Nova mandioca desenvolvida pela Embrapa já é cultivada no Distrito Federal com irrigação automatizada, manejo mais eficiente e potencial para reduzir desperdícios de água, energia e mão de obra no campo.
A mandioca segue como um dos alimentos mais importantes da culinária brasileira, mas uma nova variedade desenvolvida pela Embrapa começa a chamar atenção no Distrito Federal por unir qualidade no consumo e ganho expressivo de produtividade. Segundo a reportagem, essa cultivar pode produzir de seis a oito vezes mais do que a média nacional, chegando a cerca de 100 toneladas por hectare.
Além do salto na colheita, a nova mandioca também se destaca por características valorizadas pelo mercado. Ela tem coloração super amarela, textura agradável, cozimento rápido e produção ao longo do ano, o que ajuda o produtor a manter uniformidade de oferta e atender melhor a demanda do consumidor.
Nova mandioca combina qualidade de mercado e alto rendimento

A nova variedade encontrada na propriedade acompanhada pela reportagem foi desenvolvida para entregar exatamente o que o mercado consumidor mais procura.
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De acordo com o produtor, trata-se de uma mandioca super amarela, com textura agradável e cozimento rápido, além da capacidade de produzir durante o ano inteiro.
Esse conjunto faz diferença tanto na comercialização quanto na aceitação do produto. Não se trata apenas de colher mais, mas de oferecer uma raiz com padrão valorizado e mais atrativa para o consumo.
O tempo de cultivo segue semelhante ao da mandioca tradicional, em torno de um ano, mas o ganho aparece de forma clara no volume produzido.
Produtividade da mandioca pode chegar a 100 toneladas por hectare
O dado mais impactante está na produtividade. Enquanto a produção média nacional da mandioca vendida nos mercados gira em torno de 13 toneladas por hectare, a variedade desenvolvida pela Embrapa pode alcançar cerca de 100 toneladas por hectare.
Isso representa um avanço muito expressivo para o produtor rural. Na prática, a cultivar entrega um rendimento de seis a oito vezes maior do que a média nacional citada na reportagem.
Esse resultado, no entanto, não depende apenas do melhoramento genético. Ele vem acompanhado de um pacote de tecnologias e práticas de manejo que tornam a produção mais eficiente e sustentável.
Irrigação automatizada ajuda a reduzir desperdícios
Na propriedade mostrada na reportagem, a lavoura utiliza irrigação com água e fertilizantes de forma automatizada.
Esse sistema permite aplicar a quantidade correta de insumos, reduzindo desperdícios e melhorando a gestão da produção.
Segundo os relatos apresentados, a automação ajuda a economizar água, energia e mão de obra, além de evitar problemas causados pelo excesso de irrigação.
Quando a água é usada acima do necessário, pode haver lixiviação de nutrientes, o que compromete o aproveitamento pela planta.
Com manejo mais preciso, o nutriente permanece em profundidade adequada para absorção, favorecendo o desenvolvimento da mandioca.
Cobertura dos canteiros melhora umidade e controle de ervas daninhas
Outro ponto importante do sistema adotado é o uso do mulching, o plástico que cobre os canteiros plantados.
Essa cobertura ajuda a manter a umidade do solo, controlar a temperatura e dificultar a propagação de ervas daninhas.
O efeito prático é relevante. Menos erva daninha significa menos necessidade de capina, o que reduz o gasto com mão de obra.
Ao mesmo tempo, a manutenção da umidade favorece uma gestão hídrica mais eficiente, com reflexos também no consumo de energia.
A tecnologia aplicada, portanto, não atua apenas na produtividade, mas também na redução de perdas ao longo do processo.
Clonagem por maniva acelera a formação de novas plantas
Como a espécie ainda está em fase experimental, conseguir mudas e amostras para reprodução não é simples. Por isso, a multiplicação é feita por clonagem a partir da maniva, que são pedaços do caule da planta.
No caso da mandioca, esse processo é mais direto do que muita gente imagina. A partir das manivas, novas plantas são formadas em cerca de 45 dias. Depois desse período, elas seguem para a estufa e, na sequência, vão para o campo.
É uma etapa essencial para expandir a produção dessa variedade sem depender de oferta ampla de mudas no mercado.
Assistência técnica orienta desde o solo até a irrigação
A lavoura apresentada foi iniciada há um ano e contou, desde o começo, com acompanhamento técnico da Emater do DF. Esse suporte inclui parâmetros agronômicos fundamentais, como análise de solo, correção e adubação de base.
O agrônomo responsável pela assistência afirma que as práticas adotadas na propriedade são acessíveis a outros produtores da região.
Os controladores de irrigação e fertirrigação, por exemplo, trabalham com válvulas que regulam a abertura e o fechamento dos setores irrigados.
O investimento inicial, segundo ele, tende a ser recuperado com rapidez graças à redução de mão de obra e ao uso mais racional de água e energia.
Mandioca também impressiona no prato e no planejamento de renda

Além do desempenho no campo, a variedade chama atenção no consumo. A reportagem destaca que a mandioca da Embrapa é mais fácil de descascar do que a convencional e apresenta coloração amarelo forte, característica que reforça seu apelo comercial.
Como a planta produz em um único ciclo, a orientação técnica é adotar o plantio escalonado. A lógica é simples: fazer novos plantios em intervalos de alguns meses para que a colheita aconteça em etapas.
Assim, o produtor consegue manter fluxo de produção e renda ao longo do ano, em vez de concentrar tudo em uma única janela.
Produtor do DF quer triplicar área após resultado no campo
No caso mostrado na reportagem, os resultados foram tão positivos que o próximo passo já está definido.
A expectativa é produzir 67 toneladas de mandioca de mesa neste ano e, a partir do próximo, expandir a área para dois ou três hectares destinados à raiz, além de mais dois hectares voltados apenas para a produção de maniva.
Esse movimento mostra como a combinação entre genética, manejo e tecnologia pode mudar o patamar da cultura.
A mandioca, que já é símbolo da culinária nacional, passa a ganhar também uma nova dimensão produtiva no campo, com potencial de aumentar a rentabilidade e reduzir desperdícios em um sistema mais eficiente.
E você, acha que essa nova mandioca da Embrapa pode mudar a produção no campo e também ganhar espaço na mesa do brasileiro?


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