O Banco Central iniciou a retirada gradual das cédulas da Primeira Família do Real, emitidas desde 1994, por meio da Instrução Normativa nº 488. As notas de R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100, além da cédula comemorativa de R$ 10 em polímero, estão sendo retiradas de circulação quando chegam às instituições financeiras. Cerca de 3% das cédulas antigas ainda circulavam quando a medida foi anunciada, e o avanço do Pix como principal meio de pagamento acelerou a transição.
O Banco Central do Brasil está aposentando silenciosamente as notas que acompanharam o país por três décadas. Segundo o ndmais, a Instrução Normativa BCB nº 488, publicada em julho de 2024, determinou que as instituições financeiras não devolvam à circulação as cédulas da Primeira Família do Real quando recebê-las. Na prática, isso significa que as notas antigas de R$ 2 a R$ 100 continuam valendo e podem ser usadas normalmente, mas quando chegam ao banco, são encaminhadas ao Banco Central e substituídas por versões mais modernas. Não existe prazo para troca obrigatória por parte da população.
A medida acontece em um cenário de transformação nos hábitos de pagamento dos brasileiros. O Pix, criado pelo próprio Banco Central, já é utilizado por 76,4% da população e aparece como meio de pagamento mais frequente para 46% dos entrevistados em pesquisas oficiais. Transferências instantâneas, QR Codes e aplicativos bancários tomaram o lugar que o dinheiro em espécie ocupava no cotidiano, especialmente nas transações urbanas e no comércio digital. A retirada das notas antigas coincide com esse avanço, embora o Banco Central atribua a decisão ao desgaste físico das cédulas após mais de 30 anos de circulação.
Quais notas o Banco Central está retirando

imagem: BC
A Instrução Normativa do Banco Central abrange todas as cédulas da chamada Primeira Família do Real, série lançada em 1994 junto com o Plano Real. As notas afetadas são as de R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100, além da cédula comemorativa de R$ 10 fabricada em polímero, criada em homenagem aos 500 anos do Descobrimento do Brasil.
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imagem: Banco Central
Essas cédulas foram produzidas entre 1994 e 2010, quando o Banco Central lançou a Segunda Família do Real com recursos de segurança superiores, tamanhos diferenciados por valor e elementos holográficos que dificultam a falsificação. Segundo levantamento citado pelo UOL, cerca de 3% das notas da Primeira Família ainda permaneciam em circulação quando a medida foi anunciada. Com 7,4 bilhões de cédulas em circulação no total, esse percentual ainda representa um volume significativo.
Como funciona o recolhimento na prática
O processo é discreto e não exige nenhuma ação dos cidadãos. O Banco Central determinou que, quando um banco recebe uma cédula da Primeira Família, ela não pode voltar à circulação. A instituição financeira separa a nota, armazena e posteriormente a encaminha ao Banco Central, que a substitui por uma cédula da Segunda Família.
Para o consumidor que tem notas antigas em casa, a orientação do Banco Central é simples: continue usando normalmente. Elas podem ser entregues em qualquer estabelecimento comercial, depositadas em caixas eletrônicos ou utilizadas em pagamentos sem nenhuma restrição. A diferença é que, ao entrar no sistema bancário, elas não retornam. É o que especialistas chamam de “aposentadoria silenciosa” do dinheiro físico antigo.
Por que o Banco Central retira as notas agora

imagem: José Cruz/ Agência Brasil
O motivo oficial apresentado pelo Banco Central é o desgaste natural das cédulas após mais de 30 anos de uso. Notas antigas chegam aos bancos rasgadas, manchadas, amassadas e com elementos de segurança comprometidos. Cédulas em más condições causam problemas em caixas eletrônicos, máquinas de contagem e processos de transporte de valores, além de dificultar a identificação de notas falsas.
A Segunda Família do Real, lançada a partir de 2010, trouxe inovações como tamanhos diferentes para cada valor, facilitando a identificação por deficientes visuais, e elementos holográficos mais sofisticados. O Banco Central quer que essas versões se tornem predominantes no meio circulante. A padronização não é apenas estética: ela reduz custos operacionais para o sistema financeiro e aumenta a segurança contra falsificações.
O papel do Pix na transformação do dinheiro
Embora o Banco Central insista que a retirada se deve ao desgaste, o contexto tecnológico é inescapável. O Pix revolucionou a forma como os brasileiros fazem pagamentos desde seu lançamento em novembro de 2020. Em muitos estabelecimentos comerciais, placas já indicam preferência por pagamentos digitais ou informam ausência de troco para espécie, refletindo uma mudança de comportamento que avança rapidamente.
O próprio Banco Central criou funcionalidades que reduzem a dependência de dinheiro físico, como o Pix Saque e o Pix Troco, que permitem ao consumidor obter dinheiro em espécie no comércio usando transferência digital. A retirada das notas antigas, o avanço do Pix e o desenvolvimento do Drex, a moeda digital brasileira, fazem parte de um mesmo movimento de modernização financeira conduzido pelo Banco Central. Mas nenhum deles significa o fim imediato do dinheiro em papel.
O que verificar antes de entregar suas notas antigas
Antes de depositar aquela nota guardada na gaveta, vale a pena verificar se ela pode ter valor para colecionadores. Com o recolhimento em curso, as cédulas da Primeira Família do Real estão se tornando cada vez mais raras, e exemplares em estado de “flor de estampa”, ou seja, perfeitos como saíram da impressora, podem valer muito mais que seu valor de face no mercado numismático.
Para quem quer apenas confirmar se sua nota é legítima, o Banco Central lista os elementos de segurança presentes nas cédulas da Primeira Família: marca d’água visível contra a luz, imagem latente ao inclinar a nota, impressão em alto-relevo perceptível ao toque, faixa holográfica exclusiva na nota de R$ 20 e registro coincidente que revela as Armas Nacionais quando observado contra a iluminação. Notas que apresentem todos esses elementos são legítimas e continuam tendo valor legal.
Você ainda tem notas da Primeira Família do Real em casa? Acha que o dinheiro em espécie está com os dias contados ou ele ainda é essencial para parte da população? Conta nos comentários.

Tem muitas pessoas que não sabem fazer Pix não sabe usar o aplicativo para pagar nenhuma conta nenhum boleto e essas pessoas depende muito do dinheiro físico o que elas vão fazer as notas vão continuar aí só vão lançar outras novas obrigada
A idéia do governo é retirar todo papel moeda pra controlar e cobrar impostos do povo, acordem se o PT permanecer no poder o Brasil vai falir e vamos ter que migrar para o Paraguai e outros países.
Deixa de ser **** ,seu ****, ,vai se tratar tudo pra vcs é o PT, filho da **** .
É fácil ficar querendo espernear aqui corninho **** teu presidiário 9 dedos vai voltar para o xadrez onde vc deve conhecer bem.
Não acho legal o banco central tirarem o dinheiro de circulação por causa do Pix nem todo mundo usa o Pix como vai ser pra essas pessoas que não utilizam o Pix?
Mano não e retirar o dinheiro de circulação, e sim as notas antigas que será trocadas por notas novas!