1. Início
  2. Curiosidades
  3. Casal compra mansão vitoriana de 12 quartos abandonada havia seis anos, arranca a figueira que engolia a fachada e revela uma porta em arco de tijolos com degraus, a entrada de serviço dos criados e decide preservar o achado em vez de fechá-lo de novo
Faça um comentário 8 min de leitura

Casal compra mansão vitoriana de 12 quartos abandonada havia seis anos, arranca a figueira que engolia a fachada e revela uma porta em arco de tijolos com degraus, a entrada de serviço dos criados e decide preservar o achado em vez de fechá-lo de novo

Imagem de perfil do autor Maria Heloisa Barbosa Borges
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 16/07/2026 às 23:39 Atualizado em 16/07/2026 às 23:41
Casal compra mansão vitoriana de 12 quartos abandonada havia seis anos, arranca a figueira que engolia a fachada e revela uma porta em arco de tijolos com degraus
Casal compra mansão vitoriana de 12 quartos abandonada havia seis anos, arranca a figueira que engolia a fachada e revela uma porta em arco de tijolos com degraus
  • Reação
1 pessoa reagiu a isso.
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Um casal comprou uma imponente mansão vitoriana de 12 quartos, nos arredores dos Cotswolds, na Inglaterra, vazia havia cerca de seis anos. Ao remover uma figueira enorme, revelou degraus de tijolo e uma porta em arco escondida a antiga entrada de serviço dos criados e decidiu preservá-la.

Nem sempre é preciso escavar para desenterrar um segredo às vezes basta podar uma árvore. Foi o que descobriu o casal Ceri e Steve Smith, poucas semanas depois de comprar a Ferne Grove House, uma imponente casa de campo vitoriana à beira dos Cotswolds, na Inglaterra, que havia ficado vazia por cerca de seis anos. Segundo a revista Newsweek, em reportagem de julho de 2026, ao remover uma figueira gigante que crescera junto à fachada, eles se depararam com uma porta escondida havia décadas.

A descoberta transformou uma tarefa de jardinagem em um mergulho na história. Enquanto Steve cortava a árvore, começaram a surgir tijolos antigos sob os galhos, e, aos poucos, uma elegante porta em arco emergiu no que antes parecia apenas mato. Para o casal, foi como se a própria casa tivesse decidido revelar um de seus segredos mais bem guardados.

A mansão vitoriana que estava abandonada havia seis anos

video: redes sociais do casal

A história começa com uma compra ambiciosa e cheia de desafios. Ceri e Steve Smith adquiriram a Ferne Grove House, uma grandiosa casa de campo vitoriana na borda dos Cotswolds, que havia permanecido vazia por cerca de seis anos antes de eles assumirem o imóvel.

As dimensões da propriedade impressionam. A casa tem 12 quartos, 13 banheiros, cinco andares incluindo amplos porões e cerca de dois acres de terreno, um verdadeiro labirinto de cômodos que testemunhou mais de um século de história.

O tamanho, porém, vem acompanhado de trabalho. O casal não é formado por incorporadores profissionais, e Ceri encara o imóvel com carinho e realismo. Ela descreve o projeto como “um verdadeiro trabalho de paixão e um enorme ato de amor”, ciente de que devolver a mansão ao antigo esplendor será uma jornada longa.

A figueira que engolia a fachada e o motivo real de arrancá-la

Ceri, Steve Smith e a porta secreta.
Ceri, Steve Smith e a porta secreta.

Ao contrário do que se poderia imaginar, a árvore não foi retirada por acaso. O casal só decidiu remover a figueira porque o laudo estrutural do imóvel recomendou a retirada, já que as raízes haviam crescido perigosamente perto da casa.

A preocupação era concreta e técnica. “Só decidimos remover a árvore porque nossa vistoria estrutural recomendou, pois as raízes tinham crescido muito próximas da casa”, explicou Ceri Smith à Newsweek, deixando claro que a intenção nunca foi caçar tesouros escondidos.

A figueira, no entanto, guardava mais do que raízes invasivas. Com o passar dos anos, ela havia se espalhado por toda a entrada, disfarçando por completo aquilo que existia por trás dos galhos e escondendo, sem que ninguém soubesse, uma passagem inteira. Quem quiser entender o valor de preservar casas históricas como essa pode explorar o trabalho de entidades como a Historic England, dedicada à conservação do patrimônio britânico.

O momento em que os tijolos começaram a aparecer

video: redes sociais do casal

A revelação aconteceu de forma gradual, quase teatral. Conforme Steve cortava a árvore, ele notou uma antiga alvenaria de tijolos começando a surgir sob os ramos e, quanto mais limpava, mais coisa aparecia.

O que emergiu tinha forma e propósito. “Primeiro, havia degraus de tijolo descendo em direção à casa e, então, pouco a pouco, uma elegante porta em arco de tijolos apareceu”, relatou Ceri, descrevendo a sequência da descoberta.

Tudo aquilo estivera ali o tempo todo, apenas soterrado. A escadaria inteira estava enterrada sob anos de folhas, galhos e entulho, enquanto a figueira se espalhava sobre a entrada, tornando-a completamente invisível para quem passasse.

“O que é aquilo?”: a descoberta em completa descrença

A primeira reação do casal foi de puro espanto. Ceri contou que seu sentimento inicial diante da porta oculta foi de “completa descrença”, algo difícil de processar no momento em que aconteceu.

As palavras dela traduzem bem a surpresa. “Eu só me lembro de ficar ali parada dizendo: ‘O que é aquilo?’. Foi como se tivéssemos encontrado uma porta escondida e a casa tivesse escolhido revelar um de seus segredos”, afirmou.

O mais curioso é que a passagem nunca havia sido notada antes. “Tínhamos visitado a propriedade duas vezes antes de comprá-la, mas a porta nunca esteve visível e nunca foi apontada pelo corretor”, revelou Ceri, mostrando o quanto o achado foi inesperado.

O mistério da porta que não dava para localizar por dentro

O que tornou a descoberta ainda mais intrigante foi a dificuldade de saber para onde a porta levava. De início, o casal não conseguia sequer determinar aonde aquela entrada dava acesso, apesar de já estar explorando o interior da casa.

A resposta estava nos porões, mas eles eram vastos. “Os porões são grandes, estendendo-se por baixo de boa parte da casa, e ainda não tínhamos explorado cada canto por causa do tamanho”, contou Ceri, sobre o labirinto subterrâneo do imóvel.

Uma alteração posterior no imóvel confundia ainda mais a leitura do espaço. Uma divisória de madeira havia sido construída na frente daquela parte do porão, com uma porta separada, o que dificultava perceber que se tratava da mesma área vista do lado de fora.

A entrada de serviço dos criados: um retrato da vida vitoriana

Os registros históricos ajudaram a decifrar o mistério. Documentos mostram que a casa já teve dependências e uma equipe doméstica completa, o que levou os Smith a suspeitar que a porta era uma entrada de serviço usada pelos empregados da residência.

A arquitetura revelava uma lógica social típica da época. “A casa claramente tinha uma separação formal entre a vida da família e a vida dos funcionários”, observou Ceri, apontando como o projeto original dividia os dois mundos sob o mesmo teto.

Essa fronteira invisível era comum nas grandes casas vitorianas. Corredores, escadas e entradas separadas garantiam que os criados circulassem sem cruzar com os patrões, mantendo uma discrição que hoje soa distante, mas que ditava o cotidiano daquele tempo.

A equipe doméstica completa que a casa já teve

Os documentos históricos revelam a estrutura de pessoal que mantinha a mansão funcionando. Segundo esses registros, a propriedade chegou a empregar uma equipe doméstica completa, incluindo governanta, uma babá ou ama, um jardineiro e um cavalariço responsável pelos cavalos e pelo transporte.

Alguns cargos revelam curiosidades da linguagem da época. O jardineiro, por exemplo, era descrito nos registros do período como um “garoto do jardim”, e o cavalariço cuidava da cocheira anexa, onde ficavam as carruagens.

Tudo isso ajuda a explicar a função da porta recém-descoberta. O casal acredita que a entrada do porão pode ter sido usada para entregas de carvão, suprimentos de cozinha, armazenamento e acesso da criadagem, possivelmente conectada às áreas de serviço originais da casa.

Os desafios da reforma: telhado, água e mato

Por trás do romantismo da descoberta, existe uma obra pesada pela frente. Ceri não tem ilusões sobre o tamanho do desafio: o casal lida com um telhado com vazamentos, tetos danificados, calhas faltando, vegetação descontrolada e nenhum abastecimento de água funcionando.

O estresse, aliás, é parte conhecida desse tipo de empreitada. Um relatório de 2025 sobre reformas nos Estados Unidos apontou que mais de 85% dos proprietários entrevistados relataram estresse durante grandes projetos de reforma — um retrato que Ceri conhece bem na prática.

Ainda assim, o encanto pela casa fala mais alto. “Mesmo depois de anos de abandono, a qualidade do acabamento é extraordinária, dos tijolos intricados e detalhes góticos às portas em arco, frisos decorativos e à bela madeira original que ainda sobrevive”, elogiou Ceri.

A decisão de preservar em vez de fechar de novo

Diante do achado, o casal poderia simplesmente ter fechado a passagem mas escolheu o caminho oposto. O plano é preservar a entrada como parte da história da casa e, eventualmente, restaurá-la ao seu antigo esplendor.

A decisão nasce de uma missão maior dentro da reforma. “Um dos maiores desafios deste projeto não é simplesmente restaurar o que está visível. É descobrir o que ainda existe por baixo dessas alterações posteriores”, explicou Ceri, sobre a filosofia que guia a obra.

Para dar conta dessa tarefa, eles buscaram apoio especializado. “Estamos trabalhando de perto com historiadores locais para entender melhor como a propriedade funcionava originalmente, e a porta é uma peça importante desse quebra-cabeça”, contou.

Não um museu, mas um lar de família de novo

Apesar de todo o valor histórico, o objetivo final é simples e afetuoso. O casal deixa claro que não quer transformar a Ferne Grove House em um museu, e sim devolvê-la à condição de lar de família, sem perder o caráter original.

A intenção é equilibrar passado e presente. “Nosso objetivo não é criar um museu. Queremos que a Ferne Grove House volte a ser uma casa de família, preservando o caráter e a qualidade artesanal que a tornam tão especial”, resumiu Ceri.

No fim, a porta escondida virou símbolo dessa proposta. Mais do que um curioso achado de reforma, ela representa a promessa de reconectar a casa com a própria história trazendo de volta à vida, com respeito, cada segredo que o tempo havia enterrado.

E você, o que faria ao encontrar uma porta secreta em casa?

De uma figueira retirada por precaução a uma porta em arco enterrada por décadas, a história de Ceri e Steve Smith mostra que casas antigas guardam segredos à espera de quem tenha paciência para revelá-los.

E você, no lugar desse casal, preservaria o achado ou fecharia tudo de novo? Já imaginou encontrar uma passagem secreta na sua própria casa? Conte nos comentários a sua opinião e marque aquela pessoa que ama histórias de casas antigas e mistérios escondidos.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x