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Brasil entra em uma nova era tecnológica ao dar os primeiros passos na comunicação quântica com a Rede Quandanga, base em Brasília, testes com fibra óptica de 40 km e o desafio de proteger dados sensíveis contra ameaças virtuais futuras

Publicado em 04/06/2026 às 21:12
Atualizado em 04/06/2026 às 21:18
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Imagem: Ilustração artística
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Rede Quandanga terá base em Brasília, testes com fibra óptica, QKD e criptografia pós-quântica para proteger dados sensíveis, fortalecer encriptadores nacionais e preparar infraestruturas críticas contra ameaças cibernéticas futuras no setor de telecomunicações

O Brasil iniciou uma nova etapa na segurança de redes com a Rede Quandanga, parceria entre a Anatel e o Instituto Militar de Engenharia para desenvolver testes em comunicação quântica. A iniciativa terá base física em Brasília e busca avançar em tecnologias voltadas à proteção de dados sensíveis e infraestruturas críticas.

Brasil se prepara para a Comunicação quântica
Imagem: Divulgação / Anatel

Rede Quandanga terá estrutura experimental em Brasília

A primeira reunião sobre a Rede Quandanga ocorreu em 22 de maio e reuniu representantes estratégicos da Agência Nacional de Telecomunicações e do Instituto Militar de Engenharia.

O objetivo central foi discutir a criação de uma infraestrutura experimental permanente voltada ao estudo de tecnologias avançadas de comunicação segura.

Pela Anatel, participaram o conselheiro Edson Holanda, a superintendente Suzana Rodrigues, o gerente Andrey Perez e o coordenador Humberto Pontes.

O IME foi representado pelo comandante e reitor, general de divisão Juraci Ferreira Galdino, e pelo pesquisador e tenente-coronel Vítor Carneiro.

A rede terá uma base física em Brasília, em um espaço dedicado a testes com Distribuição Quântica de Chaves, conhecida como QKD, e Criptografia Pós-Quântica, chamada de PQC. As duas tecnologias são voltadas à proteção de conexões complexas.

Projeto mira segurança de redes e infraestruturas críticas

A Anatel informou que o Brasil ainda ocupa uma posição “modesta” no cenário global de investimento e desenvolvimento de tecnologias de ponta para proteção de dados sensíveis.

Nesse contexto, a parceria com o IME busca acelerar a construção de capacidade nacional nesse campo.

O avanço das ameaças cibernéticas aparece como um dos fatores que impulsionam a iniciativa. A proposta é preparar redes e infraestruturas críticas para riscos futuros, com métodos de defesa mais sofisticados e maior domínio tecnológico dentro do país.

Em comunicado, a Anatel destacou que a reunião abriu espaço para aproximação institucional em uma agenda relevante para telecomunicações, incluindo segurança de redes, resiliência de infraestruturas críticas, inovação regulatória e atuação internacional em organismos de padronização, como a UIT-T.

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Testes usarão fibra óptica e comunicação por feixes de luz

O projeto prevê conexões rápidas e seguras por cabos de fibra óptica de longa distância. Também deverá testar a tecnologia FSO, sigla para Free Space Optics, ou comunicação óptica em espaço livre.

Nesse modelo, os dados são transmitidos por feixes de luz pelo ar. A proposta é combinar esse tipo de comunicação sem fio com técnicas avançadas de criptografia, ampliando as possibilidades de testes em segurança de redes.

O IME já obteve resultados nesse setor ao montar um laboratório com 40 km de fibra óptica. Os especialistas também conseguiram transmitir mensagens criptografadas utilizando chaves quânticas.

Integração com encriptadores nacionais busca fortalecer capacidade local

A iniciativa também começou o processo de integração com encriptadores nacionais. A medida busca fortalecer a indústria local e ampliar a capacidade científica de profissionais brasileiros que atuam no setor de telecomunicações.

Além da Rede Quandanga, o material-base cita o “GPS quântico” como outra tecnologia com potencial de inovação, por permitir navegação independente de satélites.

Esta matéria foi elaborada com base em informações da Anatel e do material-base fornecido, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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Romário Pereira de Carvalho

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