joanesburgo, na África do Sul. A partir dali, a etapa final da viagem seria feita por terra.
De Joanesburgo, viagem seguiria por estrada até Limpopo
Após o desembarque em Joanesburgo, os animais seriam levados por via terrestre até o Emoya Big Cat Sanctuary, localizado na província sul-africana de Limpopo.
O santuário foi apresentado como a nova casa dos leões resgatados. A expectativa era de que eles permanecessem ali depois de deixarem definitivamente os circos da América do Sul.
Operação foi descrita como inédita na história
O The Guardian classificou a transferência como o maior transporte aéreo de leões já realizado na história até aquele momento. A dimensão da ação estava ligada tanto à quantidade de animais quanto à distância entre os países de origem e o destino.
Os 33 leões deixariam a América do Sul em uma única grande operação logística. O trajeto ligava Colômbia, Peru e África do Sul em uma sequência coordenada de embarques e deslocamentos.
Tom Phillips chamou resgate de algo nunca feito antes
Tom Phillips, vice-presidente da Animal Defenders International, destacou a dimensão da operação. Ele afirmou ao The Guardian que nunca havia acontecido antes algo como retirar leões de circos da América do Sul e levá-los de volta para a África.
Phillips descreveu a operação como um dos melhores resgates já vistos e comparou a situação a um conto de fadas. A declaração refletia a expectativa da organização antes do transporte dos animais.
Campanha também buscava mudar leis sobre animais em circos
O trabalho da ADI não se limitava ao resgate dos 33 leões. A organização vinha atuando junto a legisladores e autoridades políticas do Peru e da Colômbia para impedir o uso de animais selvagens em espetáculos circenses.
Essa frente ajudou a criar o contexto em que os animais puderam ser retirados. O resgate dos leões foi, portanto, ligado a uma campanha mais ampla contra a manutenção de animais selvagens em circos.
Leões deixaram para trás anos de cativeiro e sequelas físicas
Os danos apresentados pelos animais mostravam o peso do período passado em cativeiro. Garras ausentes, dentes perdidos e a perda de um olho em um dos leões estavam entre as consequências relatadas.
A transferência tinha como destino um ambiente especializado na África do Sul. A fonte não detalha, porém, a extensão em hectares do santuário nem apresenta informações posteriores sobre a situação dos animais anos depois do resgate.
Emoya Big Cat Sanctuary era o destino final na África do Sul
O Emoya Big Cat Sanctuary, em Limpopo, foi definido como a nova casa dos 33 leões depois da longa operação aérea e terrestre. A expectativa apresentada em 2016 era de que os animais permanecessem ali pelo resto da vida.
O transporte representou a saída definitiva dos circos do Peru e da Colômbia para um grupo marcado por anos de cativeiro e ferimentos. A operação reuniu 33 animais, dez circos, dois países sul-americanos e uma travessia até a África do Sul.
Para você, operações internacionais desse porte deveriam ser ampliadas para retirar animais selvagens de circos e outros ambientes inadequados? Deixe sua opinião nos comentários.

