Reportagem da Forbes Brasil apontam que o CEO da Meta negocia uma propriedade em Indian Creek Village, enclave com poucas casas, segurança reforçada e vizinhos famosos na baía de Biscayne
A possibilidade de Mark Zuckerberg trocar a Califórnia pelo sul da Flórida voltou ao centro do noticiário imobiliário de luxo após relatos de que o fundador do Facebook e CEO da Meta estaria perto de comprar uma mansão em Indian Creek Village, perto de Miami. O valor do negócio não foi confirmado oficialmente, mas estimativas citadas por corretores locais colocam a transação entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões.
As informações foram publicadas pela Forbes Brasil em 11 de fevereiro de 2026, que atribui a apuração ao Wall Street Journal e descreve a compra como uma negociação fora do mercado aberto. A ilha é conhecida pelo apelido de Billionaire Bunker, por reunir executivos e celebridades em um espaço extremamente restrito.
No relato divulgado pela Forbes, uma moradora ligada à comunidade local teria dito ao jornal americano que o casal planeja se mudar até abril. Se a mudança se concretizar, Zuckerberg passará a dividir vizinhança com nomes como Jeff Bezos e Tom Brady, entre outros.
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A notícia também reacende uma discussão maior sobre por que bilionários de tecnologia têm olhado para a Flórida, onde não há imposto estadual sobre renda pessoal, ao mesmo tempo em que propostas de tributação extraordinária avançam no debate público na Califórnia.
O que se sabe sobre a compra e a mudança

Segundo a Forbes Brasil, o imóvel teria cerca de 2.790 metros quadrados, com cais privativo e obras concluídas em 2024 por uma construtora local mencionada na apuração. O preço exato não foi divulgado, e a reportagem ressalta que as cifras circulam como estimativas do mercado.
A mesma publicação diz que a propriedade está ligada a uma empresa associada a Peter Cancro, fundador da rede Jersey Mike’s Subs, e que o negócio teria ocorrido em formato off market, comum em transações desse porte. Esse tipo de venda reduz a exposição pública e costuma envolver poucos intermediários.
Ainda de acordo com o texto, uma moradora da ilha teria confirmado ao Wall Street Journal a intenção de mudança até abril, embora nem a Meta nem Zuckerberg tenham anunciado oficialmente uma troca de residência. Por isso, a informação é tratada, por ora, como relato de bastidores publicado por veículos de imprensa.
Por que Indian Creek virou a ilha dos bilionários

Indian Creek Village é um município minúsculo em Miami Dade e fica em uma ilha na baía de Biscayne. Uma reportagem da NBC 6 descreve o local como uma ilha artificial com cerca de 300 acres, associada ao apelido de Billionaire Bunker e marcada por extremo controle de acesso.
A própria prefeitura descreve o enclave como um conjunto de 41 terrenos residenciais à beira mar e um clube privado de altíssimo padrão. O mesmo texto oficial destaca que o número de residências efetivamente construídas é menor do que o de lotes, reforçando a sensação de escassez.
Documentos do plano municipal registram que a vila foi incorporada em 1939 e detalham uma origem ligada a projetos imobiliários e a um clube de campo concebido ainda no fim da década de 1920. O plano também indica que o município não possui áreas comerciais ou industriais, o que ajuda a manter o perfil exclusivamente residencial.
A segurança é um dos argumentos mais repetidos quando o assunto é Indian Creek. A NBC 6 afirma que a área recebeu sua própria força policial e patrulha marítima após a incorporação, e que o acesso é concentrado em uma ponte monitorada.
Na lista de moradores e frequentadores associados ao local, veículos americanos citam figuras de alto perfil como Ivanka Trump e Jared Kushner, além de atletas como Tom Brady, que se mudou para a região em 2020 quando ainda era casado com Gisele Bündchen. Esses nomes aparecem com frequência em reportagens sobre o enclave e ajudam a explicar como a ilha virou símbolo de um mercado ultrasseletivo.
A migração de fortunas para a Flórida e o papel dos impostos
O pano de fundo apontado por parte das reportagens é o debate sobre a 2026 Billionaire Tax Act, proposta de iniciativa eleitoral na Califórnia que prevê um imposto único de 5% sobre indivíduos com patrimônio acima de US$ 1 bilhão, considerando o recorte de 1º de janeiro de 2026. Publicações como PwC e Nuveen descrevem o desenho do projeto e seus potenciais efeitos fiscais e jurídicos.

Ao mesmo tempo, a Flórida costuma atrair esse público por não cobrar imposto estadual sobre renda pessoal, o que faz diferença para quem busca estabelecer residência e reorganizar estrutura patrimonial. Essa combinação de incentivos e estilo de vida aparece recorrentemente em análises do mercado de luxo.
O movimento não se limita a Zuckerberg. Em janeiro de 2026, a Realtor.com reportou a compra de duas mansões em Coconut Grove, Miami, por Larry Page, citando valores e contexto de tributação na Califórnia como parte da conversa no setor imobiliário de alto padrão.
O que Zuckerberg deixa para trás na Califórnia
A possível mudança para a Flórida também ganha força porque Zuckerberg já enfrenta, há anos, atenção e críticas em torno de seu conjunto de imóveis em Palo Alto. Uma reportagem da People, baseada em apuração do The New York Times, descreve que o executivo e sua família compraram diversas propriedades na mesma vizinhança, somando mais de US$ 110 milhões.
Segundo o mesmo relato, moradores reclamaram de longos períodos de obras, aumento de vigilância e impactos no cotidiano do bairro, o que transformou uma questão privada em debate público local. Esse histórico ajuda a explicar por que a narrativa de um recomeço em um enclave hipercontrolado como Indian Creek chama tanta atenção.
No fim das contas, essa corrida por Indian Creek parece mais sobre proteção e estratégia financeira, ou mais sobre estilo de vida e status em um endereço quase inacessível? Deixe seu comentário dizendo se você vê essa migração de bilionários como uma escolha legítima ou como um sinal de que a desigualdade está redesenhando cidades inteiras.

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