Projeto pioneiro usa tecnologia que permite aos painéis solares subirem e descerem com as marés, um avanço para otimizar a eficiência energética em alto-mar.
A China, por meio da estatal State Power Investment Corporation (SPIC), inaugurou seu primeiro parque solar flutuante em mar aberto. Localizada na costa de Haiyang, na província de Shandong, a instalação piloto representa um passo ousado para a geração de energia renovável em um dos ambientes mais desafiadores do planeta.
Painéis que se adaptam às marés
O grande diferencial deste projeto é sua capacidade de interagir com o oceano. A estrutura foi projetada para que os painéis fotovoltaicos subam e desçam de acordo com o movimento das marés.
Essa tecnologia inovadora coloca os painéis em contato direto e constante com a água. O principal benefício é resfriar os painéis de forma natural, o que, consequentemente, aumenta a sua eficiência na produção de energia elétrica.
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Os desafios do ambiente marítimo para a energia solar
Gerar energia em mar aberto impõe obstáculos severos. Ao contrário das fazendas solares em águas calmas de lagos, uma planta oceânica precisa ser robusta o suficiente para sobreviver a ondas, tufões e ao efeito corrosivo do sal.
A estrutura do parque foi desenvolvida para ser altamente resistente. Por ter um perfil baixo na água, ela fica menos exposta à força dos ventos, sendo especificamente projetada para suportar a passagem de tufões.
A tecnologia por trás do projeto pioneiro
A tecnologia que viabiliza a usina foi desenvolvida pela empresa norueguesa Ocean Sun. O sistema é baseado em painéis solares convencionais montados sobre uma membrana flutuante especial. É essa base que garante a mobilidade com as marés e o resfriamento.
Esta é a primeira vez que a solução da Ocean Sun é implementada em mar aberto, servindo como um teste fundamental para futuras aplicações comerciais em condições oceânicas.
Um projeto piloto com planos de grande expansão
Atualmente, esta fase inicial do parque solar flutuante tem uma capacidade instalada de 0,5 MW. Contudo, este é apenas o começo de um projeto muito maior.
O plano da SPIC é expandir a capacidade total da usina para 20 MW. O sucesso deste piloto é decisivo para validar a tecnologia em larga escala e consolidar o parque solar flutuante como uma nova e poderosa fonte de energia limpa.
Com informações de Xataka.
