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Cientistas criam tecido que fica até 10 °C mais frio que algodão e gera energia com choques estáticos; LEDs são possibilidade futura

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 29/09/2026 às 20:25 Atualizado em 29/09/2026 às 20:32
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Pesquisadores criam tecido até 10 °C mais frio que algodão, capaz de gerar energia estática; uso em LEDs ainda é uma possibilidade futura.
Pesquisadores criam tecido até 10 °C mais frio que algodão, capaz de gerar energia estática; uso em LEDs ainda é uma possibilidade futura.
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Material desenvolvido na Universidade de Illinois combina polímero de silicone e nanopartículas de óxido de zircônio. Em testes, a eletricidade gerada pelo atrito foi usada para acionar uma camada capaz de produzir e conduzir calor.

Um grupo de pesquisadores em engenharia da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, desenvolveu um tecido que reúne duas funções: resfriar o corpo e gerar eletricidade a partir do atrito provocado pelos movimentos de quem o veste.

Produzido por impressão 3D, o material é composto por um polímero à base de silicone, a dimeticona, e nanopartículas de óxido de zircônio. Segundo a CNN Brasil, o tecido permanece entre 3 °C e 6 °C abaixo da temperatura ambiente e pode ficar até 10 °C mais frio que o algodão comum.A tecnologia ainda está em fase de pesquisa. O uso da energia gerada para alimentar luzes LED, sensores de movimento ou outros pequenos eletrônicos foi apontado pela equipe como uma possibilidade de longo prazo, e não como aplicação já disponível em roupas comerciais.

Óxido de zircônio reflete 96% da luz solar

Fotografias que demonstram a flexibilidade mecânica do tecido (esquerda) e a geometria permeável da estrutura da fibra (centro) – à direita, uma imagem térmica infravermelha de um tecido impresso em grande área, usado nas costas de uma camisa sob exposição à luz solar.Universidade de Illinois, Urbana-Champaign
Fotografias que demonstram a flexibilidade mecânica do tecido (esquerda) e a geometria permeável da estrutura da fibra (centro) – à direita, uma imagem térmica infravermelha de um tecido impresso em grande área, usado nas costas de uma camisa sob exposição à luz solar.
Universidade de Illinois, Urbana-Champaign

O efeito de resfriamento está ligado ao alto índice de refração do óxido de zircônio. Quando a luz solar atinge o tecido, a fonte informa que 96% dela é refletida e apenas 4% é absorvida.

O silicone também participa do controle de temperatura. Ele forma tramas abertas que ajudam a dissipar o calor corporal, contribuindo para que o material se mantenha mais frio em comparação com o algodão.

A combinação de reflexão da luz e dissipação de calor é o que permite ao tecido oferecer resfriamento sem depender de uma fonte externa de energia, segundo o material divulgado.

Atrito do tecido produz eletricidade estática

A segunda função do material parte de um fenômeno cotidiano: a eletricidade estática. O atrito entre a roupa, o corpo e o próprio tecido produz pequenas cargas elétricas, semelhantes aos choques percebidos ao tocar objetos carregados.

As nanopartículas de óxido de zircônio amplificam esse fenômeno. No experimento realizado pelo Colégio Grainger de Engenharia, em Illinois, a energia obtida foi convertida em sinais que acionaram uma segunda camada da roupa.

Essa camada era responsável por gerar e conduzir calor. A demonstração permitiu avaliar a capacidade do tecido de aproveitar a eletricidade estática produzida pelos movimentos.

Aplicação para aquecimento foi usada como teste inicial

A função de aquecimento não é apresentada como solução para o uso diário em dias quentes, pois o corpo tende a produzir calor durante o movimento. A fonte aponta, porém, uma possível aplicação em ambientes de frio intenso.

Um alpinista, por exemplo, poderia se beneficiar de uma roupa capaz de gerar calor durante uma escalada em temperaturas abaixo de zero. Esse uso ainda depende de pesquisas e do desenvolvimento da tecnologia.

A equipe considera o teste inicial uma etapa para medir a eficiência da geração de energia. A possibilidade de alimentar sensores, LEDs e pequenos eletrônicos sem baterias externas permanece como objetivo futuro do projeto.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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