Projeto artesanal de técnico paulista usa força do ar para auxiliar motor e alcançar até 20km/l na estrada sem baterias ou eletrificação tradicional
Um projeto desenvolvido de forma artesanal no interior de São Paulo tem despertado curiosidade, debates e milhares de comentários nas redes sociais. A proposta é, no mínimo, ousada: um carro híbrido a combustão que utiliza a força do ar para aliviar o esforço do motor e reduzir o consumo de combustível.
Segundo o criador, o sistema seria capaz de entregar consumo médio de até 20 km/l em rodovias, sem recorrer a baterias ou motores elétricos adicionais.
O responsável pela ideia é Roberval Cozzolino, técnico em combustão de motores de Indaiatuba (SP), que afirma ter encontrado uma maneira simples de transformar praticamente qualquer veículo em híbrido, seja ele a combustão ou elétrico.
-
Toyota vende “Spin de família” mais barato que o Chevrolet Spin no Brasil, com 7 lugares e preço a partir de cerca de R$ 70 mil na conversão sem impostos; Avanza 2026 tem motor 1.3 ou 1.5, câmbio manual ou CVT, 205 mm de vão livre e proposta familiar que o brasileiro não tem na Indonésia
-
Cinco carros usados que aguentam 100 km por dia sem quebrar o bolso, mas especialistas alertam que mesmo o mais resistente pode esconder revisão cara se passou anos sem manutenção adequada
-
Dodge Charger Daytona ganha bateria de estado sólido em teste real e reacende a corrida por carros elétricos mais leves, rápidos para carregar e com mais autonomia
-
Hyundai Staria Hybrid chega como “Kombi premium” híbrida com 7 ou 9 lugares, motor 1.6 turbo, elétrico de 54 kW, cabine espaçosa, assentos Relaxation e versão van de trabalho com 3 ou 6 lugares na Europa
A reportagem do UOL Carros conversou com o inventor para entender como funciona essa tecnologia e quais são seus limites.

Um conceito diferente de carro híbrido
Para Cozzolino, a definição de carro híbrido vai além da combinação entre motor elétrico e motor a combustão.
Segundo ele, sempre que um veículo utiliza dois ou mais meios distintos de gerar movimento de forma combinada, já pode ser considerado híbrido, independentemente da fonte de energia envolvida.
Nesse raciocínio, a força do ar em movimento passa a ser mais um elemento ativo na geração de torque, auxiliando diretamente o motor principal. A proposta, portanto, se distancia dos híbridos tradicionais e abre espaço para um conceito pouco explorado no setor automotivo.
Como funciona o chamado “carro híbrido a ar”
O sistema criado por Roberval é composto por uma engrenagem equipada com pás, que gira impulsionada pelo fluxo de ar.
Antes de atingir essa engrenagem, o ar passa por um sistema de canalização em forma de funil, responsável por captar, acelerar e direcionar o fluxo.
O inventor batizou a solução de Airmix Híbrido. Durante a fase de desenvolvimento, segundo ele, foi aferido que a velocidade do ar chega a ser aproximadamente quatro vezes superior à velocidade do próprio veículo.
Assim, quando o carro trafega a 100 km/h, o ar alcançaria cerca de 400 km/h dentro do sistema.
Integração mecânica ao motor
A engrenagem é ligada à polia do comando de válvulas, que por sua vez se conecta ao virabrequim por meio da correia dentada ou corrente de comando, responsável por transferir o movimento do motor ao câmbio.
Ainda assim, Roberval explica que o sistema poderia ser conectado a qualquer componente que rotacione junto do motor.
No caso de carros elétricos, a proposta seria acoplar o mecanismo diretamente ao motor elétrico, mantendo o mesmo princípio de aproveitamento da energia cinética do ar para auxiliar o conjunto.
Testes em um furgão da Volkswagen
Para demonstrar a viabilidade da ideia, o técnico instalou o sistema em um furgão da Volkswagen equipado com motor 1.6 carburado.
Segundo ele, entre 80 km/h e 100 km/h, o ar adquire pressão suficiente para ajudar o motor a se movimentar com uma força adicional de 20 nm, equivalente a cerca de 2 kgfm.
Essa força é comparada por Cozzolino àquela gerada por um motor de Yamaha FZ25, que tem 250 cm³. O ganho, segundo o inventor, se reflete diretamente no consumo.
Ganho expressivo na estrada, pouco efeito na cidade
De acordo com Roberval, o resultado observado foi uma redução de até 60% no consumo de combustível em rodovias, com o furgão alcançando 20 km/l.
Já em uso urbano, os efeitos seriam nulos ou praticamente imperceptíveis, uma vez que o sistema depende da velocidade para gerar pressão suficiente.
O próprio criador reconhece que os melhores resultados aparecem em velocidades constantes, típicas de estradas e rodovias.
O que diz a legislação de trânsito
Sob o ponto de vista legal, qualquer modificação no projeto original de um veículo precisa ser submetida à vistoria do Detran, segundo Marco Fabrício Vieira, advogado especialista em trânsito, escritor e conselheiro do Cetran-SP.
Ele explica que, ao adicionar componentes que influenciam a potência, como turbocompressores, por exemplo, é exigida uma homologação técnica.
No caso específico da van usada como protótipo, há ainda um grande bocal que sai do cofre do motor e fica para fora do veículo, o que caracteriza uma alteração estrutural e não apenas estética.
Interesse do público e posicionamento do inventor
Segundo Roberval Cozzolino, diversas pessoas no Brasil e no mundo entram em contato para saber se ele aplicaria o projeto em outros carros, buscando economia ou ganho de desempenho.
No entanto, ele afirma que não pretende oferecer a instalação diretamente aos consumidores.
A intenção, segundo explica, é apresentar a tecnologia às montadoras. Para ele, a indústria está muito concentrada em eletrônica e na mistura ar e combustível, áreas importantes, mas que já oferecem pouca margem para novos ganhos.
Inspiração e próximos passos
Roberval conta que a ideia surgiu a partir de uma reflexão sobre como aliviar a carga do motor, já que muita energia é perdida para vencer o atrito com o ar e movimentar sistemas auxiliares.
Inspirado nas embarcações a vela, ainda usadas em navios cargueiros, ele passou cerca de dois anos desenvolvendo o protótipo.
O inventor reforça que cada carro exigiria rotores e sistemas de canalização específicos, o que demandaria um extenso processo de homologação.
Questionado se já procurou alguma montadora, diz que, por enquanto, prefere aguardar e observar se as empresas demonstrarão interesse em conhecê-lo.
O projeto, segundo ele, foi criado apenas para materializar um conceito e provar que a ideia é possível, abrindo espaço para desdobramentos futuros.
Com informações de UOL.

Se esse senhor não ficar ESPERTO, vão dar sumiço nele!
A indústria petrolífera não quer concorrência!
Cuidado!
A questão mais importante que deveria deveria ter sido respondida na materia: foi patenteado?
pelo amor esta tecnologia ja nem pode se chamar de tecnologia ja existe desde a década de 70 e saiu nos fiestas supercharger… aos leigos Chargers são rotacionados por carreia integrados a polia do motor como o ar condicionado e a direção Hidráulica, gera um fluxo de ar e aumenta propulsão no motor assim como um turbo que ja utiliza gases de escapamento para gerar fluxo ambos tem função de devolver ar ao motor em fluxo maior elevando a potência e aumentando a economia
Acho que você não entendeu a proposta do projeto, ele não admite ar na combustão pra elevar rotação e sim corre de mãos dadas com o giro do motor dando uma ajuda pra ficar mais leve a árvore de manivelas.