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Brasileiro foi demitido do emprego após 13 anos, transformou o baque em um plano ousado e agora quer visitar as capitais de 196 países em apenas três anos e meio, começando pelo Sudeste Asiático

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 23/07/2026 às 18:24 Atualizado em 23/07/2026 às 18:25
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Demissão após 13 anos de trabalho levou Jorge Henrique de Lima a reorganizar a própria trajetória, estudar no Canadá e transformar o interesse por viagens em uma expedição internacional planejada para durar três anos e meio, com início previsto pelo Sudeste Asiático.

Aos 38 anos, Jorge Henrique de Lima prepara-se para iniciar, em agosto, uma expedição pelas capitais de 196 países, começando pelo Sudeste Asiático e combinando economias pessoais, trabalho remoto, produção de conteúdo e possíveis parcerias para sustentar o percurso.

Batizado de Jorge Sem Fronteiras, o projeto ganhou forma depois que a demissão, ocorrida em 2019, encerrou uma trajetória profissional de 13 anos e abriu espaço para que o administrador reorganizasse planos antigos e buscasse novas experiências fora do Brasil.

Da rotina administrativa ao intercâmbio no Canadá

Filho de nordestinos, Jorge nasceu em São Miguel dos Campos, em Alagoas, mas foi em Nova Andradina, no interior de Mato Grosso do Sul, que estudou, concluiu a graduação em Administração e construiu a maior parte de sua experiência profissional.

Ainda adolescente, começou a trabalhar como menor aprendiz e, anos depois, passou a atuar na área administrativa de uma empresa do setor sucroenergético, onde permaneceu por 13 anos até ser desligado e decidir redirecionar a própria vida.

Com a mudança para o Canadá, no ano seguinte, o brasileiro passou a estudar inglês, conciliou formação e trabalho e aproveitou os períodos de férias acadêmicas para conhecer outros destinos, observar diferentes culturas e ampliar o contato com modos de vida diversos.

Embora já tivesse feito viagens internacionais antes do intercâmbio, foi durante a permanência no exterior que esse interesse ganhou outra dimensão, deixando de representar apenas lazer e passando a funcionar como base para um projeto pessoal de longo prazo.

Encontro com viajante ajudou a definir a expedição

Nesse período, Jorge conheceu Robson Jesus, idealizador do projeto O Nego Vai Longe, e atribui ao encontro parte da confiança necessária para transformar uma vontade ampla de conhecer o mundo em uma expedição com objetivos, prazo e planejamento definidos.

Mais tarde, durante um mochilão pelas Américas, a passagem pela ilha de San Andrés, no Caribe colombiano, tornou-se decisiva para o projeto, pois foi ali que ele afirma ter identificado o propósito que procurava e escolhido o nome Jorge Sem Fronteiras.

“Foi ali que decidi criar o projeto Jorge Sem Fronteiras”, relatou Jorge ao recordar a viagem, que antecedeu meses de pesquisas sobre expedições internacionais, custos de deslocamento, rotas possíveis e iniciativas semelhantes realizadas por brasileiros e viajantes de outros países.

Depois desse levantamento, ele definiu como meta visitar as capitais de 196 países incluídos em seu roteiro e afirma não ter encontrado registro de outro brasileiro dedicado exclusivamente ao mesmo objetivo, conclusão baseada nas pesquisas conduzidas pelo próprio idealizador.

Apesar da meta anunciada, o total não corresponde ao número de integrantes das Nações Unidas, formada por 193 Estados-membros e dois Estados observadores, enquanto o critério usado para completar a lista de 196 destinos não foi divulgado.

Sudeste Asiático abrirá a jornada internacional

Para iniciar a expedição, Jorge escolheu o Sudeste Asiático por considerar mais favorável a combinação entre deslocamentos regionais, hospedagem, alimentação e custos de transporte, fatores que terão peso relevante em uma viagem planejada para durar aproximadamente três anos e meio.

Antes mesmo da partida oficial, o administrador já havia visitado 13 países nas Américas e na Europa, além de desenvolver conhecimentos em português, inglês, espanhol e francês, idiomas que pretende usar para resolver questões práticas e conversar com moradores durante o percurso.

O financiamento reunirá recursos próprios acumulados nos últimos anos, atividades exercidas como nômade digital, produção de conteúdo e eventuais parcerias, estratégia pensada para manter a jornada sem depender integralmente de patrocinadores desde os primeiros meses de viagem.

Em vez de limitar os registros a paisagens e pontos turísticos, o projeto pretende abordar história, gastronomia, costumes e cotidiano das capitais visitadas, aproximando o público de diferentes realidades por meio de conteúdos publicados nas redes sociais identificadas com o nome da iniciativa.

“Quero mostrar que grandes sonhos não pertencem apenas a quem nasceu nos grandes centros”, afirmou o viajante, que relaciona a proposta às próprias origens no interior e espera estimular outras pessoas a desenvolver planos com preparação, disciplina e coragem.

Livro e palestras estão entre os planos futuros

Quando a expedição terminar, Jorge pretende transformar as experiências em um livro e promover palestras presenciais e on-line, reunindo desafios, aprendizados e encontros vividos ao longo do trajeto, embora ainda não haja previsão divulgada para publicação ou realização desses eventos.

Enquanto a jornada estiver em andamento, o público poderá acompanhar o Jorge Sem Fronteiras pelo Instagram, Facebook, YouTube, TikTok e Kwai, além de um site oficial ainda em planejamento, que deverá concentrar informações sobre as etapas da expedição.

Com uma rota prevista para atravessar capitais em diferentes continentes durante quase quatro anos, qual cidade deveria abrir a jornada de Jorge e representar o primeiro passo de um projeto construído após a demissão e o período de estudos no Canadá?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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