Dados divulgados pela CCEE mostram crescimento expressivo da geração fotovoltaica no Brasil em dezembro, com a energia solar alcançando avanço recorde e sinalizando mudanças relevantes no mercado elétrico
Em dezembro de 2025, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) divulgou dados preliminares que confirmam um avanço recorde da geração fotovoltaica no Brasil. Na primeira quinzena do mês, a produção de energia solar das usinas conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN) cresceu 13,9%, alcançando 4.635 megawatts médios (MWmed), frente aos 4.070 MWmed registrados no mesmo período de 2024.
O crescimento expressivo da fonte solar ocorre mesmo em um cenário de retração da geração total do sistema, reforçando o papel estratégico da energia fotovoltaica na matriz elétrica brasileira. O desempenho chama a atenção do mercado, de investidores e de formuladores de políticas públicas, ao indicar uma mudança estrutural na composição da oferta de energia no país.
CCEE destaca avanço recorde da geração fotovoltaica no Sistema Interligado Nacional
De acordo com a análise da CCEE, a geração fotovoltaica foi o principal destaque positivo da matriz elétrica na primeira metade de dezembro. O avanço recorde da energia solar contrasta com o desempenho de outras fontes, que apresentaram retração no mesmo período.
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Esse resultado reflete a expansão contínua da capacidade instalada de usinas solares centralizadas, além do amadurecimento tecnológico do setor. A energia solar tem apresentado maior previsibilidade operacional, o que contribui para sua crescente relevância no atendimento à carga do SIN.
Além disso, o aumento da produção fotovoltaica reforça a diversificação da matriz elétrica, reduzindo a dependência de fontes mais sensíveis às variações climáticas, como hidrelétricas e eólicas.
Comportamento das fontes reforça papel estratégico da energia solar, segundo a CCEE
Enquanto a geração fotovoltaica registrou crescimento consistente, outras fontes apresentaram comportamentos distintos. As usinas térmicas tiveram alta de 31,2%, indicando maior despacho para garantir a segurança do sistema elétrico.
Por outro lado, a geração hidrelétrica recuou 4,6%, enquanto a fonte eólica apresentou queda de 5,3% na mesma quinzena. Esse cenário evidencia a importância do avanço recorde da energia solar, que atua como fator de equilíbrio em períodos de menor contribuição hídrica e eólica.
Segundo a CCEE, a complementaridade entre as fontes é cada vez mais essencial para manter a estabilidade do sistema, especialmente diante das mudanças climáticas e do crescimento da demanda em determinados períodos do ano.
Geração total do SIN recua apesar do avanço recorde da geração fotovoltaica
Mesmo com o desempenho positivo da energia solar, a geração total do Sistema Interligado Nacional somou 74.578 MW médios na primeira quinzena de dezembro. O volume representa uma queda de 1,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Esse dado reforça que o avanço recorde da geração fotovoltaica já exerce impacto relevante, mas ainda não é suficiente para compensar integralmente a retração de fontes com maior peso histórico na matriz, como as hidrelétricas.
Ainda assim, a tendência observada pela CCEE indica que a participação da energia solar no total gerado cresce de forma consistente, reduzindo gradualmente a volatilidade do sistema elétrico brasileiro.
Consumo de energia apresenta retração, aponta levantamento da CCEE
A análise da CCEE também aponta queda no consumo de energia elétrica no SIN durante a primeira quinzena de dezembro. O recuo foi de 1,0%, considerando que os dados ainda estão impactados por medições incompletas.
No Ambiente de Contratação Livre (ACL), o consumo apresentou queda expressiva de 6,9%, enquanto o Ambiente de Contratação Regulada (ACR) registrou crescimento de 3,3%. Esse comportamento revela mudanças no perfil de consumo, especialmente entre grandes consumidores industriais.
A expansão da energia solar, incluindo a geração distribuída, também influencia esses números ao reduzir a demanda líquida sobre o sistema centralizado, alterando a dinâmica tradicional do consumo elétrico.
Análise regional reforça o avanço recorde da energia solar no país
Os dados regionais da CCEE mostram que o comportamento do consumo e da geração variou significativamente entre os estados. Amapá (15,7%), Pará (7,9%) e Acre (7,6%), todos na região Norte, registraram as maiores altas.
Na outra ponta, Bahia (-11,1%), Tocantins (-10,6%) e Rondônia (-8,0%) apresentaram as quedas mais acentuadas. Essas diferenças refletem fatores econômicos, climáticos e estruturais, além do ritmo desigual de expansão da geração fotovoltaica nas diversas regiões do país.
O avanço da energia solar tende a reduzir essas assimetrias ao longo do tempo, especialmente com novos investimentos em infraestrutura e transmissão.
Setores econômicos mantêm tendência de queda no consumo, segundo a CCEE
Na avaliação por ramos de atividade, a CCEE aponta que a tendência geral de retração no consumo permanece. Os setores de telecomunicações (-22,3%), serviços (-16,6%) e químicos (-14,4%) registraram os maiores recuos na primeira quinzena de dezembro.
Em sentido oposto, o segmento de extração de minerais metálicos foi o único a apresentar crescimento, com alta de 8,4%. A CCEE ressalta que esses dados ainda estão fortemente impactados por medições incompletas, o que exige cautela na análise.
Mesmo diante desse cenário, o desempenho da geração fotovoltaica se mantém robusto, reforçando a resiliência da energia solar frente às oscilações conjunturais da economia.
Avanço recorde da geração fotovoltaica sinaliza novo ciclo para a energia solar
O crescimento de 13,9% da geração fotovoltaica na primeira quinzena de dezembro evidencia que a energia solar entrou em um novo patamar no Brasil. O avanço recorde observado pela CCEE não é um evento isolado, mas parte de uma tendência estrutural de longo prazo.
A fonte solar combina competitividade econômica, previsibilidade operacional e benefícios ambientais, tornando-se cada vez mais central na estratégia energética do país. Mesmo em um contexto de retração da geração total e do consumo, a energia solar segue avançando.
Os dados da CCEE reforçam que a geração fotovoltaica já desempenha papel decisivo no equilíbrio do sistema elétrico e na construção de uma matriz mais diversificada, segura e sustentável para os próximos anos.

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