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Casal compra casa flutuante por R$ 100 mil e viajam sozinhos pelo rio, para realizar sonho antigo de oficina sobre balsa, entre Acre e Amazonas

Escrito por Geovane Souza
Publicado em 29/12/2025 às 22:32
Casal compra casa flutuante por R$ 100 mil e viajam sozinhos pelo rio, para realizar sonho antigo de oficina sobre balsa, entre Acre e Amazonas
Casa flutuante vira atração no Rio Tarauacá e expõe sonho antigo de oficina sobre balsa comprada por R$ 100 mil
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Estrutura saiu de Cruzeiro do Sul, passou por Eirunepé e chegou a Tarauacá, chamando atenção nas redes e na beira do rio.

Uma casa flutuante montada sobre uma balsa virou assunto no interior do Acre depois de aparecer ancorada no Rio Tarauacá, chamando atenção de quem navegava e de moradores curiosos. Casal diz que a ideia é transformar a balsa em oficina flutuante para consertar motores e atender ribeirinhos.

A história ganhou força quando vídeos da estrutura navegando pelos rios começaram a circular e a “casinha” passou a ser filmada e fotografada por onde chegava.

Segundo relato dado à reportagem, a embarcação pertence ao casal Josilene Maria Ozório de Araújo e Francisco Alves de Araújo, conhecido como Chicó, e foi comprada para virar um ponto de trabalho ligado a serviços de serralheria e manutenção de embarcações.

O investimento informado foi de R$ 100 mil, e o plano era colocar a parte de baixo da estrutura para funcionar como oficina, enquanto a parte de cima manteria o espaço de apoio, com cômodos já existentes.

Como a casa flutuante cruzou rios entre Amazonas e Acre

De acordo com a apuração publicada pelo Portal Amazônia, a balsa saiu de Cruzeiro do Sul, no Acre, desceu pelo Rio Juruá, passou por Eirunepé, no Amazonas, e então seguiu pelo Rio Tarauacá até chegar ao município acreano de Tarauacá.

No mapa hidrográfico, o Rio Tarauacá é afluente do Rio Juruá, o que ajuda a explicar o trajeto feito pela estrutura entre os dois estados.

Quem são Josilene e Chicó e por que a balsa virou um projeto de trabalho

Josilene se apresenta como gestora escolar e contou que foi ela quem conduziu a negociação e finalizou a compra em seu nome, enquanto o marido estava sem celular no momento em que a reportagem a ouviu.

A ideia principal, segundo o texto, é montar uma oficina flutuante voltada ao conserto e construção de motores de barcos, além de produzir itens como grades e rabetas, atendendo a demanda de quem vive e circula pelo rio.

A reportagem também relaciona o projeto a uma dificuldade prática do dia a dia. Chicó, serralheiro desde criança, teria perdido uma oficina antiga às margens do rio com a erosão do barranco e, já adulto, passou a trabalhar em um endereço distante da beira do Tarauacá, o que complicava o transporte dos motores até a cidade.

A estrutura comprada foi descrita como construída no ano anterior, com dois pisos. A parte de cima tem três quartos, sala integrada à cozinha e banheiro, enquanto a parte de baixo já era usada como oficina pelo antigo dono.

Já o site Notícias da Hora informou que a casa flutuante foi ancorada no porto de Tarauacá e que a proposta era facilitar o acesso de ribeirinhos a serviços de manutenção por estar em um ponto movimentado.

Viralização nas redes e o debate sobre privacidade e segurança no rio

A repercussão começou com um vídeo gravado em Eirunepé, quando a balsa estaria saindo do município, e depois ganhou novas postagens feitas por outras pessoas ao longo do caminho, segundo o relato atribuído a Josilene.

Além do tom curioso, a situação levantou um incômodo que muita gente reconhece na era dos celulares. Josilene disse que uma foto tirada de forma privada acabou circulando, sem que ela entendesse como aquela imagem chegou às redes.

Também existe a discussão sobre segurança na navegação e como o deslocamento na Amazônia depende do comportamento dos rios. Em 2025, por exemplo, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico publicou alerta de escassez hídrica em rios amazônicos, incluindo a bacia do Juruá, mostrando como variações de nível afetam a realidade de quem depende da hidrovia.

Tarauacá e a vida que gira em torno do rio

O episódio chamou atenção justamente em uma região onde o rio é parte da rotina e da economia local. Tarauacá tinha 43.467 habitantes no Censo 2022, segundo o IBGE, e a dinâmica de deslocamento e serviços ainda é fortemente influenciada pelas condições de acesso e distâncias na Amazônia.

Quando uma estrutura grande aparece “passando” pela cidade, a tendência é virar atração instantânea, misturando curiosidade, humor e debate real sobre infraestrutura, trabalho e até privacidade, como ocorreu com os registros feitos por moradores.

No seu ponto de vista, isso é empreendedorismo inteligente que resolve um problema de quem vive do rio, ou é um risco e um incômodo pela exposição e pela logística de navegar com uma casa inteira por comunidades? Deixe seu comentário e diga de que lado você fica nessa discussão.

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Carlos goncales rodrigues
Carlos goncales rodrigues
03/01/2026 22:18

Não devia ter divulgado, agora o taxad, vai cobrar imposto de navegação, ancoragem, m2 de Área do porto, e se passar de R$5.000, pagar IR

Sidney
Sidney
01/01/2026 18:27

Bom, eles são da terra, devem conhecer bons e maus caminhos assim como bons e maus caminhantes…que Deus os proteja e fortaleça neste belo propósito…

Maria Aparecida
Maria Aparecida
01/01/2026 15:11

Mas e a pirataria no Rio Amazonas !!!Ali e bem arriscado !!!

Geovane Souza

Especialista em criação de conteúdo para internet, SEO e marketing digital, com atuação focada em crescimento orgânico, performance editorial e estratégias de distribuição. No CPG, cobre temas como empregos, economia, vagas home office, cursos e qualificação profissional, tecnologia, entre outros, sempre com linguagem clara e orientação prática para o leitor. Universitário de Sistemas de Informação no IFBA – Campus Vitória da Conquista. Se você tiver alguma dúvida, quiser corrigir uma informação ou sugerir pauta relacionada aos temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: gspublikar@gmail.com. Importante: não recebemos currículos.

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