Após uma década de reintrodução de bisontes gigantes nas montanhas Tarcu, na Romênia, a vegetação da região aumentou cerca de 30% em volume e variedade, e um estudo da Escola de Meio Ambiente de Yale mostrou que o solo das áreas com bisontes captura dez vezes mais carbono do que áreas equivalentes sem esses animais
Nas montanhas do oeste da Romênia, bisontes gigantes de uma tonelada estão silenciosamente transformando a paisagem de uma forma que surpreendeu até os zoólogos que planejaram sua reintrodução. Após uma década de trabalho conduzido pela Rewilding Europe e pelo WWF Romênia nas montanhas Tarcu, a vegetação em áreas onde o rebanho está estabelecido aumentou cerca de 30% em volume e diversidade. Mais grama, mais arbustos, mais flores e uma mistura de habitats que não existia quando os bisontes gigantes ainda não estavam ali.
Segundo Global Rewilding Alliance, o resultado mais impressionante veio de um estudo de modelagem realizado por pesquisadores da Escola de Meio Ambiente de Yale. A análise de um rebanho de cerca de 170 bisontes gigantes pastando em aproximadamente 48 quilômetros quadrados sugere que os animais ajudam o solo a capturar cerca de 54 mil toneladas de carbono por ano, quase dez vezes mais do que uma área semelhante sem bisontes. O maior mamífero terrestre da Europa está se tornando uma demonstração prática de como a reintrodução de animais pode recuperar ecossistemas e combater as mudanças climáticas ao mesmo tempo.
Como os bisontes gigantes quase desapareceram e voltaram à natureza

O bisão europeu já percorreu grande parte do continente, mas foi caçado com tanta intensidade que os últimos indivíduos selvagens desapareceram no início do século XX.
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Em 1927, restavam menos de 60 bisontes gigantes no mundo inteiro, todos em zoológicos e parques privados. Apenas programas intensivos de reprodução em cativeiro impediram a extinção completa da espécie.
A partir de 2014, a Rewilding Europe e o WWF Romênia começaram a soltar bisontes gigantes na região de Tarcu, criando o que é considerado o maior projeto de reintrodução da espécie na Europa. Hoje, mais de 200 bisontes vivem livres na cordilheira de Tarcu e mais de 350 em todo o país.
A Romênia se tornou um dos principais bastiões dessa recuperação porque os animais vivem em um mosaico de montanhas e vales, sem cercas, permitindo que comportamentos naturais como migrações sazonais e deslocamentos de longa distância reapareçam.
Por que bisontes gigantes fazem a vegetação aumentar em vez de diminuir
Parece contraditório: animais de uma tonelada que comem plantas o dia inteiro estão fazendo a vegetação crescer. Mas a explicação está na forma como os bisontes gigantes interagem com o ambiente.
Eles pastam em áreas abertas, pisoteiam arbustos densos, rolam na terra criando clareiras e espalham sementes em seus pelos e fezes. Esse comportamento quebra a vegetação uniforme e expõe áreas de solo nu onde novas espécies conseguem brotar.
O resultado não é simplesmente mais vegetação, mas vegetação mais diversa.
Em vez de uma parede uniforme de plantas, o que surge é um mosaico com pastagens, arbustos e bosques jovens lado a lado. Essa paisagem mista sustenta maior variedade de insetos, aves e pequenos mamíferos, exatamente o tipo de ambiente em que muitas espécies europeias evoluíram originalmente.
O monitoramento nas montanhas Tarcu aponta para um aumento de cerca de 30% na biomassa e diversidade vegetal nas áreas onde os bisontes gigantes estão estabelecidos há vários anos.
O estudo de Yale que mostrou os bisontes gigantes como aliados do clima
Pesquisadores da Escola de Meio Ambiente de Yale analisaram os dados do rebanho de Tarcu e concluíram que os bisontes gigantes ajudam o solo a capturar muito mais carbono do que ele armazenaria naturalmente sem esses animais.
A estimativa é de que a área com bisontes retém cerca de 54 mil toneladas de carbono por ano, quase dez vezes mais do que uma área equivalente sem os animais.
O mecanismo é direto: ao pisar, pastar e fertilizar o solo com dejetos, os bisontes gigantes estimulam ciclos biológicos que favorecem a absorção de carbono.
As raízes das novas plantas que brotam nas áreas perturbadas pelos animais capturam CO2 da atmosfera e o armazenam no solo.
Um dos cientistas envolvidos no projeto resumiu dizendo que esses animais atuam como aliados do clima, mantendo o carbono retido no solo em vez de deixá-lo escapar para a atmosfera.
Os conflitos com comunidades rurais e as soluções que estão sendo testadas
Na prática, a convivência com bisontes gigantes de uma tonelada não é isenta de problemas. Famílias que dependem da criação de gado, de campos de feno e de pequenas propriedades rurais se preocupam com cercas quebradas, fardos de feno saqueados e encontros inesperados com os animais em trilhas de montanha.
Os parceiros do projeto testam soluções como patrulhas, sistemas de alerta precoce, cercas reforçadas e planos de compensação para agricultores que sofrem danos causados pelos bisontes.
Ao mesmo tempo, os bisontes gigantes atraem turistas dispostos a pagar por passeios guiados de rastreamento, comida local e hospedagem rural.
O turismo de natureza está se tornando uma fonte de renda alternativa para aldeias que antes dependiam apenas de exploração madeireira ou pastoreio intensivo.
Para jovens da região, trabalhar como guia ou em pequenas empresas de turismo já oferece uma alternativa a emigrar para as grandes cidades. O desafio é equilibrar a conservação com as necessidades reais das comunidades que convivem com esses animais.
Um experimento que pode redesenhar a conservação na Europa
Os bisontes gigantes das montanhas Tarcu são a prova de que a natureza, quando recebe seus engenheiros de volta, responde de formas que a ciência nem sempre prevê.
30% mais vegetação, dez vezes mais carbono armazenado no solo e uma paisagem que voltou a funcionar como funcionava antes de os humanos eliminarem o maior mamífero terrestre da Europa.
Se as lições da Romênia forem aplicadas em outros cantos do continente, a reintrodução de grandes herbívoros pode se tornar uma das ferramentas mais poderosas contra a perda de biodiversidade e as mudanças climáticas.
Você sabia que bisontes gigantes ainda existem na Europa? Acha que a reintrodução de animais de grande porte pode funcionar em outros continentes, ou os conflitos com comunidades rurais são grandes demais? Deixe nos comentários e compartilhe este artigo com quem se interessa por conservação e ciência ambiental.

Há muitas hipocrisias na mente dos ditos pobres de espíritos dos intelectuais, que vivem vomitando suas imundícies, que transbordam de suas vazias e turvas almas , estes mequetrefes idiotizados babões, prepotentes, soberbos,e de egos inflados, não falam nada da extinção galopante,da essência do verdadeiro homem alfa, que são guerreiros valentes e intrépidos, e estoicos altruístas, e abnegados!