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Canadá libera US$ 934 milhões e inicia a construção do primeiro reator modular BWRX 300 da América do Norte, prometendo inaugurar uma nova era nuclear até 2030 em Ontário

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Escrito por Noel Budeguer Publicado em 21/02/2026 às 17:46 Atualizado em 21/02/2026 às 17:48
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Em Ontário, a Aecon Kiewit Nuclear Partners recebeu contrato de US$ 934 milhões para construir o reator modular BWRX 300 em Darlington, com meta de operação comercial em 2030 e impacto direto no setor nuclear norte americano

O Canadá acaba de dar um passo decisivo no setor de energia nuclear. Após a aprovação do projeto, a Aecon Kiewit Nuclear Partners foi oficialmente contratada para executar a fase de construção do Novo Projeto Nuclear de Darlington, iniciativa da Ontario Power Generation.

O empreendimento envolve a construção de um reator modular de pequeno porte, o GE Hitachi BWRX 300, apontado como o primeiro SMR em escala de rede da América do Norte. A proposta chama atenção pelo modelo adotado e pelo volume financeiro envolvido.

Com participação estimada em aproximadamente US$ 934 milhões, a Aecon assume papel central na execução de um projeto que pode redefinir o avanço da nova geração nuclear no continente.

Contrato bilionário marca início da fase de execução do SMR BWRX 300

Com a aprovação do projeto, a Aecon Kiewit Nuclear Partners entrou oficialmente na fase de execução do Novo Projeto Nuclear de Darlington.

A construção será realizada sob um modelo de Entrega Integrada, estratégia que une diferentes empresas em colaboração direta ao longo do desenvolvimento. Essa estrutura busca aumentar eficiência e coordenação entre os envolvidos.

O contrato da Aecon dentro da parceria está avaliado em aproximadamente US$ 934 milhões. O valor evidencia o peso da empresa dentro da execução da obra.

O impacto é significativo, já que se trata do primeiro reator modular de pequeno porte em escala de rede na América do Norte.

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Parceria reúne grandes nomes do setor nuclear internacional

A Aecon Kiewit Nuclear Partners atuará em colaboração com a Ontario Power Generation, a GE Vernova, a Hitachi Nuclear Energy e a AtkinsRéalis durante toda a fase de execução.

O escopo inclui gestão de projetos, planejamento detalhado e execução da construção. A meta estabelecida é clara: concluir o projeto e iniciar a operação comercial até 2030.

O presidente e CEO do Aecon Group, Jean Louis Servranckx, classificou o Novo Projeto Nuclear de Darlington como um empreendimento pioneiro, destacando que a iniciativa lidera o caminho para a próxima geração de usinas nucleares na América do Norte e também no cenário internacional.

O detalhe que mais chama atenção é o caráter histórico do projeto dentro da província.

Primeira nova usina nuclear em Ontário em mais de 30 anon

O Novo Projeto Nuclear de Darlington será a primeira nova usina nuclear construída em Ontário em mais de três décadas.

Esse dado reforça a relevância estratégica do empreendimento. A expansão nuclear ocorre após um longo intervalo sem novas construções desse porte na região.

Além disso, a Ontario Power Generation já recebeu da Comissão Canadense de Segurança Nuclear, em abril, a Licença para Construir a primeira das quatro unidades BWRX 300 planejadas para Darlington.

Esse passo regulatório foi essencial para destravar o avanço da obra e consolidar o cronograma.

Projeto bilionário pode alcançar US$ 15 bilhões

O anúncio envolvendo a Aecon foi avaliado em US$ 15 bilhões, valor que evidencia a dimensão financeira do Novo Projeto Nuclear de Darlington.

A Aecon também já atua como construtora líder em três grandes projetos de reforma nuclear em Ontário, incluindo unidades em Darlington e Pickering, além do programa de Substituição de Componentes Principais da Bruce Power.

Essa experiência anterior fortalece a posição da empresa na condução de um projeto dessa magnitude.

O que parecia distante há alguns anos agora ganha forma concreta, com contratos assinados, licença concedida e cronograma definido até 2030.

A construção do BWRX 300 em Darlington representa não apenas uma obra de engenharia, mas um movimento estratégico para ampliar a capacidade nuclear da região. O caso chama atenção pelo valor envolvido, pela inovação tecnológica e pelo simbolismo de inaugurar uma nova era nuclear em Ontário após mais de 30 anos.

Você acredita que os reatores modulares de pequeno porte serão o futuro da energia nuclear? Deixe sua opinião nos comentários.

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Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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