BYD Dolphin Mini emplaca 9.385 carros em setembro, entra no top 3 nacional e supera T-Cross, Argo, Onix e HB20.
O BYD Dolphin Mini terminou setembro de 2026 em um território que, até pouco tempo atrás, parecia reservado aos carros a combustão mais tradicionais do Brasil. Segundo a Webmotors em sua reportagem do dia 01/10/2026, com dados da JATO Dynamics, o pequeno elétrico registrou 9.385 emplacamentos e terminou o mês como o terceiro carro mais vendido do país, atrás apenas da Fiat Strada e do Volkswagen Polo. Foi a primeira vez que um veículo 100% elétrico entrou no top 3 mensal do mercado brasileiro.
O resultado colocou o Dolphin Mini à frente de carros que durante anos dominaram as ruas e as listas de vendas. Volkswagen T-Cross, Volkswagen Tera, Fiat Argo, Chevrolet Onix e Hyundai HB20 terminaram setembro abaixo do elétrico chinês.
O avanço acontece enquanto a BYD amplia a produção em Camaçari, na Bahia, onde o Dolphin Mini já é montado, e transforma um modelo de 75 cv, bateria Blade de 38 kWh e autonomia de até 280 km pelo Inmetro em produto de grande volume.
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Dolphin Mini fecha setembro com 9.385 emplacamentos
O número que colocou o carro na história foi 9.385. Esse foi o total registrado pela JATO Dynamics para o Dolphin Mini durante setembro de 2026, volume suficiente para levá-lo ao terceiro lugar no ranking geral.
A Fiat Strada permaneceu isolada na liderança com 16.002 unidades. O Volkswagen Polo veio em seguida, com 11.095 carros emplacados, e o BYD apareceu imediatamente atrás.
Até agosto, o Dolphin Mini havia alcançado sua melhor posição mensal ao terminar em quinto lugar, com 8.299 unidades. Um mês depois, subiu mais dois degraus e rompeu a barreira do top 3.
Apenas 46 carros separaram o elétrico do Volkswagen T-Cross
O terceiro lugar não veio com uma vantagem enorme sobre o quarto colocado. O Volkswagen T-Cross terminou setembro com 9.339 unidades, apenas 46 carros atrás do Dolphin Mini.
Na quinta colocação veio o Volkswagen Tera, com 8.725 emplacamentos. Logo depois aparecem Fiat Argo, com 8.603, e Fiat Pulse, com 7.150 unidades.
Essa sequência mostra o tamanho da disputa. O elétrico não entrou apenas em uma lista dominada por carros a combustão, ele terminou o mês cercado por alguns dos modelos de maior volume das marcas mais estabelecidas do país.
Onix e HB20 também ficaram para trás
A lista de carros ultrapassados pelo Dolphin Mini inclui dois nomes que durante muitos anos praticamente simbolizaram o mercado de hatches no Brasil. O Chevrolet Onix terminou setembro com 7.133 unidades no levantamento da JATO.
O Hyundai HB20 registrou 6.314. Isso significa que o BYD vendeu mais de 2 mil unidades acima de cada um deles naquele mês.
O resultado ganha peso porque Onix e HB20 possuem redes de concessionárias antigas, motores flex e anos de presença no mercado nacional. O Dolphin Mini chegou ao país apenas em 2024 e trabalha com uma tecnologia que ainda enfrenta dúvidas sobre recarga, autonomia e valor de revenda.
No varejo, o Dolphin Mini foi ainda mais longe e terminou em primeiro
Quando são retiradas as vendas diretas para empresas, locadoras e outros grandes compradores, o cenário muda novamente. No varejo, a JATO Dynamics contabilizou 5.886 Dolphin Mini vendidos a consumidores em setembro.

Esse número colocou o elétrico na primeira posição. O Volkswagen Tera ficou em segundo com 4.183 unidades, enquanto a Fiat Strada apareceu em terceiro com 4.078.
Até o Volkswagen Polo, segundo colocado no ranking geral, caiu bastante nessa comparação e terminou apenas na décima posição do varejo, com 3.297 unidades. O desempenho mostra que uma parcela relevante do volume do Dolphin Mini veio de compradores particulares.
Eletrificados chegaram a 22,9% do mercado no mês
O Dolphin Mini não avançou sozinho. Segundo levantamento da Bright Consulting citado pela Quatro Rodas, veículos eletrificados responderam por 22,9% das vendas brasileiras em setembro de 2026.
Nesse grupo entram tecnologias diferentes. Há carros 100% elétricos, como o Dolphin Mini, mas também híbridos plenos, híbridos plug-in e outras configurações eletrificadas.
O mercado brasileiro como um todo registrou 265.275 emplacamentos no mês no levantamento da consultoria, crescimento de 14,5% diante de setembro de 2025.
A presença maior dos eletrificados ajuda a explicar por que modelos que há poucos anos eram vistos como nicho agora aparecem no mesmo ranking de Strada, Polo e Onix.
BYD já aparece entre as maiores marcas do Brasil
O avanço do Dolphin Mini também acompanha o crescimento da própria fabricante. A Bright Consulting registrou 21.647 veículos BYD em setembro, colocando a empresa na quarta posição entre as marcas.
Na frente estavam Fiat, Volkswagen e Chevrolet. A BYD terminou o mês acima de Hyundai, Toyota, Renault, Jeep, Honda e outras empresas que operam no Brasil há décadas.
Isso não significa que a marca tenha superado essas fabricantes em todos os canais ou no acumulado histórico. O dado retrata especificamente o desempenho mensal de setembro de 2026, mas mostra a velocidade com que sua presença aumentou.
Dolphin Mini já sai de fábrica em Camaçari
Parte da história mudou quando o modelo deixou de depender apenas da importação. O Dolphin Mini está entre os veículos produzidos pela BYD em Camaçari, na Bahia, ao lado de King e Song Pro.
A fábrica foi inaugurada oficialmente em outubro de 2025. No início de janeiro de 2026, a empresa informou que já se aproximava de 18 mil veículos produzidos desde o início das operações.

Posteriormente, a BYD afirmou que mais de 50 mil unidades dos três modelos já haviam deixado a linha de Camaçari. A empresa também avançou na contratação de funcionários e na implantação das áreas de estamparia, soldagem e pintura.
Motor elétrico entrega 75 cv e 13,8 kgfm
Por trás do volume de vendas existe uma mecânica muito mais simples que a encontrada em um hatch flex convencional. O Dolphin Mini usa um único motor elétrico instalado no eixo dianteiro.
São 75 cv e aproximadamente 13,8 kgfm de torque, com a força enviada às rodas dianteiras por uma transmissão de relação única. Não há caixa convencional com cinco, seis ou sete marchas.
O torque do motor elétrico está disponível rapidamente quando o motorista pisa no acelerador. A proposta, porém, é claramente urbana. O modelo não tenta competir com elétricos de alto desempenho e tem velocidade máxima na faixa dos 135 km/h.
Bateria Blade de 38 kWh permite até 280 km pelo Inmetro
Na versão de maior autonomia, a energia fica armazenada em uma bateria Blade de 38 kWh. Ela usa química LFP, sigla para fosfato de ferro e lítio, tecnologia adotada amplamente pela BYD.
A autonomia homologada no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular chega a 280 km. Esse é o número que deve ser usado como referência para o mercado nacional, em vez de ciclos estrangeiros mais otimistas.
A BYD informa ainda recarga rápida de 30% a 80% em cerca de 22 minutos nas condições adequadas. Na prática, tempo de carregamento varia conforme potência do carregador, temperatura da bateria e condições da rede.
Versão GL ampliou a porta de entrada para o elétrico
A produção nacional também permitiu ampliar a gama. A BYD criou a versão Dolphin Mini GL, com bateria de 30,08 kWh e autonomia de até 250 km pelo Inmetro.
O preço público sugerido dessa configuração foi estabelecido em R$ 118.990, embora campanhas de venda direta tenham levado o valor para abaixo de R$ 100 mil em públicos específicos, como taxistas e pessoas com deficiência que atendem às regras de isenção.
A versão com bateria de 38 kWh aparece em uma faixa próxima, dependendo do ano-modelo e das campanhas comerciais. Como as condições promocionais mudam ao longo do tempo, o valor final precisa ser consultado no momento da compra.
Compacto mede apenas 3,78 metros e leva cinco pessoas
O Dolphin Mini não alcançou o top 3 com dimensões de SUV. São apenas 3,78 metros de comprimento, 1,71 metro de largura e 2,50 metros de distância entre os eixos.
O porta-malas tem 230 litros. O volume é menor que o de vários hatches tradicionais, mas acompanha a proposta de um carro criado principalmente para deslocamentos urbanos.
A cabine oferece cinco lugares na configuração atual mais conhecida do mercado. Entre os equipamentos aparecem central multimídia giratória de 10,1 polegadas, carregador de celular por indução e chave presencial.
Seis airbags colocam segurança no pacote
O Dolphin Mini possui seis airbags e freios a disco nas quatro rodas. É uma lista que foge daquela antiga ideia de carro pequeno e barato equipado apenas com o mínimo necessário.
A plataforma elétrica e-Platform 3.0 foi desenvolvida pela própria BYD e integra bateria, sistema elétrico e estrutura do veículo. A Bateria Blade também é instalada como parte importante dessa arquitetura.
Controle eletrônico de estabilidade, sistemas de assistência e outros recursos variam conforme a versão e o ano-modelo.
No atual posicionamento do Dolphin Mini, tecnologia e baixo custo de utilização são tão importantes para a estratégia quanto o fato de não usar gasolina.
O top 3 muda a disputa entre elétricos e carros a combustão
Durante os primeiros anos da eletrificação brasileira, era comum comparar um elétrico apenas com outros elétricos. Setembro de 2026 produziu um cenário diferente.
O Dolphin Mini não precisou vencer apenas Dolphin, Geely EX2 ou outros modelos movidos a bateria. Ele passou T-Cross, Tera, Argo, Pulse, Onix, HB20, Creta e dezenas de automóveis a combustão no ranking geral da JATO.
Entre os elétricos, a distância foi ainda maior. O Dolphin ficou em segundo lugar no segmento com 4.132 unidades, enquanto o Geely EX2 registrou 2.724. O Mini sozinho vendeu mais que o dobro do segundo elétrico mais emplacado naquele mês.
Setembro colocou um elétrico onde nenhum outro havia chegado
A Fiat Strada ainda terminou longe na frente, e o Volkswagen Polo preservou a segunda posição. O fato novo aconteceu logo atrás dos dois.
Com 9.385 unidades no levantamento da JATO Dynamics, o Dolphin Mini entrou pela primeira vez no top 3 mensal geral de carros vendidos no Brasil. No varejo, foi ainda além e ocupou a primeira colocação.

