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Cidade do litoral do Paraná quer trazer de volta teleférico parado desde os anos 90 e transformar antigo ponto turístico em nova atração; projeto mira o Morro do Escalvado e surge após ponte, alargamento da praia e obras bilionárias na região

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Escrito por Carla Teles Publicado em 02/07/2026 às 16:48 Atualizado em 02/07/2026 às 16:50
Cidade do litoral do Paraná quer trazer de volta teleférico parado desde os anos 90 e transformar antigo ponto turístico em nova atração; projeto mira o Morro do Escalvado e surge após ponte (2)
Teleférico pode voltar em Matinhos, no Morro do Escalvado, com ICMBio avaliando projeto após Ponte de Guaratuba. Imagem: Ilustração
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Segundo a NSC Total, Matinhos iniciou tratativas para retomar o teleférico no Morro do Escalvado, área do Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange administrada pelo ICMBio. Sem prazo definido, a proposta acompanha ponte de Guaratuba, alargamento da praia, revitalização de vias e duplicação da PR-412 no litoral paranaense em ciclo turístico regional.

O teleférico de Matinhos, no litoral do Paraná, voltou a entrar no radar da prefeitura após décadas fora de operação. Segundo publicação da NSC Total em 26 de junho de 2026, o município iniciou contatos com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o ICMBio, para avaliar a retomada do serviço turístico.

A proposta mira o Morro do Escalvado, área inserida no Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange, unidade de conservação administrada pelo ICMBio. Como as conversas ainda estão em fase inicial, a fonte informa que não há previsão de data para o equipamento voltar a operar.

Matinhos quer recuperar antigo ponto turístico

Matinhos teve o teleférico como uma de suas atrações até os anos 1990. A retomada, agora, aparece como tentativa de recuperar um equipamento turístico ligado à memória da cidade, mas dentro de outro contexto urbano e ambiental.

A cidade, que tem 42 mil habitantes conforme estimativa do IBGE citada pela NSC Total, passou a discutir a volta do equipamento em meio a um ciclo de investimentos no litoral paranaense. A proposta não está sendo apresentada como obra isolada, mas como parte de uma estratégia maior de atração turística.

O ponto pretendido é o Morro do Escalvado, área com potencial visual e turístico, mas também com restrições ambientais por estar dentro de uma unidade de conservação federal. Por isso, a prefeitura precisa dialogar com o ICMBio antes de avançar.

Essa etapa é decisiva porque o projeto envolve turismo, infraestrutura e preservação ambiental. A fonte não informa modelo de concessão, custo estimado, traçado, capacidade de cabines ou cronograma de implantação.

ICMBio entra na discussão por causa da unidade de conservação

Teleférico pode voltar em Matinhos, no Morro do Escalvado, com ICMBio avaliando projeto após Ponte de Guaratuba.
Imagem: Governo do Paraná

As tratativas passam pelo ICMBio porque o Morro do Escalvado fica no Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange. Em áreas protegidas, projetos turísticos precisam considerar regras ambientais, uso público, conservação da biodiversidade e limites de intervenção.

Isso não significa que o teleférico esteja aprovado ou descartado. Significa que o projeto depende de análise institucional antes de sair do campo das conversas iniciais.

A volta de um equipamento turístico em área ambiental exige mais do que interesse econômico. É preciso compatibilizar visitação, segurança, impacto visual, fluxo de pessoas, operação e proteção da unidade de conservação.

Esse ponto torna a pauta mais complexa. O teleférico pode ampliar a visitação e criar nova atração para Matinhos, mas precisará ser desenhado de forma compatível com as regras do parque nacional e com os critérios técnicos do órgão gestor.

Projeto surge após obras que mudaram o litoral

A iniciativa ocorre em um momento de transformação no litoral do Paraná. A NSC Total cita a inauguração da Ponte de Guaratuba como um dos investimentos que motivam a busca pela retomada do equipamento.

Além da ponte, Matinhos passou por alargamento da praia, revitalização de vias e acompanha a duplicação da PR-412, em andamento. Essas obras reforçam o reposicionamento da região como destino turístico com infraestrutura mais robusta.

O teleférico entra nesse pacote como uma possível atração complementar. Enquanto ponte, praia e vias melhoram acesso e circulação, um equipamento turístico pode criar permanência, visitação e novo motivo de deslocamento.

Morro do Escalvado pode virar eixo de visitação

Teleférico pode voltar em Matinhos, no Morro do Escalvado, com ICMBio avaliando projeto após Ponte de Guaratuba.
Imagem: Governo do Paraná

O Morro do Escalvado aparece como local pretendido para a retomada do teleférico. A escolha tem peso turístico porque morros litorâneos costumam oferecer vista panorâmica, experiência de percurso e conexão visual com a paisagem.

No entanto, qualquer uso turístico nessa área depende de planejamento. O local está dentro de um parque nacional, o que exige avaliação sobre acesso, trilhas, estruturas, fluxo de visitantes, operação e impacto ambiental.

O atrativo não seria apenas o deslocamento por cabo, mas a experiência de chegar a um ponto elevado da cidade. Esse tipo de equipamento costuma funcionar como cartão-postal quando combina paisagem, segurança e integração com outros roteiros.

Para Matinhos, o desafio será transformar o antigo ponto turístico em uma atração atualizada. Isso inclui pensar em mobilidade, bilheteria, acessibilidade, manutenção, operação, integração com comércio local e controle ambiental.

Prefeitura fala em turismo, emprego e renda

A secretária de Turismo, Desenvolvimento Econômico e Cultura de Matinhos, Kássia Novochadlo, afirmou à NSC Total que a meta com o novo teleférico é ampliar o potencial turístico da cidade, gerar emprego e renda e oferecer uma nova opção de lazer.

A fala posiciona o projeto como instrumento de desenvolvimento econômico local. A proposta une resgate histórico, modernização e respeito ao meio ambiente, segundo a secretária.

Esse enquadramento mostra que a prefeitura busca transformar memória turística em ativo econômico. O antigo teleférico não aparece apenas como lembrança dos anos 1990, mas como possível equipamento para uma nova fase do litoral paranaense.

Mesmo assim, ainda não há prazo definido. A própria reportagem informa que as conversas estão no início, o que mantém a retomada em fase preliminar e sujeita a estudos, autorizações e definições técnicas.

Retomada dependerá de viabilidade técnica e ambiental

A volta do teleférico exige mais do que decisão política. Um equipamento desse tipo envolve engenharia, licenciamento, operação, segurança, manutenção, acessibilidade e análise do território onde será instalado.

Como o local pretendido está em unidade de conservação, a viabilidade ambiental ganha papel central. O projeto precisaria demonstrar como funcionaria sem comprometer os objetivos do Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange.

A fase atual é de tratativa, não de obra iniciada. Isso é importante para evitar leitura equivocada de que o equipamento já tem data para voltar ou estrutura definida.

Entre os pontos ainda não informados estão capacidade de transporte, tipo de cabine, extensão do trajeto, modelo de operação, investimento necessário, origem dos recursos e forma de gestão do serviço turístico.

Antigo atrativo pode ganhar nova função urbana

Quando operava até os anos 1990, o teleférico fazia parte da oferta turística de Matinhos em outro momento da cidade. Agora, a discussão ocorre em um município mais integrado a obras regionais e a uma agenda de qualificação do litoral.

A diferença é que a retomada precisaria atender padrões atuais de segurança, sustentabilidade, operação e experiência do visitante. Não se trata apenas de recuperar uma atração antiga, mas de atualizar seu papel dentro do turismo local.

Em destinos de praia, equipamentos complementares ajudam a reduzir a dependência exclusiva da faixa de areia. Mirantes, parques, passeios e roteiros de natureza podem distribuir melhor o fluxo turístico e ampliar o tempo de permanência.

Nesse sentido, o Morro do Escalvado poderia funcionar como ponto de conexão entre paisagem, memória e visitação organizada. Mas essa possibilidade dependerá das autorizações e dos estudos que ainda não foram detalhados publicamente.

Litoral do Paraná tenta ampliar oferta turística

A proposta do teleférico aparece em um litoral que recebeu obras de infraestrutura e busca ampliar sua atratividade. Matinhos, Guaratuba e o entorno passam por mudanças que podem alterar circulação, acesso e dinâmica turística nos próximos anos.

A Ponte de Guaratuba é um dos projetos mais simbólicos desse novo momento regional. Já o alargamento da praia de Matinhos modificou a orla e reforçou a discussão sobre turismo, paisagem urbana e uso dos espaços públicos.

Nesse cenário, um teleférico pode funcionar como equipamento de alto apelo visual. Ele cria imagem forte, facilita divulgação e pode se tornar referência para visitantes, desde que seja viável ambiental e financeiramente.

A cautela, porém, é necessária. Sem projeto final divulgado, o que existe por enquanto é uma intenção em análise. O próximo passo relevante será a definição de caminhos junto ao ICMBio e a apresentação de estudos mais concretos.

O que ainda falta para o projeto avançar

A fonte não informa quando o teleférico poderá voltar a operar. Também não detalha investimento estimado, tipo de parceria, empresa operadora, projeto executivo ou etapas de licenciamento.

Essas ausências indicam que a retomada ainda está no início. A prefeitura abriu contato com o ICMBio, mas a transformação da ideia em obra dependerá de aprovação, planejamento e compatibilização com as regras do parque nacional.

A principal informação confirmada é a intenção de retomar o equipamento no Morro do Escalvado. A partir dela, surgem as perguntas que determinarão o futuro do projeto: quanto custará, quem operará, qual será o impacto ambiental e como o serviço será integrado ao turismo de Matinhos.

Você acha que o teleférico pode se tornar uma nova atração forte para Matinhos ou a prioridade deveria ser consolidar primeiro as obras já feitas no litoral? Deixe sua opinião nos comentários e conte se você visitaria o Morro do Escalvado com esse equipamento turístico.

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Carla Teles

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